SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 10/08/2004
Autor: Mauro Halfeld
Fonte: O Globo - RJ

De olho nas finanças. Os prazeres e os riscos dos negócios

Não tenho dúvidas de que os mais espetaculares ganhos estão reservados aos empreendedores. Com poucos reais, é sempre possível estabelecer uma carreira vitoriosa no mundo dos negócios; particularmente no Brasil, há inúmeras oportunidades para esses novos e pequenos empresários. Motoristas de caminhão tornaram-se proprietários de grandes empresas de transportes; bancários chegaram a ser banqueiros; jornalistas viraram donos de editoras; médicos transformaram-se, em pouco tempo, em proprietários de hospitais; garçons construíram cadeias de restaurantes. Mas você também já deve ter conhecido exemplos de pessoas que perderam tudo o que tinham em negócios próprios.

Mas por que os negócios próprios são arriscados? Porque o empreendedor concentra todas as suas energias e recursos em um só negócio. Ele não se beneficia da diversificação. Tendo apenas um negócio próprio, estará pondo todos os ovos na mesma cesta; é a melhor maneira de ganhar muito dinheiro, mas também é a melhor maneira de perder muito.

Investir em negócios próprios é mais arriscado do que investir na bolsa? Creio que sim. Pesquisa do Sebrae-SP indica que, na média, no Estado de São Paulo, a taxa de mortalidade das empresas é de 32% no primeiro ano de atividade. Em termos acumulados, é de 44% no segundo ano, de 56% no terceiro, de 63% no quarto e de 71% no quinto ano; ou seja, após cinco anos, em média, apenas 29% das empresas continuam em atividade.

Vou tentar ilustrar as diferenças entre o investimento em negócios próprios e em Bolsa. A figura exibe dois tipos de negócios.

O primeiro estilo de negócio (1) vem a ser o cultivo de sementes e sua transformação em mudas de árvores. Elas são espalhadas na terra fértil, na esperança de que algumas germinem, transformando-se em mudas; isso pode significar um crescimento físico de 10.000 vezes em relação à semente. Analogicamente, o investimento inicial em uma microempresa pode ser de apenas R$ 1 mil; após alguns anos, ela cresce exponencialmente, chegando a valer R$ 10 milhões. Agora estamos diante de uma muda, ou seja, uma média empresa com potencial para transformar-se em grande árvore (grande empresa).

O segundo estilo de negócio (2) vem a ser o cultivo de mudas de plantas e sua transformação em árvores adultas e grandes. Por analogia, uma média empresa de R$ 10 milhões pode crescer bastante e passar a valer 100 vezes mais, ou seja, R$ 1 bilhão. Assim funciona o investimento em ações de empresas nas bolsas.

Analisemos. Uma semente pode crescer 10 mil vezes; uma muda de árvore, apenas 100 vezes. Em princípio, o investimento em sementes parece mais atraente. Mas poucas sementes sobreviverão: elas são frágeis e dependem de muitas variáveis para se transformarem em mudas. O mesmo acontece com as microempresas: muito poucas vão se transformar em médias empresas.

Resumo: investir em microempresas (sementes) oferece enormes ganhos, mas grandes riscos. O investimento em médias empresas (mudas) oferece ganhos menores, mas riscos também menores. A escolha é sua.

O leitor pergunta

O que fazer para os R$ 6.500 que tenho na poupança renderem mais?

Existem algumas alternativas: fundos DI e tesouro direto (www.tesourodireto.gov.br). Esses investimentos são mais rentáveis, embora possam trazer oscilações de vez em quando. Se você não suporta qualquer tipo de perda, a poupança seria o destino mais adequado de seu dinheiro; o risco mais freqüente da poupança é perder alguns pontos percentuais para a inflação.


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