SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 08/06/2004
Autor: Aline Parodi
Fonte: A NOTÍCIA

A receita de sucesso de uma microempresa

Dorotéa Kasten transforma transforma uma pequena bombonière em uma fábrica de chocolates finos

Joinville - A empresária Dorotéa Kasten transformou uma pequena bombonière em uma próspera fábrica de chocolates de alta qualidade. Em quase 15 anos, a Doce Beijo conta com duas lojas em Joinville e duas franquias em Santa Catarina e outras duas no Paraná. A empresa tem 17 funcionários fixos, mas durante o período da Páscoa gera outros seis empregos. Dorotéa afirma que a produção da fábrica é muito sazonal, mas durante a Páscoa deste ano foram seis toneladas de chocolates.
A expansão da empresa começou em 1995 e alavancou a abertura de outras lojas através do franchising. O diferencial dos produtos da Doce Beijo está na qualidade. Eles são elaborados com produtos importados. A técnica para fazer chocolates de alto padrão, Dorotéa foi buscar em cursos de aperfeiçoamento, principalmente na Alemanha, onde ficou três meses.
Ela lembra que o chocolate entrou na sua vida por acaso. Ela procurava uma loja, num shopping, para um casal de amigos vender massas e descobriu que havia espaço para uma bomboniere. Ela deixou o ramo têxtil e apostou no chocolate. Mas o alto custo para importar o produto, fez com que ela colocasse literalmente as mãos na massa. E o resultado foi uma deliciosa empresa de sucesso.
Antenada com o que está acontecendo no mercado, a empresária viaja ao exterior com freqüência e procura antecipar as tendências européias. Ela está preparando uma nova linha de produtos a base de chocolate amargo. "O consumo de chocolate amargo está crescendo, principalmente na França, onde é fashion."

Fazendo as pessoas se apaixonarem pelo produto


ENTREVISTA

Dorotéa Kasten

A Notícia - Como a aconteceu o crescimento da empresa?
Dorotéa - Este ano estamos completando 15 anos e esse crescimento não foi de uma hora para outra. Começamos no Shopping Americanas com a bombonière que vendia chocolates de primeira linha e importados. Mas não tínhamos como mantê-la com produtos assim, arcando com transportes e perdas. Não tinha uma sobrevivência garantida. Então decidi fazer sozinha os produtos, muito devagar, só com chocolate puro, pirulitos, chocolates de menta para restaurantes. Em São Paulo, eu conheci uma suíça que quando jovem foi chocolateira, que me ensinou a fazer trufas. Depois disso passei a fazer vários cursos e me especializando. Em 1993, participei de um intercâmbio de três meses, na Alemanha, para fazer um curso especializado em quatro confeitarias e dali para frente que se deu a virada.

A Notícia - Qual é o diferencial dos chocolates produzidos pela Doce Beijo?
Dorotéa - Eu trabalho muito com produtos importadosda Alemanha e Bélgica. Na época que eu voltei da Alemanha trouxe o produto junto, porque sabia que não teria como produzir com a mesma qualidade de lá. Eu trouxe equipamentos e concentrados. Os amigos me mandavam os concentrados. Depois uma importadora de São Paulo passou a trazer a matéria-prima, e hoje tem uma empresa belga instalada em São Paulo.

A Notícia - Como surgiu o interesse pelo chocolate?
Dorotéa - Foi por acaso. Eu fui visitar o shopping Americanas atrás de uma loja para um casal de amigos que queriam abrir uma loja de massas. Mas o gerente comercial do shopping disse que massas eles já tinham e que precisavam de uma bombonière. Eu estava saindo de uma malharia e convidei meu irmão e montamos da loja.

A Notícia - Qual a posição da empresa no mercado?
Dorotéa - Estamos com duas lojas em Joinville e franquias em Curitiba e Maringá, no Paraná, em Florianópolis e Blumenau. Também revendemos para confeitarias especializadas.

A Notícia - Por que você optou pela franquia e não por filiais?
Dorotéa - Eu nunca fiz marketing a respeito de franquias. Eu considero que é uma coisa que tem que nascer. O nosso produto é diferenciado e as pessoas se apaixonam. E querem levar isso para a cidade deles. Eu já tive loja própria em Blumenau e Curitiba, mas é muito difícil administrar. Você tem que estar lá pelo menos duas vezes por semana. Você tem que cuidar da apresentação diariamente. Eu não vencia. E o sistema de franquia foi a melhor solução, mesmo isso significando uma margem de lucro muito pequena. Foi uma forma de ter o produto Doce Beijo em outras cidades.

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Nome: Dorotéa Kasten
Data de Nascimento: 14 de janeiro de 1952

Vida Profissional
Formação: 2º Grau (magistério)
Trajetória profissional: começou como professora e passou pelo setor têxtil.
Dica para empreendedor: "Tem que investir em qualidade. Acho que vale apenas apostar na qualidade e com um bom chocolate ao leite".

Vida Privada
Hobbie: jogar tênis
Time de Futebol: não tem
Dica de Leitura: Código de Da Vinci, de Dan Brown
Música: MPB e clássica
Filmes: os clássicos

Olhando para o Futuro
Setor: "Entendo que, como em tudo, está se transformando em uma especialização muito grande. Os chocolates estão ficando muito sofisticados".
Mundo: "Uma tendência do consumo do chocolate amargo, principalmente nos mercados franceses. Na Alemanha, a tradição ainda não deixou mudar a tendência".
Nacional: "Competir com os chocolates importados ainda é um desafio, principalmente pela necessidade de importar matéria-prima e isso inviabiliza a produção. Precisamos melhorar a qualidade da matéria-prima".


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