SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 31/08/2004
Autor: O ESTADO DE SÃO PAULO
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO

Plano de negócios é fundamental

Para eliminar riscos de fracasso, empresário tem de organizar-se muito bem antes de entrar no mercado

Somente 5,3 de cada 10 mil empresas brasileiras tem potencial para crescer, aponta o mais recente estudo do Global Entrepeneurship Monitor (GEM). Enquanto isso, a média global é de 21,5 negócios de sucesso dentro desta amostra, o que revela a fragilidade das micro e pequenas empresas nacionais.

Para sair das estatísticas negativas, Marcelo Rinaldi, fundador da Creare, se valeu de muitas ferramentas indicadas por especialistas para começar bem o seu novo empreendimento. O primeiro passo foi um curso de MBA, com o qual aprendeu muito sobre administração e planejamento de negócios. Para Rodrigo Rivera, professor da Brazilian Business School (BBS), a exemplo do caso de Rinaldi, buscar uma formação específica é uma boa opção, que ajuda a identificar oportunidades e analisar a sua viabilidade. “Muitas vezes, a pessoa tem uma grande idéia, mas que não é um bom negócio”, diz.

Para Rivera, uma das grandes armas que devem ser aplicadas no novo empreendimento é o plano de negócios, que “deve ser usado para colocar idéias, fazer um link com estudos de mercado, se reorganizar, reavaliar e repensar os processos da nova empresa”, diz. Conforme o professor, este plano deve ir desde a identificação de oportunidade até, por exemplo, a avaliação dos integrantes da equipe e do fluxo de caixa.

Gabriel Perez, gerente de busca e seleção do Instituto Empreender Endeavor, acredita que as grandes dificuldades para o empreendedor estão no ambiente instável, burocracia, impostos, mão-de-obra com qualidade escassa e o sistema educacional, que forma pouca gente bem informada. “Não existe a cultura de empreendedorismo por inovação no Brasil. A saída é a educação, aprender como se controla e planeja o negócio, além de, claro, ações por parte do governo, como reformas tributárias e trabalhistas”, aponta.

Luiz Wever, do escritório de seleção Ray & Berndtson e autor do livro Empreendedores Brasileiros I e II, além de planejamento, defende a formatação de uma boa equipe como ingrediente para o sucesso. “Falta, além de capital financeiro, também o intelectual. É importante não ter um projeto ingênuo e trazer para o negócio pessoas que preencham as lacunas que você deixa”, diz. De acordo com Wever, o empresário brasileiro esquece que ele não é obrigado a entender de tudo. “Se tenta fazer todas as coisas sozinho, às vezes começa a incorrer em erros. O empreendedor deve acreditar no trabalho de equipe.”

Outra característica importante do novo empresário, para Rivera, é saber quantificar riscos. “Devem traçar um objetivo para saber o que precisa ser feito e o que é necessário para o alcance da meta”, conta, acrescentando que não é só o risco financeiro que está em jogo, “mas também pessoal e familiar, pois muitas vezes é preciso mudar o padrão de vida”.


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