SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 04/03/2004
Autor: Diário Catarinense
Fonte: Diário Catarinense

Programa de alimentos seguros está na mesa

O programa Competitividade Setorial, desenvolvido pelo Sebrae/SC, vem oferecendo soluções integradas, sob medida, para grupos de empresas do mesmo setor com metodologia específica. “O programa Competitividade Setorial contempla um conjunto de soluções integradas na área da tecnologia, gestão, qualidade total e empreendedorismo, identificando grupos de empresas, diagnosticando e possibilitando o desenvolvimento de todo o setor”, destaca o consultor Jaime A. Dias Jr. Em Santa Catarina, mais de 560 empresas de confecção móveis, construção civil, metalmecânico e cerâmica já participaram do programa. Em Joinville, uma parceria entre o Sebrae/SC e Ajorpeme está disponibilizando o Programa de Competitividade Setorial de Alimentos Seguros para um grupo de diversas empresas de setor, com destaque para as boas práticas de manipulação dos alimentos.

O programa envolve planejamento estratégico, módulos 5’s de qualidade, treinamento e consultoria em Boas Práticas de APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), com orientação do Senac. Os módulos fazem parte do Programa de Alimentos Seguros e têm 13 meses de duração. O programa, de acordo com Jaime, existe para garantir a produção de alimentos seguros para a saúde dos consumidores e aumentar a competitividade das empresas de alimentação no mercado. Dentre as ações do programa, estão a orientação sobre a identificação e controle de perigos de natureza biológica, física e química no preparo dos alimentos, tendo como principal objetivo evitá-los ou reduzi-los a níveis seguros. “Tanto as atividades quanto os materiais de apoio são especialmente dirigidos a cada um dos públicos do projeto: aos empresários, são oferecidas informações compatíveis com seu grau de instrução e capacidade de liderança”, frisa Jaime. Manipuladores de alimentos são treinados por meio da cartilha especial, com textos simples e acessíveis e ilustrações coloridas. “Cada um é informado, motivado e capacitado no que diz respeito a sua função”, completa.


Agregação do valor, com sabor de banana

O empresário e produtor Waldemar Arndt resolveu aproveitar o que sua região tem em abundância, agregar valor e constituir sua própria empresa. Assim, há doze anos, Waldemar, com sua experiência de bananicultor resolvei criar a Tipikus Alimentos. O resultado está sendo saboroso não só para os consumidores, mas para o empresário. A Tipikus produz banana em passa, bombons de banana, balas, banana com chocolate, banana triturada em palito e outros derivados que são famosos não só na região de Garuva, onde está instalada a pequena indústria, mas fora do Estado. “Aproveitei a matéria-prima que a região de Garuva tem em abundância, no caso a banana, desenvolvi métodos próprios de fabricação e iniciei com apenas dois fornos de madeira”, recorda. Hoje, com fornos modernos e tecnologia de ponta, Waldemar comanda uma empresa de 12 funcionários que trabalham em três turnos para dar conta dos pedidos de todo o país. A produção atual já passa das mil caixas de banana caturra por mês, o que resulta numa média de 4 toneladas de produto final a cada 30 dias. Tendo a maior parte do destino dos produtos em direção a São Paulo, a Tipikus também vende seus produtos no mercado paranaense e catarinense, onde agrada moradores da região e também turistas que passam pela BR 101.

Integrado aos movimentos associativos e empresários da região de Garuva, Waldemar já presidiu o núcleo de indústria de alimentação da Ajorpene e é atualmente presidente da Associação Comercial e Industrial de Garuva. “Fazemos parte das empresas que participam do programa de competitividade setorial, visando aperfeiçoar o setor, com diagnóstico, gerenciamento financeiro, custos, De olho na Qualidade e Manual de Boas Práticas”, destaca Waldemar. “As primeiras etapas já foram importantes para a empresa, pois ajustamos o que era preciso e estamos atentando para a importância da competitividade e organização de procedimentos”, frisa, citando o apoio dos parceiros Sebrae/SC, Ajorpeme e Epagri.

O núcleo a que pertence a indústria de Waldemar, reúne ainda outras indústrias de alimentos, como por exemplo, queijos e embutidos, bebidas, conservas, pão de queijo, condimentos, broto de alfafa e sorvetes. “Somente unidas é que as micro e pequenas empresas podem crescer e se desenvolver. A participação numa associação de classe, o aprendizado, a organização, o treinamento e o conhecimento do mercado são fundamentais para toda empresa que deseja se viabilizar”, ensina. “A informação compartilhada e a troca de experiências são fundamentais para os empresários. A união é muito importante. Por exemplo, a consultoria profissional, realizada por nutricionista, tem seu custo rateado entre todos os participantes viabilizando a presença da profissional, trazendo resultados como menor custo”, afirma Waldemar. No final do ano passado, a Tipikus lançou o bombom de banana e para 2004 o objetivo é o mercado externo, com a empresa entrando firme na exportação.


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