SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 25/08/2003
Autor: Sergio Buaiz
Fonte: Sergio Buaiz

O Clube dos Realizadores de Sonhos

Semelhanças de quem faz a diferença

Nos últimos meses, tenho acompanhado a realização de sonhos de muitos amigos escritores, músicos, poetas, empresários, enfim, tem sido muito gratificante conviver com pessoas que fazem acontecer. Líderes que não apenas sonham, mas acreditam na própria capacidade de transformar realidades. São todos igualmente criativos e determinados. Têm coragem para assumir riscos e enfrentar desafios, persistindo o tempo necessário para obterem êxito em seus projetos. Mesmo nas condições mais adversas, são incansáveis. Sabem exatamente aonde querem chegar e são apaixonados pela causa. Fazem parte de um grupo muito especial, que ouso chamar de: O Clube dos Realizadores de Sonhos.

Não se trata de um grupo fechado. Muito pelo contrário. Cada integrante é naturalmente um propagador da arte de sonhar, inspirando outras pessoas a acreditarem que é possível. Entretanto, parece que a maioria dos humanos sentem-se incapazes de resgatar suas crenças infantis de que é digno ser feliz e produtivo, fazendo aquilo que gosta.

Os Realizadores de Sonhos jamais se entregam. Qualquer derrota é assimilada como experiência e nada é capaz de pará-los. Ainda cedo, aprendem que a dor faz parte do crescimento, e que estão em constante evolução. Tombos, desvios e adiamentos são aceitáveis, desde que o horizonte permaneça o mesmo, reluzindo a cada manhã. É o estilo de vida que compartilhamos, embora cada um seja livre para decidir aonde quer chegar.

Por incrível que pareça, a única frustração que insiste em permanecer em nossos corações é a de não sermos capazes de incluir todos que amamos neste clube. Familiares, amigos e colegas de trabalho raras vezes vêm com a gente. Aliás, costumam ser eles que testam nossas crenças, quando a certeza ainda vem da intuição. Depois, quando fincamos as primeiras bandeiras no caminho e enxergamos a praia, são capazes de admirar os feitos, mas dificilmente compreendem ou compartilham a nossa fé.

Não importa. Nos reconhecemos e formamos um clube diferente, que não cobra mensalidades e não realiza assembléias para definir as responsabilidades de cada um. Pelo contrário, cada integrante doa mais de si do que espera dos colegas. Fazemos isso espontaneamente e de bom grado, pois entendemos o milagre da multiplicação dos pães.

Neste clube não existe inveja, pois todos são alunos e torcedores do sucesso alheio. Cultuamos o merecimento. É o que nos inspira a fazer mais e melhor todos os dias.


É divertido fazer o impossível
Um desses amigos e companheiros de jornada, o escritor e palestrante Rodrigo Cardoso, costuma dizer: “diga-me com quem andas, que te direi para onde vais!”, parafraseando o famoso ditado popular. Concordo plenamente. Tenho certeza que muito da minha disposição empreendedora vem da convivência saudável com tantas mentes brilhantes. Afinal, não há riqueza maior que a satisfação de ver um sonho concretizado.

Rodrigo é um treinador de primeira grandeza e acaba de presentear o mercado com seu novo livro, intitulado “Faça diferente, faça a diferença: uma parábola emocionante” (Rio de Janeiro, Record, 2003). Em recente palestra de lançamento, realizada em São Paulo e patrocinada pelo programa de rádio Nova Manhã (tradicional ponto de encontro dos sonhadores), Rodrigo citou grandes mestres do nosso tempo. Uma das frases apresentadas não me sai da cabeça: “É divertido fazer o impossível.”, de Walt Disney.

O pai do Mickey tinha toda a razão. Enquanto a família, os amigos e o mundo inteiro dizem que é impossível, os Realizadores de Sonhos se divertem, pois sabem que é só uma questão de tempo para transformarem a realidade.

Lembro de Rodrigo Cardoso há uns quatro anos, quando começava a consolidar sua brilhante carreira de treinador com a Universidade do Sucesso. Ele falava de sonhos e tinha lançado “A resposta do sucesso está em suas mãos” (São Paulo, Madras, 1999). Na época, ele já era muito bom, mas o mercado não o reconhecia. Hoje, fico feliz cada vez que o nome dele é divulgado nas rádios, programas de TV, mídia impressa e online, pois sei o quanto ele sonhou e trabalhou por este sonho nos últimos anos.


Em direção ao Sol
“(...) Olha o céu azul, estamos prontos pra cair na estrada
Sempre na linha do horizonte, em direção ao Sol (...)”

Se você tem o costume de ouvir rádio, deve reconhecer esse trecho da canção “Eu preciso te tirar do sério”, do cantor e guitarrista Frejat. Lançada no final de maio, é a música de trabalho do seu segundo disco solo e tem figurado entre as mais tocadas desde então, nas principais rádios e programas de TV. O que talvez você não saiba, é que essa música foi composta em parceria com o também cantor e guitarrista carioca Maurício Negão.

