SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 18/11/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Compra eletrônica reduz custos em 50%

As compras eletrônicas das empresas do comércio, diretamente da indústria, proporcionam uma economia de pelo menos 50% nos custos. Além disto, a compra eletrônica permite ao varejista um giro maior no estoque, além de uma redução no tempo para se fazer um pedido ao fabricante — que cai de vários dias para uma hora.

A redução de custos e o ganho de tempo são os principais motivos para que a compra eletrônica de materiais de construção, também chamadas de business to business, tenham crescido de maneira vertiginosa em 2003. O maior canal eletrônico do ramo no País, o Estrutura.net , por exemplo, saltou de 250 empresas varejistas no final de 2002 para 2.100 empresas no fim de 2003. O número de indústrias fornecedoras cresceu de 10 para 20.

A Anfreixo , empresa que também vende equipamentos de segurança, diz que o Estrutura.net serviu como um “tradutor”, de sistemas de gerenciamento entre seu software e o dos fabricantes, levando a uma redução de custos e não propriamente a um volume maior de negócios.

Ernani Antunes Araújo, diretor-presidente da Anfreixo, diz que a ferramenta reduziu em 90% os custos da inserção de nota fiscal no sistema da empresa. “A economia está relacionada com a informatização dos documentos de compra”, ressalta. “A integração com os fornecedores é maior”, complementa Araújo. O sistema do Estrutura.net funciona como uma Intranet (rede interna para associados).

“Queremos ampliar, em 2004, o número de indústrias e chegar a 56 fornecedores. Uma loja tem, em média, 300 fornecedores”, diz Simône Dellefrate, superintendente-comercial do Estrutura.net.

A maioria tanto de vendedores quanto de compradores é formada por grandes e médias empresas. Mas os pequenos também estão se articulando para operar no business to business. “Nossa associação tinha 80 lojas há doze meses. Hoje, somos 160”, diz Antônio Fappi, presidente da Rede Construir , que já atua em 6 Estados. A Rede Construir está em processo de montagem de uma Intranet e a maioria dos seus associados ainda não compra da indústria através da Web, embora já vendam ao consumidor através da Internet.

No Estrutura.net, as transações eletrônicas proporcionaram um aumento de 19,2% no faturamento bruto entre revendas e fornecedores de material para construção, e um acréscimo de 7,3% no número de itens negociados. As informações são da empresa. Simône Dellefrate diz que, com a ferramenta, os varejistas também têm a opção de fazer os pedidos às indústrias semanalmente, mantendo os seus estoques com menos mercadorias.

“As empresas registraram esses resultados em um período de seis meses”, diz. De acordo com ela, a ferramenta pesquisou sete empresas, das quais quatro são redes de varejo de material de construção e três indústrias. “O aumento de vendas ocorreu porque a indústria e o próprio varejo passaram a ter mais tempo para saber quais itens vendem mais ou menos nas lojas. Isto permitiu aos home centers reforçar as vendas de determinados produtos”, reflete.

Benedito Zurita, gerente de ações associativistas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) , diz que o associativismo também oferece às pequenas empresas um sistema informatizado de compras. “Cada central de negócios oferece aos seus associados um software de comunicação entre o varejo e indústria”, explica. De acordo com ele, por intermédio do sistema, os lojistas se unem e fazem compras em maior quantidade, conseguindo preços melhores.

Fappi, da Rede Construir, que tem 160 lojas associadas em seis Estados, diz que hoje 52% das micro e pequenas empresas de material de construção estão informatizadas, e uma minoria delas já está integrada no business to business.

Para ele, a informatização tem um papel importante, principalmente no controle dos estoques e na facilitação do processo de registro das vendas. Para adquirir o sistema de gerenciamento e se associarem à Rede Construir, os varejistas têm de pagar R$ 7 mil. De qualquer forma, uma redução de até 50% nos custos envolvidos no processo de compra de material para construção civil é garantido, segundo Dellefrate.

Para as redes de varejo, os ganhos estão na redução dos custos do processo de compras e maior giro dos estoques, evitando a falta de produtos na gôndola: “O tempo de acolhimento dos pedidos caiu de 10 dias para uma hora”, completa.

Com relação aos preços das mercadorias, ela afirma que não há benefício para os associados ao sistema. “As indústrias não reduzem seus preços para os cadastrados”, diz.

Conforme explica a superintendente, somente os fornecedores pagam pelas transações. “Em média, R$ 150 para cada transação com um varejista”, ressalta. “O business to business, até hoje, é uma iniciativa muito mais da indústria que do varejo”, diz Fappi. A maior rede do varejo de materiais de construção e home center do País, a C&C Casa e Construção , não participa do Estrutura.net, e tem seu próprio sistema eletrônico de compras. Lojas como Center Castilho , Telhanorte , Center Líder e Conibase estão no Estrutura.net.


EXPECTATIVA É TRIPLICAR TRANSAÇÕES

Com investimento inicial de R$ 10 milhões, o Estrutura.net conta hoje com 2.100 compradores associados responsáveis por 3.200 transações diárias, 60% a mais do que no ano passado.

A expectativa, segundo a superintendente-comercial, Simône Dellefrate, é de que, em 2004, o número de transações triplique. A Tigre, uma das donas do portal ao lado da Pirelli e da Votorantim , já está com 35% dos seus clientes cadastrados.

Segundo Paulo Nascentes, diretor-comercial da Tigre , o sistema ajuda na relação com os clientes que compram muitos itens, já que os pedidos passam a ser automáticos.

Já a Rede Construir nasceu como uma iniciativa de pequenos lojistas para reduzir custos com propaganda, gastos com tecnologia e, no futuro, virar uma central de compras de material de construção.

O presidente da rede, Antônio Fappi, diz que, por enquanto, as empresas compram individualmente das indústrias e ainda não atuam no modelo de central. “Estamos montando uma Intranet, que terá tabela de preços de materiais e um fórum de comunicação para que os lojistas troquem informações sobre estoques, produtos e ofertas”, diz.

A Rede Construir já vende materiais ao consumidor através do seu site www.redeconstruir.com.br.


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