SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 26/02/2004
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Inclusão é o desafio para expandir governo eletrônico

O desenvolvimento do governo eletrônico, ou e-gov, está em franca expansão. O Brasil é o maior investidor nessa área na América Latina e já disponibiliza 1.500 serviços na Internet. Apesar disso, o número de usuários ainda é pequeno. Segundo um levantamento da Fundação Getúlio Vargas , entre 2001 e 2002 somente 8,46% dos domicílios brasileiros estavam conectados à Internet. Estima-se porém, que os cerca os cerca 10 milhões de internautas brasileiros passem a 40 milhões neste ano.

“Não basta ter o serviço disponível, é importante que o cidadão saiba usar”, defende o engenheiro e especialista em governo eletrônico, Ali Chahin, um dos autores do recém-lançado livro E-gov.br - A Próxima Revolução Brasileira. Outra autora da obra, a professora da PUC do Paraná Maria Alexandra Cunha, que coordenou o programa pioneiro de e-gov daquele Estado, diz que a exclusão digital brasileira é o maior desafio do processo de informatização das administrações públicas.

“Nos países desenvolvidos, se fala de inclusão social das minorias. No Brasil, é preciso incluir a maioria esmagadora”, lembra Maria Alexandra. “É preciso ensinar as pessoas a utilizar os meios eletrônicos para que não entrem em fila, exerçam a cidadania, divulguem seus trabalhos e, assim, haja a inclusão econômica e social”, completa.

Para Chahin, o problema da exclusão no País está sob controle, sendo apenas necessário agilizar o processo de inclusão. “Se você notar, quase cem por cento dos brasileiros faz alguma coisinha eletronicamente: o voto”, lembra. A informatização das eleições inclusive, tem sido exportada para outros países.

O engenheiro acrescenta que é necessário vontade política para que o processo evolua. “Há resistência de algumas administrações que não querem ser muito transparentes. A divulgação das ações on-line evita a corrupção e se aproxima da população.”

A modernização não se limita ao governo federal ou a grandes capitais. Chahin conta que no livro há casos bem sucedidos de e-gov em municípios distantes e pequenos. “O e-gov é uma instituição e não apenas uma tecnologia. É uma unanimidade na história do governo e da cidadania. É a maior instituição desse século”, considera.

Negócios

Não só os cidadãos se beneficiam com a oferta de serviços disponibilizados pela Internet. Há um espaço cada vez maior para as empresas e profissionais que vendem a tecnologia da informação. “O governo em qualquer esfera é o maior comprador individual de tecnologia”, informa Maria Alexandra.

Segundo Chahin, o governo federal investiu, de 2000 a 2003, cerca de US$ 2 bilhões na modernização de plataformas, soluções de tecnologia e sistemas que automatizaram o atendimento ao cidadão. O resultado foi uma economia em 2001 de US$ 210 milhões com a chegada dos serviços eletrônicos. O engenheiro salienta que as micros e pequenas empresas estão tendo uma atenção especial nesse processo de modernização. Já há à disposição telecentros que oferecem formação e acesso à Internet. “É importante também falar de inclusão empresarial. É preciso facilitar o trânsito dos micros e pequenos empresários aos serviços do governo para que possam ter as mesmas oportunidades de grandes empresas”.

O governo tem o objetivo de incluir, com os telecentros, cerca de 3,5 milhões de pequenas e médias empresas que possuem micros, mas ainda não acessam a Internet, segundo Chahin.


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