SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 30/04/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Abertura de dados ganha espaço entre as pequenas

Optar pela abertura da empresa, tanto em relação aos números quanto na administração (estratégia conhecida como governança corporativa) é cada vez mais freqüente entre pequenas e médias e pode representar um ganho porque diminui o risco – o que atrai investidores.

Entre as ferramentas usadas para se adotar as práticas de governança, a principal é a criação do conselho de administração. O professor de Gestão de Empresas Familiares da FIA/USP (Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo), Armando Lourenzo, observa que essa iniciativa, antes restrita às grandes, está se espalhando: "Já montei diversos conselhos em organizações de pequeno porte", conta. De acordo com ele, três ou quatro pessoas já são suficientes para a formação de um conselho.

"O grupo não tem validade legal, mas tem moral", afirma o professor. No conselho, são discutidos assuntos como sucessão, uso de bens e serviços da empresa para fins particulares, remuneração dos sócios, ingresso e saída da sociedade, entre outros.

Lourenzo aconselha que pessoas que não tenham vínculos societários com a empresa também participem dos conselhos.

Risco menor atrai investidor

Além de preservar a harmonia entre os donos, a governança corporativa costuma trazer outros benefícios, como a diminuição do risco.

"Existe um consenso de que empresas transparentes funcionam melhor, o que os investidores entendem como menos risco", acredita Leonardo Viegas, conselheiro independente e especialista no assunto.

Segundo ele, bancos e fundos de capital de risco vão ter muito mais segurança em aplicar recursos em negócios que adotam a governança.

O número de empresas que fecha as portas também é menor entre os que adotam a governança. Na opinião de Leonardo Viegas, algumas ações, como a prestação de contas entre os sócios, podem evitar brigas, que constantemente levam à morte das empresas.

A sucessão familiar é outra preocupação da governança. Estatísticas indicam que somente 30% das companhias conseguem passar para a segunda geração e apenas 10% para a terceira. Em geral, a disputa pelo poder acaba interferindo na sobrevivência do empreendimento.

Índice atrai mais empresas

O interesse pela governança tem se espalhado pela economia. Ontem, por exemplo, o grupo Pão de Açúcar anunciou que atendeu às exigências feitas pela Bolsa de Valores de São Paulo e vai integrar um índice de empresas que praticam governança (ver reportagem ao lado).

E a tendência é de que a governança ganhe espaço, pelo benefício que traz à administração das empresas.

"Trabalhamos para que as práticas de governança sejam introduzidas em todo tipo de empresa", afirma a diretora-executiva do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) , Heloisa Bedicks. "Desde que exista mais de um dono, a governança pode contribuir, e muito, para o sucesso dos negócios", explica.


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