SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 23/09/2004
Autor: Diário do Comércio
Fonte: Diário do Comércio

Como entender a linguagem falada na sua empresa

Você já foi obrigado a fazer "cara de conteúdo" quando alguém do escritório falou que o departamento de vendas da companhia atingiu o break-even point? Ou que a empresa precisava elaborar um programa de desenvolvimento sustentável? Se não, parabéns. Você é um profissional bem informado. Agora, se a resposta for sim, é melhor dar uma olhada no glossário corporativo que a reportagem do Diário do Comércio preparou. As palavras e expressões foram selecionadas por três consultores como algumas das mais usadas nas empresas atualmente. Confira.

Benchmarking

Em inglês quer dizer ponto de referência ou unidade padrão. "É um processo de comparação entre empresas", explica Márcio Miranda, da consultoria Towsend, de São Paulo. Serve para saber se um produto, serviço, processo ou até mesmo as taxas de juro estão acima ou abaixo do que é usado como referência. Exemplo: as taxas de juros básicas, definidas pelo Banco Central brasileiro, servem como bench mark para as taxas praticadas pelos bancos privados.

Break-even point

É o ponto de equilíbrio. Ele define o volume exato de vendas (produção) em que uma empresa nem ganha nem perde dinheiro. "Acima desse ponto, a companhia começa a ter lucros, se torna rentável. Abaixo, sofre perdas", explica Miranda. A análise do break-even point é usada para estimar os lucros ou perdas aproximadas que ocorrerão nos vários níveis de produção da empresa.

Coach


É uma espécie de personal trainer. Está focado nas questões de satisfação e eficiência profissional. Sua função é provocar, estimular e alimentar a criação de novas formas de atuação por parte do executivo. O objetivo desse profissional é ampliar o repertório de respostas gerenciais e políticas do executivo. "Ou seja, aumentar sua capacidade de influir", diz Rosângela Maldonado, gerente de Recursos Humanos do HSM.

Cinco S (5S)

Trata-se de um programa de gerenciamento participativo. "O objetivo é criar condições de trabalho adequadas a todas as pessoas e níveis hierárquicos da organização", explica Miranda. A sigla 5S deriva das iniciais de cinco palavras japonesas: seri, senso de utilização; seiton, senso de ordenação; seiso, senso de limpeza; seiketsu, senso de saúde e shitsuke, de autodisciplina. "Isso significa que é preciso ter senso de simplificação, organização, limpeza, conservação e participação", completa.

Desenvolvimento sustentável

Trata-se do conjunto de ações de cunho econômico e operacional que objetiva o crescimento econômico com sustentabilidade. Significa que a empresa, em seu processo, não esgota os recursos naturais que consome nem danifica o ambiente de modo a comprometer o desenvolvimento dessa atividade no futuro. A expansão não será predatória e atenderá as exigências legais. Também inclui a manutenção da qualidade de vida das comunidades vizinhas (pessoas que moram no bairro - ou região - onde a empresa está instalada).


ERP (Enterprise Resource Planning)

São aplicações usadas por empresas para gerir e integrar processos empresariais. "Trata-se da ferramenta que integra os sistemas de gestão, superando eventuais barreiras organizacionais", afirma José Carlos Figueiredo, consultor do grupo Catho. Um sistema ERP pode incluir softwares para encomendas, contas a receber, contas a pagar, compras, transporte e recursos humanos. Normalmente um ERP é integrado a um banco de dados, e a implantação desse sistema envolve uma análise do negócio da empresa, treinamento de funcionários e criação de procedimentos.

Governança corporativa

É o sistema pelo qual as organizações são dirigidas e monitoradas, envolvendo o relacionamento entre acionistas, conselho de administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. O objetivo é aumentar a transparência do comportamento gerencial e operacional da empresa em relação aos acionistas. "É essencial que os colaboradores saibam o que é isso para praticar, pois o sucesso desse processo depende muito deles", afirma Rosângela.

Intra-empreendedorismo

O termo foi criado pelo norte-americano Gifforf Pinchot, em 1978, e caracteriza um empreendedor que não abre uma nova empresa, mas gera novos empregos dentro da companhia em que trabalha. Empresas inteligentes têm estimulado os seus colaboradores a serem intra-empreendedores. Exemplo: a Camargo Corrêa Cimentos tem um programa chamado Milhas do Conhecimento . Por meio dele, o funcionário é estimulado a fazer palestras, cursos para os colegas de trabalho. Esses "eventos" viram milhas que podem ser trocadas por CDs, livros e, quando acumuladas, até por viagens. O objetivo é disseminar o conhecimento.


Ombudsman

Teve origem na Suécia, em 1713. Na época, o rei Charles XII nomeou um representante com poderes absolutos para verificar qualquer atividade do reino e informá-lo. "Atualmente, pode ser interno ou externo. O importante é que ele seja sempre a ponte entre dois públicos. O interno entre o chão de fábrica e a administração. O externo entre os clientes e a empresa", explica Figueiredo, que, antes de ser consultor, foi ombudsman interno do grupo Pão de Açúcar. Para exercer bem a função é preciso saber ouvir e se comprometer em dar uma resposta rápida a quem pede esclarecimento.

Responsabilidade social empresarial

Uma empresa socialmente responsável é aquela que tem práticas responsáveis. Busca sim os bons resultados financeiros, mas leva em conta diversos fatores, como o bem-estar dos funcionários e da comunidade vizinha, o meio ambiente - ela não causa poluição ambiental nem auditiva. Também gera empregos de qualidade, trata bem de seus efluentes e não pratica a concorrência predatória. Enfim, é uma companhia que sabe que o seu papel na sociedade é muito maior do que simplesmente o de gerar lucro aos seus acionistas.


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