SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 15/07/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Tecnologia própria reduz custos

A Steelinject conseguiu reduzir em 20% os custos de produção e em 50% o de consumo de energia graças a uma tecnologia desenvolvida em parceria com o laboratório de materiais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) . Com o invento, a empresa pretende deixar de ser importadora para se tornar exportadora de tecnologia.

A patente nos Estados Unidos acabou de ser registrada e está em processo o registro na Europa. No Brasil, a patente já está no Instituto Nacional de Patentes Industriais (INPI) . De acordo com Waldir Ristow Júnior, gerente técnico da Steelinject, a empresa pretende aumentar os seus negócios por meio da venda desta tecnologia para interessadas no exterior.

Segundo Ristow, a tecnologia é uma alteração em uma parte do processo de injeção de pós metálicos. O sistema original foi desenvolvido nos Estados Unidos e trazido para o Brasil pela própria Steelinject.

Originalmente, o pó metálico é misturado a componentes chamados de “ligantes” para ser injetado na forma. Esta parte do sistema é semelhante ao da injeção de plástico. No caso do metal, no entanto, o ligante precisa ser removido por meio de um processo termoquímico, ou seja, uma combinação de solventes e altas temperaturas.

Na tecnologia brasileira, o processo termoquímico foi substituído por um reator de plasma. Com isso, o tempo de produção de uma peça se reduziu de 48 horas para no máximo 12 horas.

Ristow afirma que a vantagem da injeção de pó metálico está na fabricação de peças industriais de alta complexidade. Nestes casos, a simples usinagem da peça aumentaria em muito o seu custo de produção.

No entanto, o pó metálico precisa atender a especificações rígidas para o processo funcionar. o tamanho do grão, por exemplo, precisa estar em torno de 20 milésimos de milímetro. Por causa disto, o material usado pela Steelinject é importado.

Grupo Lupatech

A Steelinject faz parte do grupo Lupatech , sediado em Caxias do Sul. Faz parte do conglomerado a Microinox , fabricante de peças por fundição de precisão, a Valmicro e a Metalúrgica Nova Americana (MNA) , ambas fabricantes de válvulas para petróleo e gás.

Existe também a Lupatech North-American, responsável pela distribuição das válvulas da Valmicro e da MNA no mercado norte-americano.

A participação do faturamento da Steelinject nas vendas do grupo é pequena. No ano passado, o faturamento da divisão foi de R$ 6 milhões, enquanto o grupo faturou R$ 120 milhões. De acordo com Ristow, isso se explica pelo baixo valor agregado da produção dessa unidade em relação às outras divisões.

A Steelinject é fornecedora nacional da indústria automobilística —componentes para freio, embreagem e caixa de câmbio—, de defesa e ortodontia. De acordo com Ristow, estes são setores que precisam de componentes com alta complexidade e baixo valor agregado.

O grau de tecnologia que este sistema exige faz da Steelinject a maior fornecedora de peças produzidas desta forma no País. Segundo Ristow, as outras empresas que dispõem da tecnologia não fornecem para terceiros.

Além disso, exporta para América Latina e Europa. Segundo Ristow, a empresa participa anualmente da Feira Industrial de Hannover , na Alemanha, para ter uma relação privilegiada com este mercado.


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