SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 30/09/2004
Autor: Diário do Comércio
Fonte: Diário do Comércio

Novo consumidor dita suas regras

Quem quer vender tem de se adaptar: mais importante que o preço agora é a satisfação, e a compra é dividida por várias lojas
Não há como negar: o consumidor mudou seu comportamento na hora de comprar. Mais do que bons preços e marcas conhecidas, ele busca agora satisfação com a sua aquisição. Também dá muito mais valor a uma vida saudável e se preocupa com o meio ambiente. E, para completar suas compras, passa por vários estabelecimentos.
Essas mudanças, na opinião de Marcos Gouvêa, da Gouvêa de Souza & MD, que participou ontem do I Congresso Sul Americano de Varejo, são resultado das alterações que a própria sociedade vive, com a melhora no nível de emprego e de renda, envelhecimento da população (que exige produtos específicos), papel crescente da mulher no mercado de trabalho (com menos tempo para comprar) e ascensão das classes D e E ao consumo. "É fundamental que o varejo também acompanhe essas mudanças para que não perca vendas", afirmou Gouvêa.

Movimento ¿ A gerente de Atendimento ao Varejo da Latin Panel, Fátima Merlin, usa uma pesquisa para confirmar esses dados. Segundo ela, as classes D e E são as que mais se movimentaram nos últimos anos rumo ao consumo. Só em 2003, o gasto médio dessas famílias aumentou 19%. Não à toa, a pesquisa mostra também que a participação de pequenos e médios estabelecimentos aumentou, em detrimento das grandes redes. Isso porque eles estão mais pulverizados pela periferia das cidades.
"Os grandes perdem importância ao mesmo tempo que aumenta a participação dos canais de venda alternativos, como estabelecimentos menores e a venda porta-a-porta, especialmente na busca de produtos de higiene", disse ela.
A pesquisa mostra ainda que o consumidor freqüenta um maior número de lojas para efetivar suas compras. Prova disso é que 37% deles vão a mais de três canais para se abastecer.
Mesmo assim, os pequenos e médios estabelecimentos viram seu faturamento encolher em 5% no ano passado. Em compensação, o volume de vendas aumentou em 8%. Mas o que pode parecer uma contradição é, na verdade, uma amostra do momento que o varejista vivia em 2003, sem poder repassar os aumentos da indústria ao consumidor.

Vida mais saudável ¿ Por outro lado, o estudo aponta que 20% das donas de casa, na hora da compra, tem como preocupação a saúde e meio ambiente. Dos entrevistados, 50% consomem frutas, verduras e legumes todos os dias, 20% utilizam algum tipo de produto orgânico e outros 20% optam por produtos diet e light. "Um dos motivos que é explica essa mudança de comportamento é o fato de 40% dos pesquisados estarem acima do peso", analisou Fátima.
Os produtos light e diet atingiram no ano passado mais 20% dos domicílios. "A vantagem é que 80% desses itens são vendidos em supermercados. E esses consumidores acabam também comprando 18% mais em produtos de outros segmentos", disse Fátima. Nas redes que promovem datas especiais para frutas, legumes e verduras, elas acabam se tornando o segundo melhor dia em vendas.

Paradigmas ¿ Para Silvio Chadad Jr, consultor e assessor de moda, levando em conta o momento que o País atravessa, de retomada do consumo com tentativa de controle da inflação, é preciso agilidade para ter menos margem de repasse. Assim, quanto menor o estoque do lojista, melhor. "Ele vende mais rápido e fica com menos espaço para reajustes", disse.
Chadad acredita que o lojista moderno deve fidelizar o cliente através da novidade. "A vitrine precisa estar sempre diferente. Pois em um shopping center, por exemplo, se o lojista vende uma peça e depois de alguns dias o consumidor volta e os mesmos produtos estão expostos, ele não sente necessidade de entrar na loja", ensinou o consultor.


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