SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 26/11/2004
Autor: Sebrae
Fonte: Sebrae

Comércio Justo ou Solidário é prioridade para Governo Federal e Sebrae

Comércio Ético e Solidário, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas foram alguns dos temas debatidos, nesta quinta-feira, durante a extensa programação de painéis e atividades da 3ª Expo Brasil Desenvolvimento Local, que está acontecendo no Centro de Convenções de Olinda, Pernambuco, até sábado (27). Participaram da mesa representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Secretaria Especial de Economia Solidária e do Sebrae Nacional.

Também conhecido mundialmente como Comércio Justo (Fair Trade), essa é uma alternativa de comercialização de produtos fabricados por comunidades, associações e cooperativas dos meios rural e urbano, que encontram muitas dificuldades de inserção no mercado e comércio convencionais. A demanda por produtos dessa origem vem ganhando o interesse de consumidores conscientes e preocupados com as desigualdades sociais em vários países, especialmente no Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Escandinávia.

Hoje os produtos do Comércio Justo são encontrados em feiras e eventos, geralmente ocupando espaços tímidos e alternativos. Várias ações deverão ser realizadas pelo Governo Federal nos próximos anos para estruturar o Sistema de Comércio Solidário, que definirá padrões e critérios que caracterizarão os produtos de Comércio Justo, relações contratuais, uma marca nacional, financiamento, sistema de garantia, certificações, estratégia de informações para consumidor, marco regulatório, normas, acordos de reconhecimento mútuo, entre outros, visando organizar o novo segmento.

"Estamos criando fóruns estaduais e nacional de Economia Solidária, entidades de financiamento, espaços e redes de Comércio Ético e Solidário", informou Jean Pierre Medaets, da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA. Para ele, a agricultura familiar será especialmente beneficiada. "Na medida em que a economia solidária avança, a agricultura familiar também avançará, pois muitos produtos são originados na área rural".

Segundo Vital de Carvalho, da secretaria de Desenvolvimento Territorial do MDA, existe hoje no Brasil um conjunto de experiências muito expressivo de Economia Solidária, mas sem identidade clara. Ele contou que durante a transição da gestão passada para a atual o MDA dividiu seu público em 93 territórios. "Analisando os dados do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar), percebemos que vários municípios possuem espírito de identidade e isso facilitaria o trabalho do MDA e assim definirmos os territórios onde atuaremos conforme suas características", justificou Vital.

"Negócios e comércio devem ser trabalhados dentro de uma visão sistêmica, considerando também a educação, saúde, cidadania, e não só a questão da geração da renda", complementou. Vital também esclareceu que o MDA não pretende agir no País de uma só vez. "Vamos atuar por territórios, ouvindo as idéias de ONG, das comunidades, das lideranças locais, etc", afirmou.

A intenção é estruturar o Comércio Justo ou Solidário brasileiro internamente e também externamente. Uma experiência piloto feita recentemente pelo MDA, disse, promoveu a venda de produtos da agricultura familiar na Itália, que totalizou US$ 1,2 milhão para 5.017 famílias de agricultores.

"Números mostram que o volume da produção de agricultura familiar é muito maior do que o território, então temos de construir instrumentos e mecanismos que promovam vendas para além dele", concluiu Vital.

"As bases do Comércio Justo são diferentes, pois as comunidades envolvidas na produção dependem ou são geralmente exploradas pelos intermediários e atravessadores, com quem ficam os lucros e renda obtidos com a venda dos produtos", explicou Louise Machado, analista de mercado da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional e palestrante.

Os produtos são geralmente peças de artesanato, hortifrutigranjeiros orgânicos, cerâmicas, mel e derivados, entre outros. "Eles têm em comum a enorme dificuldade de acessar mercados e ter contato direto com os clientes, e também o fato de possuírem uma carga histórica e cultural muito importante", complementa Louise.

O Comércio Justo vem sendo estudado pelos técnicos do Sebrae e foi incluído no Plano Plurianual da instituição para o período 2005-2007. Considerado prioritário, o objetivo do Sebrae é trabalhar na estruturação de redes de Comércio Justo ou Comércio Ético e Solidário, como é denominado pelos técnicos do Governo Federal.


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