SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 13/02/2004
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Marketing integrado visa atrair as pequenas

Agências de marketing e publicidade estão apostando em uma nova estratégia que, além de atender às grandes corporações, pretende conquistar contas de empresas de menor porte. Espécie de pacote de serviços integrados, o full service, como é chamado, envolve da criação da campanha, passando por anúncios, a eventos de lançamento de produtos, que chegam a apresentar custo até 40% menor para o cliente.

A estratégia tem dado resultados para algumas agências, que já projetam alta superior a 30% em seu faturamento. O otimismo deve-se ao novo serviço, mas também aos 450 anos da cidade de São Paulo e às Olimpíadas, datas que devem impulsionar os investimentos em patrocínios e campanhas publicitárias.

Para Hercílio Pereira, diretor da Paralelo 27 , as agências que trabalham com full service devem ganhar a atenção do mercado por prestarem um serviço completo ao cliente. Criada há seis anos, a agência estima recuperar o prejuízo de 20% em 2003 e, para tanto, aposta em um nicho específico este ano: pequenas e médias empresas.

“No ano passado, a maioria dos clientes segurou os investimentos por falta de dinheiro. Este ano, o mercado está mais animado com as eleições municipais e as Olimpíadas, e isso se reflete no nosso negócio”. Com 12 funcionários, a empresa faturou R$ 1,2 milhão em 2003.

A J.Cocco Associados é uma das que já engloba em seu portfólio ferramentas compactas de promoção, merchandising, propaganda, marketing direto e eventos. De acordo com José Cocco, proprietário, o full service resulta em redução de até 40% nos custos para o cliente, o que acaba por fidelizá-lo.

“Se ao invés de utilizar diversos fornecedores para desenvolver uma campanha o cliente contratar uma única empresa para realizar o serviço de maneira integrada, haverá uma economia de até 40%”, explica.

Em 2003, a companhia faturou cerca de R$ 15 milhões e, segundo seu proprietário, o full service deve ser o propulsor do crescimento este ano, estimado em 30%. Na J. Cocco atuam 43 profissionais para atender a uma carteira de 15 clientes como Pão de Açúcar e Unibanco.

A DR Marketing , que também optou pela integração dos serviços, registrou crescimento de 50% no ano passado e estima crescer 30% este ano. Atuando na área promocional, a agência se especializou em full service e obteve um faturamento de R$ 33 milhões em 2003.

Segundo Dirceu Ramos, presidente da DR, grande parte do incremento deste ano virá do braço de negócios da companhia, a DR Serviços Temporários . “É um serviço completo para os clientes. Terceirizamos pessoas temporárias para eventos e cuidamos de toda ação. Inauguramos também um data center para realizar as ações promocionais dos nossos clientes de forma ágil”, diz ele. A agência afirma ter gerado 5 mil empregos temporários em 2003.

Apostando na Internet para incrementar o full service, a Incentive House criou o Incentive On Line e estima incremento de 25% nos negócios este ano. O mecanismo serve de acesso aos clientes da companhia — mais de 1,7 mil — ao site da empresa para acompanhar as ações de marketing passo a passo.

Segundo André Sapoznik, diretor-geral da empresa, o faturamento previsto para este ano é de R$ 300 milhões. “Possuímos um amplo mix de produtos de premiação e criamos o Incentive On Line, uma ferramenta com o objetivo de oferecer aos clientes mais um canal de relacionamento, via Internet”, esclarece.

A tecnologia é um dos principais focos da empresa ao longo de 2004 e o objetivo é investir cerca de R$ 5 milhões em novos produtos e sistemas. A Incentive pertence ao Grupo Accor e trabalha nas áreas de incentivo, marketing interno e direto, eventos e fidelização de clientes.

Nicho específico

Com a proposta de ofertar serviços integrados de marketing, acaba de ser criado o Grupo I3 - Informações Inteligentes de Apoio a Vendas . O objetivo é crescer principalmente nos mercados de tecnologia da informação, alimentos e têxtil. A expectativa é gerar negócios da ordem de R$ 1 milhão nos primeiros 12 meses de operação.

“Nosso portfólio inclui marketing terceirizado, contact center, planejamento estratégico e assessoria de imprensa. Neste ano, lançaremos um serviço de vendas para ampliar os resultados da área comercial das companhias”, afirma Anne Kitie, diretora-executiva do grupo.


A COPYRIGHT CONTRARIA A TENDÊNCIA

No mercado há cerca de 13 anos, a Copyright Comunicação decidiu enfocar suas ações na contramão do mercado de full service. A empresa se especializou em marketing direto e programas de relacionamento e estima crescer 20%, o mesmo percentual registrado em 2003.

De acordo com Gustavo Dias Leite, sócio e diretor da Copyright, “a fórmula do full service, na verdade, está desgastada”. “Nossa estratégia é entender o problema do cliente e escolher a ferramenta correta para sua comunicação. Somos especializados no que fazemos, mas temos que enxergar longe”, comenta ele.

Deyse Dias Leite, diretora da empresa, afirma que é preciso concentrar os esforços e “direcionar as ações para os resultados”. Por isso, a agência aposta em planejamento estratégico, criação, programas de banco de dados, relacionamento e respostas diretas. No ano passado, a Copyrigth obteve um faturamento estimado em R$ 9,4 milhões.


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