SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 18/11/2003
Autor: Priscila Néri
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO

Tecnologia é arma contra grandes empresas

Quem adere a inovações tecnológicas, como a Patrimon e a Techparts, atrai bons negócios.

Cláudio Borges, de Brasília, e Renato Búfalo, de São Paulo, são dois pequenos empresários que conseguiram "infiltrar-se" - e crescer - em mercados dominados por grandes empresas e corporações. Na luta pela sobrevivência, eles escolheram uma poderosa arma de combate: a tecnologia. Cada vez mais, o uso da tecnologia se consolida como um fator de sobrevivência e um importante diferencial para as pequenas empresas brasileiras.

E mais cedo do que tarde, alertam especialistas, a exclusão digital será sinônimo de perda de negócios e falta de competitividade. "Hoje a tecnologia, embora fundamental, é pouco usada nas empresas de pequeno porte devido à dificuldade de acesso a essas inovações", avalia Marcelo Dini Oliveira, gerente de Inovação e Tecnologia do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). Uma pesquisa do Sebrae-SP mostrou que apenas 47% das micro e pequenas empresas paulistas têm um computador.

Quem adere à tecnologia geralmente atrai bons negócios. Borges abriu sua empresa, a Patrimon Provedor de Segurança, no início desse ano. Ele começou com dois sócios e um faturamento mensal de R$ 7 mil. Hoje, a Patrimon emprega 10 pessoas e fatura em média R$ 125 mil por mês. O produto da Patrimon, o Doc Check, é uma máquina portátil capaz de detectar, em até três segundos, cheques e dinheiro falsificados, cartões de crédito clonados e documentos falsos. O aparelho custa R$ 450. A idéia surgiu depois que Borges - um especialista na área de segurança bancária percebeu que os comerciantes tinham de esperar uma perícia de até 15 dias para verificar a autenticidade de um cheque, por exemplo. Hoje, o Doc Check é utilizado pela Polícia Civil de Brasília, para detectar fraudes, e por supermercados e joalherias. Recentemente a TIM, operadora de celulares, contatou a Patrimon com interesse em usar o aparelho. “Instalamos o equipamento em três quiosques da TIM em Brasília. Em 15 dias, evitamos um prejuízo de R$ 19 mil em compras que seriam feitas com cartões e cheques falsos. Depois disso, fechamos o negócio”. A Patrimon tem hoje 3,5 mil clientes em 107 pontos do País. "Nossa meta é atingir 35 mil clientes até o fim de 2004."

Assim como a Patrimon, a Techparts Industrial, empresa de Renato Búfalo, está em franca expansão. A especialidade da Techparts é nacionalizar tecnologias e, desta forma, substituir importações. "Produzimos peças de reposição para máquinas industriais nos setores de telecomunicações, petroquímica, transportes e gráfico", explica Búfalo. “Com a tecnologia nacional, essas empresas ficam menos sujeitas a variações cambiais, contam com uma logística local e ainda contribuem para a geração de empregos no País”.

A Techparts nasceu em 1998 no quarto dos fundos da casa de Renato Búfalo e seu irmão mais velho, Vanderlei, ambos engenheiros. “Começamos na informalidade, buscando algo para complementar o nosso orçamento”. O negócio foi crescendo os irmãos sentiram a necessidade de se formalizar, o que ajudaria a negociar prazos junto a fornecedores e obter financiamentos.

Como os recursos que eles tinham disponíveis não eram o suficiente, eles recorreram a uma incubadora tecnológica, uma espécie de empreendimento coletivo em que várias microempresas se unem num mesmo local para dividir custos e infra-estrutura nos primeiros anos de vida. Hoje há 180 incubadoras no País que têm o apoio do Sebrae, o que equivale à cerca de 1,5 mil empresas assistidas.

Depois de dois anos na Incubadora de São Bernardo do Campo, a Techparts estava pronta para andar com as próprias pernas. No mês passado, a empresa se mudou para uma sede própria e está em processo de contratar mais dois funcionários, aumentando o quadro total de empregados para quatro.

Em cinco anos de operação, a Techparts já nacionalizou 10 produtos, entre eles um para a Casa da Moeda do Brasil (uma peça do numerador de cédulas) e outro aparelho para o Metrô de São Paulo. A empresa fatura R$ 35 mil por mês e espera alcançar um crescimento de até, 100% no curto prazo. “Hoje competimos com grandes empresas de renome. E cada vez que conseguimos vencer uma licitação ou nacionalizar uma tecnologia, nos sentimos quebrando um monopólio”.


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