SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 25/03/2003
Autor: Jorge Luiz Rocha Pereira*
Fonte: DCI

A ciência do empreender, seus desejos e temores

A vontade de empreender não se restringe à colocação de uma idéia no mercado, ancorada em produtos ou serviços. Esta é uma ciência que utiliza parâmetros empíricos e conhecimentos baseados em teorias, estudos e análises gerais de gestão empresarial. Mas para o empreendedor, o que significa isto na realidade?

Com certeza, ele tem os seus desejos em relação à sua idéia, que devem ser alcançados mais cedo ou mais tarde, de preferência o mais rápido possível.

Desejos - O desejo é colocar com sucesso a sua proposta empreendedora no mercado, atendendo às expectativas dele e dos consumidores, através de produtos e serviços direcionados às necessidades atuais e futuras.

As respostas para este desejo muitas vezes não são "sentidas" durante as primeiras semanas de vida do negócio, mas apenas depois de inúmeros questionamentos e análises da reação mercadológica de clientes e fornecedores.

Há também o desejo de obter o reconhecimento comercial e profissional do segmento de mercado escolhido, como um negócio com algum diferencial competitivo, algo hoje em dia difícil e custoso de conseguir, mas nunca impossível.

Há o desejo de reaver o capital investido no menor espaço de tempo possível. Este desejo é bastante lógico, mas não deve ser considerado como uma meta a ser atingida amanhã, a qualquer custo e forma. É um objetivo dentro do potencial financeiro e econômico do investidor, que poder ser ou não o empreendedor, aparecendo até a figura do sócio capitalista, que muitas vezes é visto erroneamente como um "mal necessário" para colocar em prática uma idéia genial.

Há o desejo de sentir a satisfação com o desempenho do seu negócio no mercado, algo que não tem preço, porém difícil e trabalhoso de alcançar. Muitos empreendedores levam anos para obter um "pedacinho de satisfação" com o seu negócio, que representa para o empreendedor muito mais que o retorno do capital investido. Os desejos andam de mãos dadas a algumas assombrações que todo o empreendedor quer distância.

Assombrações - Conseguir apenas dúvidas ao longo da abertura do negócio, pois tudo que imaginava acontecer simplesmente não aconteceu, como, por exemplo, despesas com reformas, promessa informais não cumprida por fornecedores, além de pequenos gastos para abertura da empresa, que na soma total virou um enorme .custo não esperado. Outro temor é não conseguir visualizar chances de retorno do investimento, por um faturamento inferior ao esperado, atrelado a custos fixos e variáveis com tendência de alta. Outra assombração é não conseguir o reconhecimento do mercado: ser chamado de “careiro", péssimo atendimento, difícil acesso, etc..

Perder ao longo do tempo uma boa idéia de negócio simplesmente pela inadequação do gestor em relação ao mercado e ao tempo.

O que fazer? Uma palavra talvez responda: planejar.

Ser o mais analítico possível para conhecer potenciais, oportunidades e ameaças do mercado, criar seu negócio voltado às necessidades atuais, futuras e ocultas do mercado e, principalmente, agir no tempo certo, com instrumentos adequados. A ciência é misturar um plano estratégico de negócios, envolvente e duradouro, que atenda às expectativas do empreendedor.

*Jorge Luiz Rocha Pereira é consultor do Sebrae-SP


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