SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 04/11/2004
Autor: DiárioNet
Fonte: DiárioNet

SEBRAE aconselha os empreendedores

O momento atual da economia brasileira é muito positivo em comparação com os últimos anos e permite visualizar novos negócios e ótimas oportunidades no mercado. Assim, os empresários precisam estar atentos, extrair as lições aprendidas nas crises e preparar-se para fechar o ano com lucro e boas perspectivas para 2005. Essa é a recomendação do Sebrae no seu encarte do Sebrae, na revista Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Em São Paulo, as pequenas e microempresas criaram 60 mil novas vagas apenas em julho. Os números reforçam o clima favorável, ainda não abalado nem pelo aumento dos juros pelo Banco Central. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,2% no primeiro semestre, em relação a igual período de 2003. Em agosto, o País registrou 1,466 milhão de novas vagas abertas. Foi o maior número contabilizado pelo Ministério do Trabalho desde 1992, quando começou a funcionar o sistema de apuração de emprego e desemprego. Assim, é razoável dizer que a economia está em franco processo de crescimento.

Mas, como sempre, é importante ter cuidado. 'Fuja dos bancos, administre o seu estoque, porque ele é dinheiro, e tenha cuidado com as contas a receber. Afinal, quando a economia cresce, aumenta também a inadimplência', afirma Ermano Marchetti Moraes, da Câmara de Desenvolvimento da Micro e Pequena Indústria da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O momento econômico representa uma grande oportunidade, sobretudo, para as empresas que estão operando com capacidade ociosa e possuem recursos próprios para investir, avalia José Fernando Mattos, diretor do Movimento Brasil Competitivo, uma organização criada para promover a competitividade das empresas nacionais.

Nesse momento, quatro pontos merecem atenção:

1) Há oportunidade para crescer e ela parece ser sólida;

2) Vale aproveitar, se isso está dentro do limite de capacidade ociosa já instalada;

3) Muito cuidado com investimentos e uso de capital de terceiros;

4) O empresário deve estar atendo às oportunidades do mercado externo (exportações).

Flexibilidade - Outro ponto levantado pelo Sebrae é a flexibilidade dos empresários. O segredo pode estar até na mudança de ramo. 'Se o empresário administra um negócio que está em queda, ele deve identificar imediatamente outro que está bem¿, aconselha o gerente de Orientação Empresarial do Sebrae em São Paulo, Antonio Carlos Matos, especialista em gestão empresarial. Acima de tudo, segundo ele, vale aplicar a regra de que todo empresário precisa ser um empreendedor constante. Até para enfrentar os maus momentos que vão estar sempre no caminho das empresas.

A palavra de ordem é empreender sempre. O fato de abrir uma empresa não deveria fazer com que o empresário parasse naquele negócio. Como o mercado está sempre se renovando, nunca é estático, um acidente fatal pode acontecer. Matos aconselha os empresários a buscar novos mercados e também pensar em ter fornecedores de outros lugares.

E se a hora é de mudança, o gerente recomenda que o empresário se imponha cinco desafios se quer atingir prosperidade. De acordo com Matos, a experiência adquirida pelo Sebrae mostra que, se o empresário respeitar os cinco pontos da gestão financeira, é inevitável que ele terá grandes chances de prosperar.

Os cinco desafios:

1. Vender
Com o objetivo de vender mais e melhor, o empresário precisa criar um diferencial para atrair quem já compra aqueles produtos ou serviços, semelhantes aos que ele está oferecendo. Nesse desafio há várias propostas de ação, como marketing, promoção e divulgação. É fundamental vender.

2. Vender por um preço que compense
Não vale vender por qualquer preço. Para compensar despesa x receita, o empresário precisa saber com muita precisão quanto é o custo do produto ou o serviço que está oferecendo. Assim, saberá qual o preço que deve praticar para que a operação seja lucrativa. É preciso ter um preço consciente e que cubra os gastos que ele tem.

3.Vender por um volume que valha a pena
Mesmo que o empresário consiga vender por um preço compensador, não adianta comercializar apenas uma unidade, pois não conseguirá cobrir suas despesas. Assim, ele precisa conhecer duas questões importantes. Em primeiro lugar é o ponto de equilíbro do negócio. Ele precisa alcançar um volume mínimo de vendas que empate as despesas com as receitas. A questão número dois é alcançar o volume de vendas que, no mínimo, compense o investimento. Ele tem de saber qual é a meta de venda que trará o retorno dos recursos aplicados no empreendimento. No fundo, isso é o que vale a pena para manter a empresa aberta. Aí entra criatividade, energia, sair a campo, inventar fórmulas éticas, conhecer a concorrência, conhecer o fornecedor, fazer parcerias com clientes, com empresas compradoras, redes, etc.

4. Montar um processo de gestão
O empresário precisa criar uma estrutura, um processo de trabalho, uma forma de funcionar da empresa que não dependa da presença dele. O quarto desafio está na perspectiva de continuar gerando lucro. Não interessa fechar positivo só em um mês, mas a vida toda. É a continuidade e viabilidade futura do negócio. Ele deve só dar orientação geral, a estratégia e assim por diante. Até porque ele precisa montar mais um negócio, uma segunda empresa, uma terceira, uma quarta, uma quinta. Ele não pode transformar o primeiro negócio que monta em um autoemprego. Quando viabilizou um negócio, o empreendedor vai e monta um outro e aí cresce. O ideal é crescer sempre.

5. Desperdício zero
O conceito do que se desperdiça é muito amplo. Envolve tempo, dinheiro, esforço dos funcionários, estoque parado (desperdício de capital de giro), peças com defeito (desperdício de material em elaboração e mão-de-obra agregada), opção errada por um sistema tributário (desperdício de lucro produzido). Não apenas as sobras são desperdício. O empresário precisa buscar permanentemente eficiência dos recursos. Desperdício é o grande inimigo invisível do balanço positivo.


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