SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 28/01/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Cobrança bancária ajuda a reduzir custos

Escolher o sistema de cobrança mais adequado para sua empresa diminui os custos operacionais. Emitir título sem registro escritural significa pagar tarifa menor pelo serviço, em torno de R$ 1,60 e R$ 1,70 por duplicata. Optando pela cobrança eletrônica registrada, no entanto, apesar de pagar mais caro, de R$ 2,00 até R$ 5,00 por título, a empresa controla melhor o fluxo de caixa e pode antecipar o recebimento, descontando a duplicata.

Na opinião de Jair Luís Mahl, gerente de mercado da Caixa Econômica Federal , a cobrança eletrônica com registro é mais interessante para quem precisa controlar o recebimento. "É raro encontrar uma venda mercantil com título sem registro", comenta. "Enviamos um arquivo eletrônico com as baixas diárias e a data de crédito para a empresa", explica.

Apesar de reconhecer vantagens no sistema eletrônico com registro, o consultor Carlos Fagundes, sócio-diretor da Integral Trust , acredita que as pequenas empresas devem estar cientes sobre que tipo de serviço procuram antes de fazer a escolha. "Não tem vantagem em pagar mais caro para fazer uma cobrança com registro e possibilidade de protesto se a empresa não tem por hábito protestar o cliente inadimplente", comenta.

Fagundes recomenda também que a empresa certifique-se do que está sendo cobrado em cada banco para poder saber qual é o serviço mais barato. "Só se pode comparar coisas comparáveis", brinca o consultor. "Alguns bancos cobram uma tarifa cheia, incluindo todos os custos da cobrança (registro, impressão, envio de borderô, postagem etc), outros cobram por cada serviço, podendo dar a ilusão de que o preço seja menor", explica.

Depois de saber o que quer e quanto custa o serviço em cada banco, a empresa deve pleitear redução de tarifas. "Sempre há espaço para negociação. Quanto maior for a reciprocidade com o banco, mais chance há de se conseguir um desconto" avalia.

Pedro Fabri, sócio da Flaumar Assessoria Empresarial , concorda e diz que "o preço sempre dá para negociar". Ele usa a própria empresa para se justificar. "Mando 150 boletos por mês, coloridos, com o logotipo, direito a mensagem de saudação aos clientes e pago cerca de R$ 2 por título, incluindo tudo".

Fabri diz utilizar a Internet para comandar descontos, prorrogações de vencimento e instruções de protesto em cartório. "Usar o sistema eletrônico é a maneira mais prática e rápida."

Uma contrapartida que pode ser dada pelo desconto na tarifa é o que os bancos chamam de "float" – dias entre o pagamento da duplicata e o crédito que o banco faz na conta da empresa credora. "Nossa negociação mínima é D+1, mas pode chegar até D+5", informa Mahl, da Caixa.

E-mail barateia custos

Para baratear o custo de impressão e postagem dos boletos de cobrança, há dois anos o Bradesco criou a cobrança via e-mail. O banco instala um software no computador da empresa, que envia o boleto eletronicamente para o cliente. "O grande público é aquele que trabalha com vencimento curto, porque o produto garante agilidade", explica João Batistela Biazon, diretor do departamento de produtos e serviços do Bradesco.


TÍTULO VENCIDO VAI À INTERNET

O Banco do Brasil quer disponibilizar ainda esse trimestre o pagamento de títulos vencidos do banco através dos meios eletrônicos, como caixa automático e Internet, o que promete dar mais liquidez às empresas.

"Pagar já é chato: se for difícil, pior ainda", comenta o gerente executivo da diretoria comercial do BB, Luiz Carlos de Azevedo, referindo-se às filas dos caixas.

Para atingir o objetivo, o banco terá que padronizar as instruções de juros e multa. "Daremos três possibilidades padrão para os juros e o próprio sistema fará o cálculo para o cliente", explica o executivo.

Segundo Azevedo, as empresas poderão insistir no uso de instruções de multa diferentes das sugeridas, mas estarão “colocando em risco a liquidez”.

Ainda para facilitar o controle do fluxo de caixa pelas empresas, desde o segundo semestre do ano passado, o BB agregou um novo recurso para o seu gerenciador financeiro, software que o banco oferece às empresas clientes.

"Fazemos a varredura da cobrança a cada 30 minutos e enviamos as informações para o nosso cliente". Assim, a cada meia hora a empresa sabe quem pagou, além de quando e quanto tem a receber.


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