SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 14/04/2004
Autor: Diário Catarinense
Fonte: Diário Catarinense

Produtos e serviços para apoiar o desenvolvimento

O Diretor Técnico do Sebrae/SC, Anacleto Ortigara, faz um balanço do Programa Catarinense de Desenvolvimento Regional e Setorial, destaca os instrumentos que o Sebrae dispõe para promover o desenvolvimento das regiões e avalia o aperfeiçoamento da gestão de micro e pequenas empresas no Estado.

- Como o senhor avalia o Programa Catarinense de Desenvolvimento Regional e Setorial até o presente momento em termos de resultados? Qual a perspectiva para este ano?
Anacleto Ortigara -
O PCDRS é um programa inovador quanto a forma de intervenção que o Sebrae e seus parceiros realizam nos municípios, regiões e setores empresariais. Ele representa para o Sebrae/SC um instrumento capaz de potencializar os recursos financeiros e humanos na oferta de soluções e não de produtos. Ele é o portal ou organizador de demanda através do qual, buscando a integração com diversas entidades e organizações, podemos oferecer produtos e ações otimizadas, respeitando as reais necessidades das regiões e ou setores de intervenção.
Seus resultados estão estimulando a competitividade das empresas, o associativismo e as parceiras. Noventa municípios já foram atendidos no âmbito do programa com mais de 736 mil entrevistas realizadas. Em Jaraguá do Sul, pôr exemplo, estimamos uma população de 108 mil habitantes, com a identificação de 516 indústrias, 1.674 empreendimentos comerciais e 1.887 empresas prestadoras de serviços. Só no município identificamos 3.885 pessoas interessadas em abrir seu próprio negócio. Este imenso potencial esta tendo oportunidades de capacitação e de acesso á informação através de Sebrae/SC. A perspectiva para este ano é intensificar ainda mais nossas ações, cada vez mais integradas com o Governo do Estado e Regionais e com todos os demais parceiros públicos e privados que desenvolvam ações em prol do desenvolvimento municipal, regional ou setorial.

- O Sebrae oferece vários instrumentos de apoio para o desenvolvimento regional. O senhor destacaria um em particular?
Anacleto –
O PCDRS compõe-se de quatro instrumentos: O Proder Comcenso ( de intervenção municipal ), a Agência de Desenvolvimento Regional ( ADR ) e o Diagnóstico Tecnológico Regional ( DTR ) de intervenção regional, bem como, os Pólos ou Arranjos Produtivos Locais – APLs e os Programas de Competitividade Setorial (de intervenção direta no setor produtivo).
Além disso, podemos destacar nossas ações para o desenvolvimento do empreendedorismo, através do projeto Jovens Empreendedores, que realizamos em parceria com o Governo do Estado. Através desse programa treinamos mais de 600 professores e aproximadamente 30 mil alunos de escolas públicas.
Não dá para destacar um único instrumento. A necessidade de cada região ou território é diferente. E, a demanda de uma determinada região, naquele momento, é a mais importante. Além disso, não há um único instrumento capaz de promover o desenvolvimento regional. Precisamos realizar o maior número possível de parcerias públicas e privadas e implementar os diversos instrumentos de maneira sincronizada.