Respeitado pela crítica e elogiado por músicos de renome como Fernanda Abreu, Lobão e o próprio Frejat, Maurício já lançou três CDs independentes pelo selo RASTROPOP, mas ainda não conseguiu o destaque que merece. Agora, com o sucesso da parceria, é provável que as gravadoras e o grande público comecem a se interessar mais pelo seu trabalho, que mistura funk, rock, eletrônica, samba e MPB em um swing eletrizante. Lobão diz que Maurício “é uma mistura de Jimi Hendrix com Luiz Melodia, toca e canta pra caramba, e é muito engraçado”. Muito antes da parceria, Frejat disse em uma entrevista ao Jornal O GLOBO que o CD do Maurício não sai do som do seu carro. Enfim, vários músicos já se manifestaram de forma parecida e o seu talento não é novidade para quem entende.

O que isso tem a ver com o nosso artigo? É simples: conheço o Maurício há mais de vinte anos. Fomos colegas de pré-primário. Na adolescência, estudamos no mesmo colégio e aos quinze começamos a tocar juntos em uma banda de rock (sim, minha primeira apresentação em público foi tocando teclados, ao lado do Maurício). Dos quinze aos dezoito, a banda teve vários nomes e formações, até que eu resolvi fazer publicidade e me afastei da música. Foi uma boa escolha, pois como tecladista eu era um ótimo escritor.

O que eu posso afirmar é que desde aquela época, nós já fazíamos parte do Clube dos Realizadores de Sonhos. Não tenho idéia das noites que passamos em claro planejando os próximos passos rumo ao sucesso. Aos dezessete, tínhamos um videoclipe passando no programa Demo-MTV e por muito pouco não conseguimos uma gravadora. Foi quando eu me desentendi com o baterista e decidi sair para cursar uma faculdade.

A partir de então, seguimos caminhos diferentes, mas progredimos juntos. Sei que o Maurício é um gênio, com uma capacidade criativa fora do comum. Desde os quinze anos, é considerado um dos melhores guitarristas do Rio de Janeiro. Hoje, toca praticamente todos os instrumentos e é um artista completo, com carisma e sensibilidade.

Não foi fácil chegar até aqui, mas ele vem conquistando aliados ano após ano. As portas foram se abrindo lentamente, até o convite para gravar com Frejat na Argentina. Isso aconteceu em março, duas semanas antes do meu casamento, quando ele me avisou que não poderia mais ser padrinho. Tivemos que improvisar um novo casal, mas fiquei feliz por ele. Torço pelo Maurício todos os dias e sei que fez a escolha certa. Os Realizadores de Sonhos pensam diferente. Força Negão!


Nunca é tarde para sonhar
Algumas pessoas têm o péssimo hábito de inventar desculpas para o medo de fazer algo diferente. Uma das mais comuns tem a ver com a idade: “estou velho demais para recomeçar”, “não tenho mais tempo” e tolices do gênero.

Está certo que alguns projetos levam anos para se concretizarem, mas a decisão de mudar suas atitudes acontece em um instante. A partir do momento em que você se filia ao Clube dos Realizadores de Sonhos, sua vida muda para sempre. Cada passo da sua jornada ganha mais brilho, cor e significado. Você começa, enfim, a viver em sintonia com sua verdadeira natureza e... é melhor que seja agora do que nunca!

Desde que eu me entendo por gente, ouço a minha madrinha dizer que vai escrever um livro. Nas reuniões de família e bate-papos descontraídos em volta da piscina, ela falava abertamente de seus sonhos, mesmo que ninguém quisesse ouvir. Quase sempre era levada a mudar de assunto, como se fosse impróprio falar de suas fantasias na frente das crianças. Cresci observando isso. Professora, divertida e sonhadora, ela seguiu sendo questionada por sua forma pouco convencional de encarar a vida, mas eu sabia: ela fazia parte do mesmo Clube que eu.

Nos últimos dez anos, nossa relação foi se estreitando e começamos a nos entender como poucos. Mesmo à distância, trocamos confidências e sonhos que nos fortaleceram. Ela aprendeu a usar o computador e a navegar na Internet com o meu apoio. Eu falava sobre os grupos de poetas que se reunião nas salas de Chat e comunidades, pois sabia que este era o caminho mais curto para ela realizar seu sonho de escritora.

Os anos se passaram e ela criou asas nesse mundo. Começou tímida, mas lentamente foi divulgando seus primeiros textos e se relacionando com outros sonhadores, até que as portas foram se abrindo e... bem, para encurtar a história, acaba de ser lançado o livro “Com licença da palavra” (São Paulo, Scortecci, 2003), uma coletânea que reúne crônicas de doze autores do grupo Pax Poesis Encantada. Está lá: Rosa Pena, pág. 143.

Agora, seu próximo desafio é viabilizar o primeiro livro solo. Quem viver, verá!


Acima das nuvens

“(...) Talvez, algum dia eu possa acreditar
Que tudo vai voltar, que acima dessas nuvens existe um sol a brilhar (...)”

Esta música você ainda não conhece, mas vai ouvir muito em breve. Se tudo é uma questão de trabalho e persistência, a banda Gregos & Troianos está a um passo de chegar lá.

