SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 04/03/2004
Autor: Diário Catarinense
Fonte: Diário Catarinense

Flores, um pólo que cultiva bons negócios

A implantação de 28 pólos setoriais em Santa Catarina é uma idéia que germinou, cresceu e está dando bons frutos. Aliás, flores. O primeiro pólo setorial, dos três já em atividade, é o Pólo de Floricultura, que tem sede em Joinville. O projeto envolve cinco parceiros: Sebrae/SC, Associação Mercaflor, Epagri, Associação dos Produtores e Senar Santa Catarina. “Este fator é super importante, porque garante a sustenbilidade do programa, melhorando a competitividade”, avalia o gestor do Pólo de Floricultura e presidente da Associação Mercaflor, Jordin Castan. Ele acrescente que, no Estado, 70% da produção de flores e plantas ornamentais está localizada num triângulo entre Garuva, ao norte do Estado, Rio do Oeste, no médio vale do Itajaí e que chega até a região da Grande Florianópolis. “Pelo volume de produtores, pela geração de conhecimento o centro desse pólo está localizado em Joinville”, diz Castan. A idéia do pólo começou em 1991. Mas foi somente há dois anos que, com o apoio do Sebrae, surgiu o primeiro pólo de flores com essas características no Brasil, ou seja, com multiparceiros e envolvimento direto e forte dos empresários.


“O pólo permite que as empresas do setor trabalhem juntas, participem de feiras, organizem missões compradoras e vendedoras, exponham seus produtos, se qualifiquem, enfim elas fazem coisas que isoladamente nunca conseguiram fazer”. Atesta Jordi. A participação dos parceiros, no seu nível de competência também tem sido vital para o pólo de flores, enumera o gestor. O Sebrae/SC entra com recursos e com conhecimento na área gerencial. O Mercaflor, hoje a maior associação do sul do Brasil, com 525 associados, representa o cliente do pólo, o empresário. Funciona como uma estrutura semelhante ao Ceasa, só que pertence à iniciativa privada. A Epagri, empresa de agropecuária de Santa Catarina, trabalha com a consultoria e extensão, voltada a produção, como por exemplo tecnologia. Embalagens, micropropagação. Existe ainda a participação da Associação de Produtores de Plantas Ornamentais de Santa Catarina, com 32 associados. O Senar entra com o processo de capacitação. “Cada um dos parceiros tem muito claro o seu papel e tem muito bem definida as suas atribuições”, diz Jordi. Somados, os parceiros, contribuem com um total de R$1,2 milhão, viabilizando o projeto do pólo.


Hoje, os resultados do pólo de floricultura servem de estímulo e modelo para outros setores. A área de produção, o número de produtores e o número de empregados por hectare aumentou. “Nós passamos hoje a Ter 370 produtores, em 112 municípios, sendo que 65% possuem propriedade de até 1 hectare”, comemora o gestor. No Estado todo, a produção está presente em 970 hectares.


“Avançamos tecnologicamente e agregamos renda. Num passado recente, você via plantas em latas de óleo, pote de margarina e até em saquinho de leite. Hoje as plantas são etiquetadas, com a data em que foram colocadas no vaso, vasos padronizados, com processos de qualidade que se reflete na qualidade do produto”. Junto, existe a capacitação dos empresários e dos funcionários. Para marcar essa nova realidade, foi criado o primeiro curso de técnico em floricultura e paisagismo. Jordi acredita que a cultura empresarial de Joinville ajudou a mudar os conceitos da floricultura. “As indústrias joinvillenses têm processos de produtividade e qualidade e irradiam este fato para outros setores produtivos”, conclui. O pólo, completa, reúne empresários em torno de um objetivo comum, combinando associativismo com visão de negócios, incluindo a exportação de flores.



Destaques da Loja Virtual
NEGOCIE PARA VENCER!: OS DEZ MANDAMENTOS DAS NEGOCIAÇÕES..

Se você já saiu de uma negociação com a sensação de que alguém se deu bem por sua causa, ou se diz a si mesmo que não adianta negociar porque "eles di...

R$47,00