SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 17/06/2004
Autor: Jornal do Commércio
Fonte: Jornal do Commércio

Vale-presente atrai consumidor

Prático para quem quebra a cabeça quanto ao que comprar, o vale-presente ainda não é tão popular no Brasil como nos Estados Unidos, onde, segundo especialistas do setor, movimenta bilhões de dólares anualmente. Para a grande maioria dos brasileiros, o recurso é impessoal e chega a ser deselegante. Os lojistas, porém, podem ter sucesso com a tática se usarem formas criativas de divulgação e adaptarem o formato de acordo com o público da loja.

A gerente comercial da rede Folic, de moda feminina, Elaine Nasser, acredita que não basta imprimir um valor no papel e entregá-lo ao cliente. "Trocamos o layout de nossos vales a cada quatro meses, em média. Além disso, não estipulamos valores fechados. Dessa forma, é possível utilizar esse recurso até para compras de R$ 15", exemplifica.

A praticidade é, segundo a gerente, o maior trunfo do vale-presente. A idéia, diz, é boa para quem não sabe ou não tem tempo para escolher o que presentear. "Pode também ser usado na troca de uma mercadoria, caso a pessoa não encontre o que esteja procurando. Nossos vales podem ser usados por até seis meses", informa.

Na Tok & Stok, a estimativa do gerente de planejamento comercial, Nilo Signorini, é de que o uso do vale-presente represente algo próximo a 1% da receita da loja. Além desse recurso, a rede também oferece aos clientes uma espécie de vale-móvel, sem limite de valor. "Embora o número seja pequeno, vejo que essa prática está se popularizando aos poucos", afirma.

Signorini reconhece que o vale-presente ainda carece de melhor divulgação. Ele diz que a Tok & Stok vem planejando campanhas para estimular o seu uso. "Em breve, vamos permitir que seja usado para compras na Internet, o que facilitará a vida de que quem não sabe o que presentear", completa.

Na Saraiva, o vale é utilizado há pelo menos sete anos. Os clientes têm a opção de adquirir papéis fixos de R$ 30, R$ 50 e R$ 100. O vale-presente pode ser usado para qualquer produto, menos para a compra de periódicos. A divulgação é feita em pontos próximos aos caixas das lojas. Diretor da Direct Channel, Pedro Luiz Roccato, estima que nos EUA esse segmento já represente 1,8% do mercado total americano, o que sinaliza potencial demanda no Brasil.

- Considero uma taxa muito boa, pois as compras online respondem por 4,5% do varejo daquele país. Porém, aqui no Brasil as pessoas têm o hábito de escolher o presente por questões culturais - explica Roccato, especialista em varejo. Coordenadora do MBA em Marketing do Coppead/UFRJ, Letícia Casotti, afirma ser preciso refletir sobre o comportamento do consumidor ao presentear alguém.

O vale-presente pode ser uma alternativa para quem deseja estreitar os laços de amizade com uma pessoa distante, mas por outro lado corre o risco de demonstrar desinteresse. "Para o lojista, é fundamental entender essa relação e investir com cautela", recomenda.

Na Folic, por exemplo, as vendedoras são treinadas a oferecer dicas aos clientes sobre como aproveitar as facilidades do vale-presente. "O vale pode passar uma imagem de desinteresse pelo outro. Por isso, orientamos que o ideal é oferecê-lo de forma elegante, dentro de um buquê de flores ou em uma caixa de bombom. Os clientes constumam aprovar a idéia", garante Elaine.

O consultor da Direct Channel, Pedro Luiz Roccato, lembra também que o vale-presente pode ser uma ótima alternativa na hora do amigo oculto. Segundo ele, é comum usá-lo quando não se conhece a fundo as preferências do outro. Elaine, da Folic, concorda e ressalta que os períodos de maior procura pelo vale são nas comemorações do final do ano e em setembro. "É o mês das secretárias", lembra.


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