SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 21/01/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Bufê infantil inova para enfrentar fast-food

Realizar a festa de uma criança não é uma tarefa muito fácil, principalmente quando se trabalha com altos custos e estruturas profissionalizadas. Para isso, os bufês infantis são especializados em organizar, coordenar e entreter a criançada, surgindo como uma alternatiza há pouco mais de 15 anos. De olho nesse filão, as redes de fast-food entraram nessa disputa oferecendo seus espaços a preços infinitamente menores e espaços também reduzidos. O que provocou uma desaceleração nos negócios dos tradicionais bufê e consequente crescimento da locação, nos últimos cinco anos, de espaços de redes famosas, como o Habib's , McDonald‘s e Bob’s , que consquistaram cerca de 25% da fatia deste segmento.

Segundo Edna Queiroz, proprietária de bufê e consultora da área, em todo o estado existem hoje cerca de 1,4 mil estabelecimentos. Destes, 500 são especializados em festas infantis. “A estrutura física, o nome da marca e o preço são os principais pontos de escolha por essas redes”, diz Edna.

Em média, uma festa pode ser realizada nestas lojas por um preço que varia entre R$ 280 e R$ 500, para até 40 pessoas. Neste pacote está incluso o bolo, refrigerante e um kit contendo um brinde e salgadinhos. Enquanto nos bufês, a média cobrada é de R$ 25 por pessoa ou um pacote a partir de R$ 1,9 mil para 50 pessoas.

Na contrapartida para reconquistar os consumidores perdidos, os bufês estão procurando inovar, tanto com brinquedos eletrônicos, esportes radicais, jogos criativos e brindes mais caprichados, quanto na redução de preços e promoções.

Seguindo essa tendência, o Mundo Mágico , que fica no Brooklin, zona Sul, está reformando eus 400 m², para criar espaços mais amplos e criar áreas temáticas. “Para enfrentar a concorrência é preciso inovar, por isso, vamos colocar mais brinquedos eletrônicos e um paredão para escalada como atrativos”, diz Izilda Nublum, gerente do bufê. A idéia é também incrementar as recreações, sem deixar de lado a qualidade dos serviços. Além de promoções. De acordo com Izilda, 95% das festas são de retorno de clientes que já contrataram ou participaram de seus serviços. “Nosso marketing é a prestação de serviços com qualidade e o boca-a-boca”, diz.

No ano passado, o Mundo Mágico realizou 240 festas, 20% menos que em relação ao ano anterior. Para este ano, a casa espera uma reconsquista desse percentual.

As redes de fast-food alugam seus espaços como uma estratégia de marketing para conseguir fidelizar o consumidor e firmar seu nome. Com 174 lojas em 11 estados, das quais 104 só no estado de São Paulo, o Habib's realizou, em 2002, 15.840 festas, com o preço médio de R$ 281. “Um crescimento de 40% em números de festas em relação ao ano anterior, quando foi implantado esse sistema”, diz Thomas de Aquino Pedroso, diretor de marketing da rede.

Para o diretor, existe outro fator importante a ser considerado na escolha porsuas lojas, que é a questão econômica. O preço de sua loja é quase dez vezes menor do que os praticados pelos buffets tradicionais.

“Determinadas classes sociais preferem as redes de lanches rápidos porque são mais baratas. Já os bufês são bem mais seletivos”, constata Pedroso.

As festas do Habib's representam 4,5% do faturamento total da rede. Para este ano, a rede pretende crescer 38% nesse ramo de atividade.

Para isso, irá promover uma campanha agressiva por meio de mala direta e grande imprensa (principalmente TV) para atrair público - que irá começar em março próximo.

Tendo se tornado a região preferida dos buffets infantis, o bairro de Moema, zona Sul, tem aproximadamente 40 destes estabelecimentos. O Brinque Abrace , há 13 anos na região, embora tenha percebido uma retração de 20% em seu faturamento, em 2002, realizou no ano passado cerca de 204 festas e faturou pouco mais de R$ 120 mil. “A concorrência é grande porque além dos bufês, as redes de fast-food também oferecem este serviço e, a preços reduzidos, levando boa parte de nossos clientes”, diz a proprietária Raquel Fontanezi.

Para voltar a atrair a atenção dos consumidores mirins, Raquel introduziu novos brinquedos na área de entretenimento, como piscina de bolinhas, escorregador, joguinhos de colorir, recreação, e outros. “Com esses novos atrativos, espero crescer 30% este ano”, diz Raquel.


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