SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 01/06/2004
Autor: Jornal do Commércio
Fonte: Jornal do Commércio

Pesquisa indica preocupação com ética corporativa

Ética, transparência e bom relacionamento com investidores são pontos que vêm recebendo cada vez mais atenção das empresas de grande porte, tornando-se uma das principais prioridades da administração, segundo a pesquisa Governança Corporativa e Gerenciamento de Riscos 2004, realizada anualmente pela KPMG. De acordo com o estudo, respondido por 250 empresas em um universo de 2 mil questionários enviados, a governança corporativa é prioridade para 82% das companhias, das quais 9% a classificam como sendo sua maior prioridade.

Entre as empresas citadas como exemplo de ética estão Aracruz, Bradesco, Gerdau, Natura e Pão de Açúcar. A transparência e a relação com os investidores também foram abordados na pesquisa, tendo entre as companhias citadas como as mais reconhecidas AmBev, Vale do Rio Doce, Itaú e Petrobras.

– Aspectos relacionados à transparência preocupam conselheiros e administradores à medida que cada vez mais interferem na percepção do mercado em relação ao seu negócio e, conseqüentemente, na performance e no resultado de suas organizações, além de comprometer sua capacidade de captação de recursos no mercado de capitais – comentou o diretor da KPMG André Coutinho em palestra promovida recentemente pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

O diretor da KPMG acredita que o gerenciamento de risco começa a ser percebido como ferramenta eficiente, principalmente diante da exigência e confiabilidade dos controles internos e das recentes exigências legais. “A prática também é importante para garantir a adequação exigida pelo mercado, por meio dos investidores, Conselho de Administração, diretoria executiva e órgãos reguladores”, lembra.

Entre os riscos mais citados pelas empresas estão atuação da concorrência (produtos substitutos, novos concorrentes, novos produtos, preços) e tecnologia da informação (vulnerabilidade, implantação de sistemas). Também foram citados o operacional (adequação dos processos operacionais e do controle interno existente), legal e jurídico (nova legislação como Código Civil) e forças externas (taxa de juros, risco cambial).

Segundo Coutinho, as empresas nacionais, em sua maioria de grande porte, intensificaram seu interesse pelo gerenciamento de riscos. O nível de investimento é crescente, sendo que para 53% das empresas a quantia será ainda maior nos próximos dois anos. “A realidade internacional segue o mesmo padrão. Pesquisa do jornal The Economist diz que 49% das empresas internacionais investiram em gerenciamento de riscos nos últimos 12 meses”, comparou.

De acordo com Coutinho, houve um período de menor preocupação quanto à eficiência dos controles internos, pricipalmente quando acreditava-se que a implementação de um software integrado de gestão suprimiria o risco de fraudes corporativas. “Mas, agora, cresceu o número de revisões de processos operacionais, de capacitação da auditoria interna, contratação de consultores e de novos funcionários para desenvolvimento de controles”, explicou Coutinho.


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