SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 21/07/2004
Autor: Reinaldo Messias
Fonte: DIÁRIO DE SÃO PAULO

Gestão participativa: adubando a sua empresa

A gestão nos moldes tradicionais obedece à velha máxima do ¿manda quem pode, obedece quem tem juízo¿. Quantos malefícios isso tem causado às empresas que conhecemos indistintamente ao seu porte? Para piorar, depois de tomada a decisão errada pelo grupo dos que ¿podem¿ (presidentes, diretores, gerentes, chefes, donos) quantas vezes não se . escuta do grupo que tem ¿juízo¿ a famosa expressão: 'Eu não falei..... ' Às portas de um novo milênio, ainda hoje praticamos muito desse tipo de gestão, pois no papel de empresários, ao ouvirmos falar de gestão participativa, nos vem logo a inevitável associação: ¿só querem participar dos lucros, nos prejuízos, aí só eu .." Vamos fazer uma reflexão sobre o assunto? -Em primeiro lugar gestão participativa é um dos princípios básicos defendidos pela Qualidade Total, que reconhecidamente é a grande, talvez a única, sistemática concebida visando fidelizar clientes e melhorar as condições de competitividade empresarial. A gestão participativa parte do suposto que primeiramente todos devam possuir autodeterminação para que ofereçam o melhor de si. Seus métodos permitem a manifestação das pessoas de forma organizada e responsável no processo de administração do negócio, contribuindo com suas experiências e conhecimentos, buscando sempre agregar mais valores às funções e processos em que participa.

Conceder mais autonomia a quem realiza tem provado ser uma das . soluções mais inteligentes para aumento de produtividade. Ninguém melhor que o próprio colaborador responsável por determinada tarefa sabe identificar os impeditivos para um melhor desempenho de suas atividades. Muitas vezes o conhecimento, empírico ou intuitivo desse colaborador, acaba sendo implementado somente após a sugestão de um consultor que sabe ouvir e traduzir os ganhos técnicos e formalmente ao corpo executivo da empresa. Sabe aquela estória que ''santo de casa não faz milagre" mas "para o de fora pago até promessa antecipada" ?

Mudanças no arranjo funcional das instalações (layout), vitrines criativas, redução em consumos e desperdícios, melhorias de processo, melhorias no padrão de atendimento, são alguns ganhos observados quando a gestão participativa é exercida num ambiente de comunicação ágil e eficiente, onde, quem "pode" escuta, julga, aceita e age e quem "obedece" sente-se parte integrante e reconhecida da solução e não mais do problema. Espero que até aqui você já tenha aceitado a relação da gestão participativa com o ganho de produtividade. A título de igualar conceitos, que tal conceituar produtividade? Vamos buscar no Japão, lugar comum quando se fala em excelência produtiva, através do Japan Productivity Center for Socio-Economic Development a definição: "Produtividade é minimizar cientificamente o uso de recursos materiais, mão- de- obra, equipamentos, ele, para reduzir custos de produção, expandir mercados, aumentar a oferta de empregos, LUTAR POR AUMENTOS REAIS DE SALÁRIOS e pela melhoria do padrão de vida, no interesse comum do CAPITAL, TRABALHO e CONSUMIDORES."

A gestão participativa então torna-se a grande aliada da produtividade, desde que exista como contra partida o reconhecimento efetivo e não apenas ''gratidão'' aos colaboradores envolvidos e comprometidos com o processo de ganho produtivo sem onerar, qualitativamente nem financeiramente, os consumidores! Eis aí a grande equação! A semente da competitividade só germina em terras de gestão participativa quando devidamente adubadas com reconhecimento.
Você vem adubando sua empresa?


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