SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 29/01/2003
Autor: Cláudia Marques
Fonte: DCI

Saber trabalhar em equipe é diferencial

As estrelas solitárias são cada vez menos desejadas no mercado de trabalho. Atualmente, as empresas preferem os profissionais que sabem trabalhar em equipe, seja liderando um grupo ou fazendo parte dele. “É vital que as pessoas sejam preparadas para o trabalho em equipe. Sem interação, os esforços se dispersam e, em vez de eficazes, podem se tornar contraproducentes”, afirma Marcelo Augusto Scalabrini, sócio diretor da consultoria de recursos humanos SL, de São Paulo.

Uma nova realidade bate à porta. Quem atua de forma isolada vai ter de mudar de postura. Afinal, a habilidade de saber conviver bem com o grupo de trabalho é exigida por, praticamente, todos os setores: as grandes corporações, os pequenos negócios e até a área científica, de pesquisa - campo antes dominado por solitários de sucesso.

Segundo Guilherme Ary Plonski, diretor superintendente do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), de São Paulo, um dos motivos da procura por profissionais que têm a competência de trabalhar em equipe é que os problemas se tornaram mais complexos, exigindo mais cabeças pensantes. “Notamos que um grupo integrado, gerenciado de forma correta, tem uma contribuição maior para projetos de grande complexidade. Em setores como o hidrelétrico, por exemplo, essa postura se tornou essencial”, conta ele.

Plonski diz que a imagem do cientista solitário, agora, é só uma inspiração para os jovens profissionais. Não condiz com a prática. "É a volta do velho ditado popular: não se ganha um jogo sozinho% lembra ele. A facilidade de trabalhar em grupo vai ser observada nos candidatos ao próximo concurso do instituto, que contratará 100 pesquisadores e cientistas até o final deste ano.

Raiz da dificuldade - A psicóloga Viviane Massa, supervisora do departamento de desenvolvimento estudantil do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola), conta que a dificuldade de se trabalhar em equipe começa na universidade, que não estimula essa atitude. "Durante a vida acadêmica, o estudante não aprende a lidar com o grupo. A avaliação, mesmo de projetos feitos em conjunto, é individual. Então, ele acha que tem que agir sozinho para vencer. Quando esse estudante sai da faculdade, não sabe como se comportar e, muitas vezes, quer continuar atuando isolado", afirma Viviane.

Para melhorar a deficiência, a recomendação dos especialistas é bom senso e disciplina. "0 profissional tem de se monitorar o tempo todo", diz Viviane. 0 primeiro passo nessa direção é saber escutar os outros integrantes da equipe, evitar, simplesmente, dar ordens às pessoas. Nas reuniões, uma forma para se controlar é delimitar um tempo para todos os presentes falarem.

Outro fator importante é valorizar as opiniões dos colegas. "Isso não significa aceitar o que está sendo dito, afinal, pode não ser uma boa. A questão é deixar o profissional à vontade para que ele continue contribuindo, dando idéias, falando o que pensa", afirma Scalabrini. Dica: depois de ouvir a explanação de alguém, o profissional deve dizer frases como vamos avaliar a sua posição ou vou levar sua opinião para a chefia para mostrar que está valorizando a intervenção da pessoa.

Explicar o motivo da decisão final também é fundamental para manter a harmonia do grupo. "Depois que se discute uma questão, apresenta-se várias opções, todo mundo quer saber o fim da história", afirma Viviane. A atitude de não contar para a equipe pode frustar as pessoas. “Elas ficarão com a impressão de que falar ou não tem o mesmo efeito. Terão certeza que não fazem parte de um grupo de verdade e, com certeza, ficarão em silêncio na próxima reunião que forem participar”, conclui a psicóloga Viviane.


Destaques da Loja Virtual
O FUTURO COMO UM BOM NEGÓCIO: COMO AS PERCEPÇÕES ...

Atualmente todos enfrentam desafios impossíveis. No entanto, o flash de antevisão transforma o impossível em possível revelando oportunidades ocultas ...

R$75,00