SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 18/02/2003
Autor: Gazeta Mercantil
Fonte: Gazeta Mercantil

Pesquisa confirma que a busca do poder provoca motivação

Assumir a posição hierárquica mais alta de uma empresa ainda é a medida de sucesso profissional, mesmo em uma época em que se discute qual seria a equação perfeita para equilibrar satisfação na carreira e qualidade de vida. Segundo pesquisa feita nos Estados Unidos pela consultoria Lee Hecht Harrison, 22% dos entrevistados, que responderam à pergunta 'Qual a posição mais alta que você deseja atingir em sua carreira?', almejam o cargo de vice-presidente ou de diretor de departamento ou divisão. Outros 22% têm como meta o cargo de vice-presidente sênior ou vice-presidente executivo; 12% o de presidente, diretor financeiro (CFO) ou diretor de tecnologia (CIO), enquanto que 44% estariam satisfeitos em estar à frente de posições gerenciais.

No Brasil, a situação não é muito diferente, segundo a Lee Hecht Harrison. apesar dessa supervalorização dos altos cargos ter sofrido um abalo no último ano, quando o mundo inteiro assistiu à queda e prisão de executivos de empresas tradicionais envolvidos em processos de fraude contábil. Os escândalos tiveram um impacto significativo no relacionamento dos profissionais com suas empresas e nas remunerações dos altos executivos do mundo todo.

Ética valorizada

Pesquisa recente realizada com 7.060 executivos brasileiros mostra que a ética de uma empresa está se tornando fator fundamental na decisão de aceitar um novo emprego. Foram avaliados 12 fatores de importância para estes profissionais em um estudo intitulado 'Ranking das Empresas Preferidas dos Executivos de Amanhã'. A ética empresarial apareceu em terceiro lugar, atrás apenas de questões como a constante oferta de tarefas desafiantes e autonomia e liberdade de decisão.

Do lado das empresas, o problema é as altas remunerações dos executivos. Algumas acreditam que parte da desconfiança do mercado seja gerada pelos valores inflacionados e já estão promovendo mudanças neste sentido. Mas, para muitos especialistas, o vilão foi mesmo o sistema de remuneração baseado em 'stock options' (ações), que fez com que executivos maquiassem os balanços das empresas.

Ao mesmo tempo em que uma posição de destaque em qualquer companhia significa melhores remunerações e benefícios, maior autonomia e status, ela é também um indicativo de maiores responsabilidades e riscos pelo fato de o alto executivo carregar consigo a credibilidade da empresa no mercado.

Outro fator relevante apontado pela pesquisa é o de que a multifuncionalidade também deve ser um traço característico desses profissionais. Apesar de a especialização técnica ainda ser muito importante em certos segmentos, o mercado está interessado em quem se adapta facilmente a novos ambientes e não tem medo de encarar desafios. Neste aspecto, os profissionais entrevistados pela Lee Hecht Harrison estão em total sintonia com o que as empresas querem. A maioria afirmou ter expectativas de estar em um nicho de mercado diferente do atual, sem falar que acredita que suas habilidades são totalmente transferíveis para outras empresas.


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