SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 17/03/2004
Autor: Terciane Alves
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO

Empresas levam funcionários ao voluntariado

Bunge libera seus profissionais para ações de responsabilidade social. E
eles voltam mais articulados.

Há seis meses, o analista de Marketing da Bunge Fertilizantes Eduardo de Carvalho Pinto tem a opção de ser liberado do trabalho até quatro vezes por mês, por um período de duas horas (não descontadas do salário), para contar histórias para crianças. Nesses instantes, diz, as preocupações profissionais saem da cabeça e dão lugar à fantasia, como a história de Chapeuzinho Vermelho, lendas e tantos outros contos de fada.

Sentado no chão, em meio a almofadas e livros infantis espalhados a disposição das crianças, Carvalho Pinto sente-se o mais "relaxado possível" no convívio com os alunos que cursam o segundo e terceiro ano do ensino fundamental da escola Escola Estadual Alberto Badra, zona sul de São Paulo, nas proximidades da empresa..

A ação intégra o programa Comunidade Educativa da Bunge Alimentos, que hoje tem 402 funcionários voluntários e previsão de chegar aos 800 com a expansão do programa, no fim do mês. Dezoito unidades empresariais da Bunge já contam com ações educativas, que hoje beneficiam 4 mil alunos, com expectativa de dobrar o número de atendidos. O analista elogia o programa, que investe no incentivo à leitura, educação ambiental e cidadania.

"A convivência com as crianças é maravilhosa, um ótimo benefício", diz. "É difícil explicar, mas contribuir para a formação de uma criança dá um bem-estar indescritível, uma alegria de ter feito uma coisa boa, o que deixa o trabalho mais leve."

Se Carvalho Pinto ajuda as crianças carentes, nelas incentivando o hábito da leitura, elas também o ajudam profissionalmente. "Falar em público é dificil e narrar histórias me ajuda muito, além do mais, lidar com a espontaneidade das crianças nos faz ter mais argumentos em debates."

Renato Wenter, secretário Executivo da Fundação Bunge, reforça a opinião do funcionário e destaca outros benefícios que o voluntariado trouxe ao time. Ele diz que os funcionários tiveramram vários resultados no desenvolvimento pessoal, como mais habilidade de comunicação, espírito de liderança e capacidade de negociação. "As ações também estimularam a capacidade de assumir responsabilidades e de trabalhar em ambientes com culturas distintas." Também foram citados como resultados a potencialização do trabalho em equipe, respeito às diferenças, incorporação dos valores empresariais e o estímulo ao orgulho de pertencer ao grupo, o que resultou na melhoria do ambiente de trabalho, além da sensibilizacão do público interno para a responsabilidade social.

Muitas empresas estão promovendo iniciativas como as da Bunge, relata a vice-presidente do Centro de Voluntariado de São Paulo, Rose Setubal. Ela destaca que os programas empresariais de voluntariado contemplam vários públicos (crianças, jovens, adultos, idosos, portadores de necessidades especiais, fauna e flora) e áreas de atuação (saúde, educação, assistência social, meio ambiente, cultura e artes e cidadania), mas a tendência das empresas é procurar um alinhamento destes projetos de voluntariado ao foco de sua atuação social.

Rose salienta que a última pesquisa realizada pelo IPEA, em 2002, 62% das empresas que investem em ações sociais no Brasil destinam os recursos para ações de atendimento e benefícios do público 'crianças'. ''Das empresas que procuram orientação do Centro de Voluntariado, notamos esta mesma tendência de atuar criança, e também uma preferência pela área de educação.

"As empresas deveriam pensar em estruturar programas de voluntariado para outros públicos e áreas de atuação menos procurados e beneficiados pela comunidade", detalha Rose. "Outra idéia é que a empresa incentive o voluntariado não apenas para seus funcionários, mas também para os aposentados, familiares, terceirizados e parceiros."


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