SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 10/11/2003
Autor: O Globo
Fonte: O Globo

Grandes empresas, um nicho para pequenos empreendedores

As grandes empresas são um excelente mercado para pequenas companhias. Até porque, dizem consultores, as firmas maiores estão cada vez mais concentradas em suas atividades: sobra, portanto, espaço para prestadores de serviços e fornecedores de produtos. Fácil, assim? Não. É preciso atender às exigências dos departamentos de compras, que recaem, invariavelmente, na qualidade, no preço e no cumprimento de prazos.

Segundo Francisco Barone, coordenador do MBA de Gestão de Pequenos Negócios e Empreendedorismo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é importante ter planejamento. Ou seja, as pequenas devem levantar capital de giro, avaliar quantidade de estoque e da equipe e rever procedimentos da produção (ou da prestação de serviços):

- Esse planejamento é básico. Sem ele, o empreendedor não deve nem começar a pensar em se aproximar das pequenas empresas. E, é claro, a empresa já deve estar bem-estruturada para atender a uma clientela muito exigente.

Marcelo Weber, gerente de comercialização do Sebrae-RJ, acrescenta que é fundamental buscar programas de qualificação de funcionários e de capacitação de fornecedores. A qualidade, diz ele, está certamente na eficiência dos processos e na qualidade dos funcionários:

- Outro caminho está em feiras e nos encontros de negócio realizados para aproximar pequenas e grande empresas. Afinal, são oportunidades em que os dois lados podem se conhecer. Nesse momento, a empresa pode ver o que é preciso: ISO, número de funcionários, tipo de produto, por exemplo Ricardo Habib, dono da Ecila Laticínios, concorda. Há três anos, ele participa da feira da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) - evento que reúne os principais supermercadistas do país. Diante disso, ele conseguiu fechar parcerias com redes como Sendas, Bon Marché e Pão de Açúcar.

- A feira ajuda porque a empresa passa a ser vista pelas grandes redes. Hoje, esses contratos representam 30% do faturamento da minha empresa e um excelente marketing - diz Habib, lembrando ainda que o empreendedor deve ter capacidade de negociar. - É preciso ser flexível para negociar preços.

Mas só participar de feiras não é suficiente, lembra Carlos Eduardo Silveira, sócio da Ases Leopoldinense Transportes. Para ele chegar a grandes transportadoras, foi preciso bater à porta das companhias:

- É necessário marcar reuniões e até oferecer uma amostra dos nossos serviços. Daí, o possível cliente passa a ter idéia de como é que trabalhamos. Porque o que eles querem é qualidade. E, sim, bom preço. Preço muito bom.

Também são bastantes úteis os cadastros das entidades - como a Bolsa de Negócios, do Sebrae-RJ. Pelo banco de dados, as empresas podem buscar fornecedores no perfil desejado:

- É esse cadastro que pode vir a ser, por exemplo, uma fonte de fornecedores para a prefeitura, quando surgirem as oportunidades de negócios dos Jogos Pan-Americanos.


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