SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 30/11/2004
Autor: Regiane de Oliveira
Fonte: Gazeta Mercantil

As pequenas empresas já investem no layout

Escritórios de arquitetura fazem agora mais projetos de reforma e ampliação, antes limitados às grandes redes.

Além de mostrar melhor desempenho em relação às grandes redes, nos últimos anos, o pequeno varejo reforça a política de boa vizinhança com os consumidores. Novo passo vem sendo dado com investimentos em projetos arquitetônicos, que eram exclusividade do grande varejo.

Cada vez mais, pequenos e médios empresários do comércio procuram os serviços de escritórios especializados quando decidem investir na reforma ou ampliação de seus negócios.

Sondagem feita pela Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo (Abiesv) entre empresários do setor de arquitetura para lojas indica que, neste ano, aumentou em cerca de 20% o volume de negócios fechados com pequenos e médios estabelecimentos.

A Abiesv foi criada em 2003 por um grupo de fornecedores de equipamentos e serviços para o varejo. Reúne cerca de 60 empresas de diversas áreas, incluindo fabricantes de gôndolas, móveis em geral, softwares de automação, manequins e sistemas de telefonia, além de escritórios de arquitetura, design, visual merchandising e consultoria de marcas.

Para Marcos Andrade, presidente da Abiesv, o crescimento é um bom indicador da profissionalização do varejo brasileiro, nos mais diversos segmentos, em busca de diferenciais competitivos para fazer frente às grandes redes do setor e fugir da guerra de preços.

"O varejo passou a compreender melhor a figura do arquiteto. Trata-se de um profissional importante que, além desenvolver projetos para os pontos-de-venda, se relaciona com toda a cadeia de fornecedores de equipamentos e pode indicar materiais de melhor qualidade e bom gosto para as lojas", esclarece Andrade.

Supermercados

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o setor fechou o ano passado com uma queda real de vendas de 4,7% em relação a 2002. No universo das 300 maiores empresas, o faturamento recuou 2,9%, registrando perda ainda maior, de 3,9%, no grupo das 20 empresas que lideram o ranking. Nas 280 restantes, com maioria de pequenas e médias organizações, os negócios cresceram 0,4%.

Isso explica a nova tendência de expansão dos pequenos espaços de vendas, com até 250 m². Conforme a Abras, esse formato representava 29,1% do número total de lojas de supermercados no final do ano passado. Em 2003, eram 19,3%.

No caminho inverso, as lojas com área entre 251 e 1.000 m² tiveram sua participação reduzida de 38,8% para 31%. Já a participação dos hipermercados, com área de vendas acima de 5 mil m², se manteve abaixo de 6%.

A retração dos negócios nos últimos anos não atingiu só os supermercados. O volume nacional de vendas do varejo caiu 3,68% no ano passado, em relação a 2002, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Alternativa para melhorar os resultados

A demanda de pequenas e médias empresas abre espaço para a expansão de um filão de negócios ainda pouco explorado: projetos de arquitetura do varejo.

Mais do que um desenhista, o arquiteto do varejo é um profissional que conhece estratégias de vendas para aplicação nos espaços físicos das lojas. "Não adianta uma loja ser bonita, para os padrões de arquitetura e design, se ela não ajuda a melhorar o resultado do caixa", diz Naassom Ferreira Rosa, arquiteto da NK Associados, que tem 80% de seus clientes no varejo. Pelo menos a metade é de pequenas redes com até três lojas.

De acordo com Rosa, os resultados de uma renovação de visual podem ser vistos diretamente no faturamento das empresas. Após a reforma, muitos lojistas conseguem aumentar as vendas em até 30%, mesmo sem a inserção de novos produtos.

"O projeto de varejo trabalha com o marketing tridimensional do ponto-de-venda, onde é necessário tirar o máximo das marcas, produtos e merchandising", explica Rosa. Entre os projetos da NK Associados estão lojas situadas em shopping centers, como a Ornare, Sanrio e Fina Estampa.

Segundo o arquiteto, a preocupação com o visual faz com que algumas empresas, como a Fina Estampa, de presentes masculinos, cheguem ao mercado já com um projeto exclusivo. Mas a grande maioria dos casos é de renovação de layout, como o Empório Chiappetta, que atua no varejo de alimentos e bebidas. "A rede de três lojas investiu na renovação para entrar no mercado de franquias", conta Rosa.

Segundo Manoel Alves Lima, diretor do escritório de arquitetura Falzoni & Alves Lima, a demanda de serviços por parte dos pequenos e médios varejistas ajudará a ampliar a receita da empresa. "A expectativa é de fechar o ano com um aumento de 20% em nosso faturamento", diz Lima.

Há 18 anos no mercado, o escritório Falzoni & Alves Lima tem mais de 30 clientes, entre eles importantes redes varejistas como a Crawford, Le Postiche, C&A, Siberian, Drogão, Puc e Tyrol Baby & Kid, além dos supermercados Santa Luzia e Pão de Açúcar.

Segundo Lima, o pequeno varejo entendeu que projetar uma imagem competitiva é tão importante quanto o produto vendido. "O sucesso está ligado a vários diferenciais, entre eles o design e o carisma da loja". Os empresários interessados em investir na renovação visual têm que se preocupar, porém, com os altos custos. A reforma de uma loja de shopping center, por exemplo, custa entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil o m.


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