- Quantos pólos Setoriais já estão em atividade no Estado e quais vão ser instalados brevemente, e onde?
Anacleto –
Nossa ação nos pólos, até então assim denominados, que passam a ser Chamados Arranjos Produtivos Locais ( APLs ), a partir do alinhamento com a denominação adotada pelo Sebrae Nacional, está centrada no PCDRS.
Temos como meta apoiar 28 APLs nos próximos dois anos. Desses, oito já estão em operação: Flores e Plantas ornamentais no Norte do Estado, calçados em São João Batista, Turismo na Serra Dona Francisca na Região de São Bento do Sul, moveleiro, confecção e metalmecânico no Oeste catarinense, vime no Planalto Serrano, de Agroecologia em parceria com a Enercan na Região de Campos Novos e de cachaça no litoral.
Além disso, temos outros 20 APLs em fase de negociação. É importante destacar, que não escolhemos aleatoriamente os APLs para atuação. As regiões é que definem pelas articulações locais com nossas Agências de Articulação e de Atendimento. A intervenção em APL é uma atividade na qual o Sebrae não atua sózinho. Precisamos de parceiros que participem na mobilização, na organização e também estejam dispostos, assim como nós, a alocar os recursos necessários e potencializar os investimentos. É uma abordagem onde o Sebrae tem o papel de articulador e investidor, cujo sucesso será buscado cotidianamente com a conjulgação de esforços dos envolvidos.

- O Proder Comcenso vem traçando um diagnóstico de diversos municípios catarinenses? Como ele tem contribuído para o desenvolvimento das regiões?
Anacleto –
De duas formas. A primeira é através de um levantamento minucioso de informações que permitam fazer uma radiografia e identificar as potencialidades, os vazios econômicos e as restrições ao desenvolvimento. Os dados primários são coletados junto aos domicílios, empresas industriais, comerciais e de serviços enquanto que os secundários são oriundos das próprias prefeituras, secretarias estaduais, escolas e outras fontes já disponíveis.
A Segunda forma é através das consultorias nos municípios onde, pôr meio de uma equipe de especialistas, elabora-se uma matriz para o levantamento dos setores prioritários. A partir daí escolhe-se 4 ou 5 setores para elaboração de projetos e buscar as articulações necessárias para a implantação das ações definidas.
O que se pretende com o Proder Comcenso é promover oportunidades para geração de emprego e renda e, consequentemente, o aumento da qualidade de vida da população. Um exemplo contundente é a organização de uma rede de supermercados de bairro que aconteceu no município de Tubarão. Essa rede promoveu uma verdadeira revolução naquele setor, beneficiando os empresários através de compras e divulgação de marca conjunta, os consumidores que hoje tem acesso a produtos e serviços com qualidade e preços competitivos e a prefeitura que, com um comércio sustentado, vê aumentar as receitas dos impostos e também o número de novos empregos.
A promoção do associativismo é, sem dúvida, um dos grandes alicerces conceituais do projeto. Pôr isso, este trabalho é feito com uma base científica que prioriza a decisão através da informação, além de disponibilizar, pôr meio da Internet, uma grande quantidade de informações que favorecem o surgimento de novos empreendimentos.

- Na região de Jaraguá do Sul, quais são os Programas e parcerias que o senhor gostaria de destacar?
Anacleto –
Na região de Jaraguá do Sul já fizemos o Proder ComCenso nos municípios de Guaramirim, Jaraguá do Sul, Corupá e Schroeder, onde realizamos uma radiografia dos municípios e disponibilizamos uma grande quantidade de informações na internet.
Como um dos resultados podemos citar o projeto Jaraguá do Sul, cidade empreendedora. Este projeto buscará, em parceria com a Prefeitura, preparar os futuros empreendedores que, em sua grande maioria, empreendem por necessidade, fazendo com que tenham melhores condições de sucesso no seu empreendimento. Para se Ter uma idéia, todo ano abrem 400 novas empresas só em Jaraguá do Sul.
Ações de Competitividade Setorial nos setores metalmecânico (Gestão ISO), auto- mecânicos (Gestão Empresarial) e construção civil através do Programa Brasileiro de Qualidade na Habitação ( PBQPH ).
A região está também demandando a instalação de uma Agência de Desenvolvimento Regional ( ADR ) e do Desenvolvimento Tecnológico Regional através das parceiras com a Amvali ( Associação dos municípios do Vale do Itapocú, das ACIs de Jaraguá, Guaramirim e Schroeder, da Unerj e da Fameg ( Faculdades Metropolitanas de Guaramirim).


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