SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 27/08/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Principal erro empresarial é o mau investimento

Investir errado, ou deixar de investir em momentos de instabilidade econômica, apontam para os principais erros cometidos pelo empresariado nos meses de junho e julho. É o que indica a Pesquisa feita pelos repórteres do DCI, no período, com 521 executivos, que representam empresas do Agronegócio, Comércio, da Indústria, de Serviços e Finanças. A incidência de erros nessa área ocorreu em 9,32% dos entrevistados, especialmente entre empresas de médio porte, que concentraram 20,27% das ações.

É sabido que um erro estratégico pode levar o negócio à falência. Mas não foi o que se registrou na Pesquisa, que exibe decisões equivocadas, porém que não feriram tão profundamente a estrutura financeira das empresas, apesar de prejudicarem os negócios. Ainda na questão do investimento mal calculado, e, por vezes, de alto risco, os homens de negócios cometem mais erros do que o sexo oposto, concentrando 10,61% das decisões equivocadas, enquanto as mulheres à frente das empresas são mais cautelosas e não superam a marca de 2,7% das incidências de erros. Investimento é um dos itens dentro do universo classificado na Pesquisa como fatores financeiros, que, junto com as áreas de tecnologia, finanças e custos, concentraram 24,68% das ações desajustadas.

A área de recursos humanos foi a segunda colocada, com 8,47% das ações malsucedidas. Falta de treinamento de seu efetivo ou a ausência de planos de carreira provocaram desestímulo e despreparo profissional, segundo os executivos. No plano do relacionamento pessoal e suas vertentes, as mulheres são mais inábeis do que os homens, ficando com 10,81% das ações sem sucesso. Já os empresários do sexo masculino erraram menos, com 8,08% das intenções. Os prestadores de serviços e as financeiras são as que menos acertaram nesta área, com 12,93% dos erros, seguidas pela Indústria, com 7,50%. Este cenário piora muito nas empresas de grande porte, com 11,54%, dos erros cometidos, seguidos a curta distância pelos médios (10,81%) e microempresários (10,71%). No quadro geral dos fatores humanos, a pesquisa indica que as decisões desencontradas estiveram presentes em 18,30% das ações no âmbito interno da empresa, ficando em primeiro lugar nesta categoria — que considera também itens como recursos físicos (8.94%), custos (8.09%), direção (7,23%), cliente (3,83%), preços (3,40%) e controle acionário (0,43%).

As parcerias malsucedidas despontam na terceira colocação na lista de principais erros cometidos, com 8,05%. As mulheres foram as que mais erraram, com 10,81%, enquanto os homens estabeleceram tais práticas em 8,08% dos casos.

Na quarta colocação no ranking dos insucessos estão tanto as tentativas malsucedidas de abertura de novos mercados quanto a falta de iniciativas na área: 7,63% dos erros foram nesta direção. Pequenos e microempresários da Indústria (17,50%) e do Agronegócio (13,79%) lideraram este ranking. . Aqui, homens (8,08%) erram mais do que mulheres.


AS EMPRESAS ERRAM QUANDO PERDEM A CAPACIDADE DE INOVAR

Na vida, como na empresa, acerta mais quem consegue aprender com os erros próprios ou alheios. Errar, todos erram. Acertar pode ser fruto do acaso, como também da capacidade de transformar a experiência adquirida em novas direções de ação. Ninguém pode dizer que acerta sempre, como também não se pode dizer que haja alguém que nunca tenha errado. Não existe regra para acertar como também não existe fórmula para impedir os erros.

O que se sabe, contudo, é que só acerta quem arrisca. O prêmio aos que se arriscam equivale ao castigo para os que se acomodam. O risco pode trazer o insucesso mas também pode trazer o ganho da conquista e do crescimento. Acomodar-se nos êxitos alcançados é o melhor caminho para o declínio e para o esgotamento das alternativas.

Na vida pessoal, como também na vida das empresas, a capacidade de renovação é uma exigência permanente e até mesmo uma condição de sobrevivência. Estas reflexões surgem da observação dos depoimentos recentemente recolhidos, entre os empresários, a respeito das situações em que admitem ter errado na condução de suas empresas.

Para entender o significado interno desta nova Pesquisa DCI, é preciso estabelecer um confronto entre os erros e os acertos que os empresários admitem ter cometido na condução de seus negócios. Os dados são provenientes de respostas, as mais variadas, que exigem um posterior agrupamento. A amplitude dos relatos registrados gera dezenas de itens, tornando difícil descobrir seu significado sob a diversidade das explicações. Para entender o que está oculto nestes inúmeros depoimentos, é preciso estabelecer um confronto entre os elementos positivos e negativos das experiências relatadas. Descobre-se, a partir desta comparação, que as empresas acertam quando saem do imobilismo, da rotina ou de uma estabilidade aparente e assumem riscos, buscam soluções ou diversificam suas atividades. Enfim, acertam quando assumem alguma postura inovadora, tanto na busca de alternativas externas, como na conquista de novos mercados e na procura de soluções para elevar a qualidade interna de suas operações.

Estas conclusões surgem do confronto entre os maiores percentuais de acertos e erros apontados pelos empresários. Da diferença entre os acertos e os erros, surge o maior fator de êxito nas empresas: a conquista de novos mercados. Se é certo que 8% dos empresários admitem ter errado nesta tentativa, 17% disseram ter acertado. Este é o maior saldo positivo: +9. Segue-se o item relativo à criação de novos produtos: 5% disseram ter errado neste item, mas 12% disseram ter acertado. O saldo é novamente positivo: +7. O terceiro item também traz um conteúdo de inovação: criar novos serviços, também com um saldo positivo :+ 4. Soma-se a estes itens relacionados com inovação para fora da empresa, o principal item de inovação interna: melhorar a qualidade dos produtos e dos serviços, com um saldo igualmente positivo: +4.

Os demais itens em que os acertos superam os erros estão na diversificação de atividades da empresa (+3), na introdução de tecnologia (+2) e no direcionamento da empresa para buscar o foco no cliente (+1) — que são também ações inovadoras. Inversamente, se pode dizer, a partir dos dados desta pesquisa, que as empresas erram mais quando realizam investimentos inadequados (-6), quando permitem que surjam problemas financeiros (-5) ou quando deixam de realizar pesquisas de mercado no momento oportuno (-5). E' o que mostram os dados da TABELA 1.

O que se pode concluir é que os acertos estão presentes em palavras como "conquistar", "criar", "diversificar" ou "melhorar". Em todos estes casos, a palavra-chave é o adjetivo "novo", sob o qual se insere o substantivo "inovação". Já os erros estão mais relacionados com situações em que se "permite" o surgimento de problemas financeiros, quando se "reduzem" as ações estratégicas ou ainda quando se "deixa" de fazer uma pesquisa para conhecer melhor o próprio mercado. Em síntese, para acertar é preciso inovar, mesmo que se arriscando a errar, e, para errar, basta evitar o risco de inovar. Assim como o acerto nasce do erro, a decadência começa quando se perde a capacidade de inovar.


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