SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 17/05/2004
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Mesmo com turbulência, 97, 2% investem

Os empresários aumentaram sua disposição em investir, apesar das incertezas em relação ao comportamento da economia, que ficaram claras com a alta do dólar e a queda da Bolsa.

A proporção de empresas que vão investir cresceu de 70,88% em abril de 2003 para 97,27% do total no mês passado, segundo a Pesquisa DCI, realizada com 226 empresários de todos os setores da economia em abril.

A percentagem das que vão investir alcançou no mês passado seu maior nível no período iniciado em abril de 2003.

Em março, a percentagem de pesquisados que mostravam disposição para investir tinha sido de 90,51%.

O nível mais baixo foi em setembro do ano passado, com percentagem de 86,46%.

A indústria é o setor que mais planeja investir este ano: em abril, 98,55% dos industriais pesquisados mostraram essa disposição.

Em seguida vêm o comércio, com 97,92% de respostas positivas, e serviços/finanças, com 97,22%.

A menor disposição para investir entre os setores pesquisados foi no de agronegócios. Mesmo assim, a percentagem foi elevada (93,33%).

Micros acreditam mais

Por tamanho de empresa, a pesquisa mostrou que as micros são as mais dispostas a investir: 98,57% delas mostraram essa disposição. Em seguida ficaram as médias, com 97,92% de respostas positivas.

Em seguida, vieram as grandes empresas, com 95,45%, e as pequenas, com 95,24%.

Comparando com os dados de abril do ano passado, a disposição de investir cresceu em maiores proporções entre as grandes (de 61,54% para 95,45%) e nas microempresas (de 63,33% para 98,57%).

Por função dentro da empresa, a disposição para investir foi confirmada por todos os sócios/proprietários e por todos os técnicos de empresas ouvidos na pesquisa.

Os planos de investir são grandes também entre presidentes e vice-presidentes: 99,45% deles mostraram essa disposição na Pesquisa. Para diretores e gerentes a proporção foi de 98,91%.

Mulheres acreditam mais

Por sexo, a pesquisa mostrou que as mulheres estão otimistas: todas as empresárias e executivas ouvidas no levantamento disseram que a empresa em que trabalham vai investir este ano.

Os homens também estão animados, mas em proporção menor: 97,27% deles garantiram que haverá investimentos.

Por faixa de idade, o otimismo maior está nos extremos. Os pesquisados que têm entre 30 e 39 anos e aqueles com idade de 60 a 69 anos são unânimes em afirmar que suas empresas vão investir este ano.

O entusiasmo é menor na faixa de 40 a 49 anos, em que 98,36% mostraram disposição para investir. Entre os entrevistados de 50 a 59 anos os investimentos vão crescer para 98,91%.


ENTRE PEQUENAS E MICROEMPRESAS CRESCERAM MAIS AS INTENÇÕES

As pequenas empresas têm tido um papel muito importante no desenvolvimento econômico das nações emergentes, como ocorreu na Itália, na Espanha, na Austrália e em alguns outros países. Assim como o Brasil sempre dependeu da agropecuária para crescer economicamente, de agora em diante dependerá cada vez mais da vitalidade de suas pequenas empresas. As grandes empresas, atualmente, empregam cada vez menos. Já os lucros das pequenas alavancam o crescimento do consumo interno e aceleram a distribuição de renda. Dos investimentos que as pequenas e microempresas consigam realizar depende o crescimento da economia nacional. O governo sabe disso.

Os empresários que dirigem pequenas e microempresas estão demonstrando uma crescente propensão a aumentar seus investimentos. Este é o principal dado desta pesquisa que o DCI vem realizando sobre a intenção de investimento nas empresas. Da comparação entre os dados obtidos entre Abril de 2003 e Abril de 2004, já se pode observar que está havendo aumento na intenção de realizar investimentos da ordem de 4%, no corrente ano, em relação ao ano passado. Este aumento da intenção de investir é nitidamente maior entre as pequenas e as microempresas. Enquanto a intenção de investir aumentou apenas 0.5%, nas grandes empresas, nas microempresas o aumento foi de 6.6% e, nas pequenas empresas, de 8.4%. Esta intenção de investir aumentou bem mais no setor de agronegócios e do comércio do que no setor de serviços e na indústria, porque estes são os setores que mais sofrem o peso da carga fiscal e o efeito perverso das atuais taxas de juros. É o que mostram os dados da tabela abaixo.

É claro que sua intenção não poderá se concretizar sem que o governo seja capaz de criar as condições necessárias. Para que os investimentos do setor privado cresçam em 2004, será necessário que haja um trabalho simultâneo, por parte das autoridades financeiras do País, no sentido de mobilizar a produção e as vendas das pequenas e microempresas para os canais de exportação, reduzindo a carga tributária e criando novas oportunidades de colocação dos produtos nacionais no mercado externo. Os pequenos empresários estão dizendo que querem investir mais. Basta agora que o governo também faça a sua parte.


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