SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 31/08/2004
Autor: Sandra Motta
Fonte: DIÁRIO DE SÃO PAULO

Micros também ganham com pesquisa de mercado

Consultor diz que maioria das pequenas desconhece importância da pesquisa, que pode ser feita a custo muito baixo com apoio do Sebrae-SP.

Um questionário simples enviado pelo correio aos principais clientes, com oito perguntas curtas e diretas, ajudou o empresário Elídio Biazini a tomar uma decisão que melhorou muito o desempenho de seu negócio. No final de 2002, ele estava em dúvida se deveria seguir sugestão de alguns amigos e consumidores e introduzir no seu restaurante, que trabalhava com delivery de comida chinesa, um segundo cardápio, de comida japonesa.

Feita a consulta, a resposta foi clara: 80% dos que responderam o questionário disseram conhecer a comida japonesa e sinalizaram que consumiriam se tivesse mais esta opção. Biazini então revisou seu cenário e plano de negócios, investindo a seguir R$ 25 mil na ampliação do cardápio e na abertura de um novo ponto, vizinho ao endereço antigo, no Parque São Domingos, Pirituba.

Hoje, ele conta que a comida japonesa já significa 30% das vendas, o faturamento e a clientela vêm crescendo, sem aumentar muito os custos fixos da empresa.
O caso ilustra bem a eficiência de uma ferramenta ainda pouco utilizada pelas micro e pequenas empresas brasileiras: a pesquisa de mercado.

Segundo o consultor do Sebrae-SP, Wlamir Bello, que orientou Biazini, a maioria dos pequenos não faz pesquisa porque não tem recursos para contratar o serviço de terceiros e por achar que se trata de estudos muito complicados.

"Quem não tem recurso para contratar uma empresa de pesquisa de mercado pode fazer isso por conta própria, desde que tenha a orientação de um profissional de marketing. Os mecanismos não são tão complicados como parecem. E as pequenas empresas podem buscar cursos e consultoria do Sebrae", explica Bello.

Desconhecimento
Biazini conta que começou seu primeiro negócio em 1983, montando um delivery de pizzas na Lapa - que ele ainda comanda - baseado apenas em sua intuição, sem fazer nenhuma pesquisa ou levantamento.

A segunda empresa dele, o Sun China, em Pirituba, foi criada em 98. "Nos dois casos, abri as portas quase às cegas, dando apenas uma checada na vizinhança, para sentir como era a concorrência. Não fiz pesquisa de mercado na época por: total desconhecimento. Achava que era coisa de multinacional", diz ele. "Não sabia que poderia fazer isso com investimento quase zero. E o quanto à pesquisa poderia ajudar no sucesso do negócio", relata.


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