SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 11/06/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Empresa deve usar seus próprios dados para reduzir peso de tributo

Com a proporção que a carga tributária alcançou, a ordem é economizar ao máximo o pagamento de tributos. O segredo é utilizar a mesma arma que o Fisco usa: a informação. No entanto, a maioria das empresas desperdiça esse importante instrumento de gestão.

De acordo com uma pesquisa do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte) realizada na capital paulista, 75% das empresas não monitoram constantemente sua situação nos diversos organismos tributários.

Por outro lado, 93% alegam precisar da informação fiscal para o controle da empresa.

Além disso, 89% não realizam cruzamentos de dados entre as diversas repartições, exatamente o procedimento que a Receita Federal e a Secretaria da Fazenda de São Paulo mais utilizam nas operações de triagem e fiscalização.

“Muita gente só lembra da questão fiscal quando chega o auto de infração”, alerta Fábio Pereira Ribeiro, autor da pesquisa e diretor de Marketing da Deal Inteligência Fiscal.

Esquecendo os cuidados

Outro dado revela que 91% das empresas ainda não utilizam a gestão fiscal para reduzir custos, pois não reúnem de forma sistematizada dados para identificar oportunidades de economizar com tributos e ameaças fiscais, ou seja, pontos no qual a empresa está vulnerável.

Além disso, 58% delas nunca realizaram ações preventivas e auditorias internas para reduzir problemas fiscais, como o cruzamento de declarações.

De acordo com Fábio Pereira Ribeiro, a maioria das empresas não tem acesso a essas informações por falta de iniciativa e devido à burocracia das repartições públicas, como receita Federal e INSS. “A empresa sabe da importância da informação fiscal, mas não tem como monitorá-las”, diz.

Outros obstáculos são a falta de conhecimento do fluxo de informações e o excesso de alterações na legislação.

Inteligência fiscal

Para reverter esse quadro, as empresas devem optar pela “inteligência fiscal. “Trata-se de integrar e produzir informações fiscais de modo mais apurado”, explica Ribeiro.

Segundo ele, a empresa precisa saber o que o Fisco acha dela e acompanhar a legislação. “Muitas vezes a empresa fornece informações para a Receita, mas não as usa para se proteger”, diz.

Essa situação de desconhecimento fiscal tem efeito direto sobre o resultado das empresas, interferindo diretamente até no caixa. 83% das empresas não conseguem de forma ágil certidões, alvarás, autorizações e outros. Cerca de 58% das empresas não tiveram sucesso na recuperação de créditos e redução de débitos.

Além disso, 45% delas recebem em média de 26 a 50 autuações das repartições. Desconhecendo suas informações, a empresa se torna vulnerável.

“Qualquer adversidade por parte das repartições pode causar transtornos econômicos e financeiros na competitividade da empresa”, alerta Ribeiro.


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