SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 19/02/2004
Autor: Inês Migliaccio
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO

Apenas 17% dos empreendedores do Brasil têm mais de 45 anos

São Paulo - De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) que monitora o nível de empreendedorismo em 31 países de todos os continentes, o perfil do empreendedor brasileiro em 2003, apresentou as seguintes características: 64% dos empreendedores têm idade entre os 25 e os 44 anos. Apenas 17% dos empreendedores possuem idade acima dos 45 anos. Eles também são responsáveis por apenas 25% dos empreendimentos gerados por oportunidades de negócios.

A GEM apontou ainda que a maior taxa de atividade econômica (TEA) - 19% - está entre pessoas que possuem mais de onze anos de estudos. Isso indica que quanto maior o nível de escolaridade maiores são as condições de se iniciar e conduzir um empreendimento.

No que diz respeito à renda do empreendedor brasileiro, a pesquisa identificou que 70% dos empreendimentos criados são gerenciados por pessoas que recebem menos de seis salários mínimos por mês, 40% dos empreendedores recebem menos de três salários mínimos e 21% dos empreendedores recebem de seis a 15 salários mínimos.

De acordo com o presidente do Sebrae, Silvano Gianni, o empreendedorismo é elemento potencializador das transformações pelas quais o País está passando. Ele destacou que o emprego formal, de carteira assinada, é claramente insuficiente para atender a demanda. Para Gianni, o Brasil é um dos países que mais empreendem no mundo, mesmo diante de uma legislação absurda para os negócios de pequeno porte, com excesso de burocracia e de impostos e dificuldades de acesso ao crédito e à tecnologia.

O presidente do Sebrae ainda ressaltou que temos uma legislação tratando da mesma forma o grande conglomerado e a sorveteria da esquina, quando, no caso da empresa de menor tamanho, deveríamos ter tratamento desigual para coisas desiguais.

Entretanto, Gianni tem esperança de que, a partir do ano em curso, esse ambiente hostil à pequena empresa pode mudar, com a lei complementar - chamada pelo Sebrae como Lei Geral da Pequena Empresa, cujo primeiro formato deverá estar esboçado talvez ainda essa semana -, aprovada na reforma tributária, que dá a este tipo de negócio tratamento favorecido e diferenciado.

A pesquisa GEM é organizada pela Babson College (EUA) e pela London Business School (Inglaterra) e realizada anualmente. No Brasil, a GEM é coordenada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade no Paraná (IBQP).


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