SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 29/05/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Funcionário mais satisfeito amplia produtividade

Funcionários satisfeitos no trabalho oferecem efeito para lá de positivo nos negócios. É o que indica estudo da consultoria PriceWaterhouseCoopers , com mais de mil empresas de 47 países, entre eles o Brasil.

“Aos que não acreditam que a área de recursos humanos é um fator competitivo, isso é um aviso”, afirma Daniel Castello, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) . Atentas ao potencial do mercado, várias empresas se especializaram em recrutamento, treinamento e seleção.

São mais de 5.000 consultorias e agências de emprego no País, das quais 60% são pequenas e médias. São Paulo concentra 40% delas. “O setor tem várias vertentes, por isso oferecemos um intercâmbio para os interessados em colaborar para o desenvolvimento humano”, garantiu Paulo Xavier, presidente da Associação Paulista de Administração de Recursos Humanos (Aparh).

Segundo a proprietária da PCF Consultoria Empresarial , Nielcer Camilo Filetti, e ex-presidente da Aparh, apesar de não haver muitos dados consolidados do setor, sabe-se que o mercado corporativo investe cerca de R$ 1,4 milhão por ano em serviços de RH. Dados apontam que, devido à taxa de desemprego elevada, o mercado cresce 20% ao ano.

Nas cidades do interior esse percentual é mais elevado, para 40%. Segundo a empresária, o segmento que mais cresce é o de serviços terceirizados. “Um departamento de RH terceirizado oferece uma redução de até 40% nos custos de uma empresa. É a coqueluche do setor”, afirmou.

Há mais de 10 anos no mercado, a PCF atende cerca de 30 clientes por mês, de uma carteira fixa de 300 companhias. Outro número que chama à atenção é o banco de dados. A PCF atrai mais de 3.000 currículos todos os meses, enviados espontaneamente por e-mail. Ao todo são 100 mil contatos arquivados. Sem abrir números, Nielcer espera crescer 20% nos negócios este ano, mesma taxa atingida no ano passado. De olho nas mudanças do setor, a empresa investiu R$ 1 milhão em tecnologia e upgrading.

Ainda há espaço para os que pretendem se lançar nesse negócio de recrutamento e seleção pessoal. No caso de uma pequena empresa, com 20 clientes, o faturamento pode chegar a R$ 500 mil por ano. “Programas do governo federal, como o primeiro emprego, devem alavancar o setor”, diz a especialista.

Outra que também espera um incremento de 20% nos negócios é a Exímia RH . Há 19 anos no mercado, a empresa se especializou em recrutamento, trabalho temporário e promoção de vendas. Com 14 filiais no País, São Paulo concentra 30% dos negócios. A empresa inaugurou outras unidades em Campinas e Ribeirão Preto. “Pretendemos este ano consolidar nossa posição nas regiões em que atuamos”, garantiu Wagner Bonatto, gerente nacional da empresa. Ele explica que os investimentos dos negócios são voltados, basicamente, para as áreas de treinamento e desenvolvimento do pessoal.

“Temos uma equipe de 30 pessoas, que fazem cursos de reciclagem a cada três meses. Temos de valorizar nossos profissionais”, disse.

Serviços virtuais

O lado tecnológico é um dos que mais chama a atenção neste setor, pela necessidade de oferecer serviços ágeis. A proposta da ASM Futura , especializada em softwares apenas para o setor de RH, é fazer parcerias com companhias que desenvolvem programas de gestão empresarial. De acordo com Nilson Vetrenka, gerente comercial da ASM, são comercializadas 50 licenças de uso dos softwares por mês. A ASM tem soluções para folhas de pagamento, pontos eletrônicos e segurança no trabalho. São 500 clientes, entre eles a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a C&A Modas . A expectativa é fechar o ano com mais 100 clientes corporativos.

Para desenvolver novos produtos, a empresa investiu R$ 1,5 milhão, cerca de 30% da receita da companhia. “As empresas estão buscando soluções via WEB. Agora, o empregado pode atualizar seus dados, programar férias e emitir o demonstrativo de pagamento pela Internet, além de consultar a política de RH da empresa”, explica Nilson Vetrenka, gerente comercial da ASM.

Demanda por temporários cai

No caso específico do trabalho temporário, a demanda pelos serviços caiu, por conta da situação econômica do País, de juros altos e comércio desacelerado. É o que afirma Necésio Tavares Neto, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizados e de Trabalho Temporário. . “Se continuarmos assim, o setor vai a reboque da crise econômica. Mas temos esperança de que, com a reforma da Previdência, isso gere uma boa perspectiva para a retomada do setor, que deve voltar a crescer”, afirma.


FEIRA DO SETOR RECEBE 6 MIL VISITANTES

Organizada pela MHC Assessoria , especializada em promoção e eventos, a maior feira de negócios para Recursos Humanos aconteceu no começo do mês. Participaram do evento 58 expositores, que apresentaram soluções, produtos e as novas tendências do segmento. A 4ª edição da Fenaforh contou com a presença de 6.000 visitantes, cerca de 15% a mais do que na edição anterior, segundo os organizadores.

O evento ofereceu palestras gratuitas para fomentar o debate entre os profissionais da área. Os temas foram “Atuação empresarial nas questões ambientais”; “As reformas na legislação trabalhista” e o “Novo papel dos sindicatos de classe”, entre outros.

“Ficamos satisfeitos com o resultado da Feira. O crescimento da Fenaforh é justificado pelas oportunidades que ela oferece aos participantes em ampliar sua rede de relacionamentos, conhecer e expor produtos e serviços inéditos ao mercado de terceirizados”, diz Paulo Xavier, presidente da Aparh, idealizadora do evento.

Para Maria Helena Lopes, diretora da MCH, a feira é o termômetro do setor. “Vimos que o mercado de RH está atento à importância individual dos profissionais, que devem receber capacitação e qualidade de vida.


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