Há pouco mais de dois anos, me impressionei com o carisma e a performance desses rapazes na noite paulistana. Sobretudo no extinto bar Alamoana, em Vila Madalena, que oferecia o ambiente perfeito para o rock ´n´ roll dos Gregos & Troianos. Quem os viu naquele lugar, sabe o que estou dizendo.

Fiquei tão comovido com o show, que escrevi um artigo intitulado “Promessa do Rock”, destacando-os entre as bandas covers que sempre embalaram a região. O texto foi publicado no boletim eletrônico Nova Economia e em sites menores de música. Na época, nem os conhecia pessoalmente, mas a iniciativa serviu como pretexto para me aproximar e analisar de perto o seu trabalho.

Marcamos um encontro no prédio do vocalista Carlos Pellegrini, o popular “Batata”. Lá, conversamos e ouvimos suas primeiras composições. Algumas estavam prontas, outras seriam concluídas, mas era fácil perceber que ali estavam todos os ingredientes para o sucesso. Eles faziam um som que parecia misturar Capital Inicial, Skank e Charlie Brown Jr. Das músicas que me foram apresentadas, pelo menos quatro tinham forte apelo comercial. Ou seja, com talento de sobra, era só uma questão de trabalho e disciplina para emplacarem nas rádios.

Naquele momento, a banda Gregos & Troianos passava por uma fase conturbada, com o recente afastamento do tecladista José Ruivo. Eles tinham seis músicas gravadas em estúdio e planejavam lançar um CD, mas o estado emocional dos integrantes oscilava bastante. Davam mostras de cansaço e se desentendiam com freqüência, talvez pelos dois anos de estrada intensa, com pouco ou nenhum reconhecimento.

Foi aí que, sem querer, acabei exercendo um papel importante na trajetória da banda. Aquele simples artigo e algumas palavras de incentivo serviram para motivá-los a caminharem um pouco mais. E eles caminharam.

Os Gregos & Troianos passaram a se dedicar mais ao repertório próprio da banda e sua evolução foi surpreendente. Com uma média de três apresentações semanais, fizeram mais de trezentos shows, nos principais bares de São Paulo e redondezas. Atualmente, eles têm se apresentado para milhares de pessoas no Santa Aldeia (Vila Olímpia) e Avellino´s (Guarujá), entre outras casas menores, como Aloha e Praia Açaí.

Com toda essa bagagem e a produção impecável de Alexandre Fontanetti (ex-Rita Lee), resolveram regravar tudo para o esperado CD de estréia. O produto ficou pronto em junho e é excelente. Das doze músicas gravadas, pelo menos sete podem estourar a qualquer momento nas rádios. Só falta uma gravadora inteligente para pegar o produto pronto e emplacar. É lucro certo!

Além da competência musical e artística, são todos determinados em busca do sonho.


Sonhe, acredite... realize!
Eu gostaria de contar outras histórias de amigos que realizaram sonhos nos últimos meses, mas são tantos que eu não teria como falar de todos.

Só vou citar mais alguns, como Hernani Dimantas, autor do livro “Marketing Hacker” (Rio de Janeiro, Garamond, 2003). O Hernani é colega de listas e artigos há uns três anos, e inventou esse conceito curioso e começou a divulgá-lo aos quatro ventos. Em pouco tempo, o site Marketing Hacker tornou-se o campeão de hits no mecanismo de busca Google, usando a palavra genérica “marketing”. Ou seja, a idéia pegou mesmo. Daí, para virar um livro, foi um pulo. O lançamento deste trabalho foi no final de fevereiro de 2003.

Sandra Maia é outra colega de listas que está lançando um livro. Chama-se “Eu faço tudo por você” (São Paulo, Celebris, 2003), pegando carona no tema “amar demais”, que entrou na novela do Manoel Carlos – “Mulheres Apaixonadas”. A Sandra começou o projeto no final do ano passado, pela necessidade interna de compreender e aceitar suas escolhas, mas tudo aconteceu muito rápido. Veja como ela descreve essa experiência:

— A importância do livro para mim é imensa. Trata-se de um projeto meu e representa o trazer o foco e a energia para o meu ser. Parece que finalmente estou me cuidando, deixando de salvar e resgatar o outro para me olhar, ficar mais centrada. Depois do primeiro livro, escrevi dois outros trabalhos sobre o relacionar-se que, espero, sejam também publicados nos próximos meses — afirma.

Para terminar, e como não poderia deixar de ser, falarei do meu último sonho realizado. Lançado no final de julho, o livro “Pai-líder” já está entre os mais vendidos, alcançando a nona posição na categoria não-ficção, segundo a Revista Época de 18 de agosto de 2003. Que venham os próximos desafios!

Assim é a vida dos Realizadores de Sonhos. Não importa a profissão, classe social ou idade, qualquer pessoa pode dar asas à imaginação, se estiver disposto a pagar o preço. Nada é fácil, mas praticamente tudo é possível para quem luta por seus ideais.

Por isso, não tenha medo de arriscar. Sonhe, acredite... realize!


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