SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 17/11/2004
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Empresa gasta mais na expansão do negócio

Pouco mais de 300 empresas investiram, no mês de outubro, cerca de R$ 9,88 bilhões em ampliação e expansão dos negócios, ações de marketing e novas tecnologias, entre outras ações. É o que conclui a Pesquisa DCI feita no mês de outubro com executivos de todos os setores e porte da economia. Apesar de ter havido uma queda de praticamente 15 pontos percentuais nos investimentos feitos, o patamar continua alto, quando 74,5% dos executivos declararam que gastaram mais no mês passado, conforme matéria publicada ontem. O que justifica o investimento que está na preferência de 17% dos entrevistados (ampliação e expansão dos negócios), é o fato de esse tipo de planejamento ser feito com antecedência de pelo menos três meses, ou seja, em um período cujo cenário econômico estava mais otimista. “Essa estratégia de investimento certamente foi feita dentro de um cenário macroeconômico mais otimista, daí o patamar elevado. Daqui para frente o que deve ocorrer é uma desmotivação econômica ainda maior, se o Banco Central continuar com as altas sucessivas dos juros básicos da economia (Selic)”, avalia Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda e professor titular do Instituto de Economia da Unicamp.

Já o mercado publicitário foi agraciado com 12,5% dos gastos do mês passado pelas empresas pesquisadas, e é visto como estratégico para o período — com o comércio aquecido por conta do Dia da Criança, e a proximidade das vendas de final do ano, quando o mercado deve receber R$ 28 bilhões por conta da última parcela do 13º salário. Com o mesmo grau de interesse, nos terceiro e quarto lugares, estão os investimentos feitos em abertura de novas fábricas, por parte da indústria, em lojas, por comerciantes e serviços, e em reciclagem tecnológica. Esses itens receberam 11,2% dos gastos realizados no mês passado. Novas fábricas e lojas refletem, como diz Belluzzo, planejamento antecipado, em época de indicadores econômicos mais promissores e taxa Selic menor. Já a reciclagem tecnológica é vista como sazonal e obrigatória para haver perda de competitividade.

Cada setor econômico, no entanto, tem a sua preferência. Para o setor de Serviços e Finanças (22,22%), o fundamental foi ter aplicado o dinheiro em tecnologias que ampliem e dêem agilidade a sua capacidade operacional, além de oferecer, em alguns casos, redução de custos na aplicação das ferramentas no dia-a-dia.
A indústria, por sua vez, reforçou o desejo de expansão de seus negócios, e 30,23% dos executivos declararam estar aí o seu maior investimento, seguido de longe por gastos em equipamentos e máquinas.

Já os empresários do campo colocam à frente da expansão do próprio negócio e das estratégias de marketing (com 22,22% cada), os investimentos em novos produtos, que atingiram 44,44% dos gastos feitos em outubro.
As empresas de grande porte lideram a prática de expansão dos negócios com 20% das respostas colhidas.


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