SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 24/11/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

México é o novo alvo para exportações do mercosul

Um grupo de 44 empresas brasileiras de variados portes e setores estará em missão comercial conjunta do Mercosul na Cidade do México, a partir de hoje, para participar de rodadas de negócios.

Entre os setores que fazem parte da missão estão alimentos, cosméticos, softwares, construção civil, utilidades domésticas e autopeças.

“Seria conveniente que esse tipo de missão ocorresse a cada 6 meses pelo menos”, opinou o empresário Farid Murad, sócio da Maynard Comércio Internacional , uma das brasileiras que irá ao México.

Ventiladores decorativos

A Maynard produz ventiladores decorativos de teto e luminárias. Os ventiladores são o carro-chefe das exportações.

O mercado mexicano revelou-se atraente para a empresa, que tem planos de também ingressar no mercado norte-americano daqui a, no máximo, 18 meses.

“Começamos a exportar para o México no ano passado. Acreditamos que as exportações aumentem algo em torno de 50% em 2004”, disse Murad.

A empresa atua em um nicho ‘especial’ para o produto. Segundo o empresário, não é possível concorrer com os produtos chineses (baratos) nem com os líderes de mercado, que produzem ventiladores ‘super luxo’ (custam cerca de US$ 600). “Nosso produto atende ao nicho intermediário, custa cerca de US$ 200”, acrescentou Murad.

A Maynard está à procura de parceiro no México, para reexportar para os Estados Unidos. O parceiro mexicano receberá partes do produto e fará a montagem, embalagem e envio.

“O México será o trampolim por causa dos impostos de importação”, afirmou. Se as exportações fossem feitas diretamente do Brasil para os Estados Unidos, a tarifa seria de 24%. Via México, devido ao Nafta (bloco comercial entre EUA, Canadá e México), não há tarifas.

Os norte-americanos consomem 15 milhões de ventiladores de teto por ano, enquanto no Brasil, o consumo chega a 3 milhões/ano.

Refrescos em pó

Outra brasileira participante da missão é a Casadoce Indústria e Comércio . A empresa pretende exportar refrescos em pó.

“Ainda não exportamos para o México, mas aquele país tem potencial”, disse Victor Cordeiro, gerente de exportações da Casadoce.

O México encaixa-se no perfil dos consumidores desse tipo de produto: país quente, com população de classe média para baixa numerosa.

Cordeiro deu o exemplo da República Dominicana, que também possui essas características. O país tem cerca de 300 mil habitantes e consome até 70 mil caixas do item por mês.
Os empresário brasileiros que fazem parte da missão irão participar de encontros de negócios pré-agendados pelo Itamaraty com distribuidores, representantes e varejistas locais.

Empresas argentinas, uruguaias e paraguaias também participarão. A primeira destas missões aconteceu em 2002, na África do Sul, e gerou US$ 14 milhões em negócios.


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