SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 24/01/2005
Autor: A NOTÍCIA
Fonte: A Notícia

Investimentos em setores diferentes reduz riscos, ensina empreendedor

Criciúma - "Tudo é negócio, até a empresa que pode e deve ser vendida se for um bom negócio, sem ressentimentos ou apegos sentimentais". Essa é a lição que a vida de trabalhador e, sobretudo, de empreendedor ensinou ao empresário Edilando de Moraes, atual presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic).

Ele fortaleceu sua posição investindo nos três principais segmentos da economia. "Fixei um tripé, com atividades na indústria, no comércio e no setor de serviços e se alguma dessas atividades têm problemas, as demais mantêm o processo", ensina. Trabalhar muito sempre fez parte da rotina diária de Edilando de Moraes. Aos 13 anos conseguiu uma "vaga" na marcenaria do avô, que também era carpinteiro, e com o salário que recebia pagava seus próprios estudos em uma das escolas particulares de Criciúma, no horário noturno.

Em 1983 ingressou na renomada Cecrisa, mas por baixo. Muito por baixo. "Era um office boy, e ganhava 70% de um salário mínimo, mas a empresa decidiu investir em algumas pessoas e eu fui um dos escolhido", lembra. Em 1989 quando saiu da empresa, era gerente administrativo. Naquele mesmo ano foi convidado para atuar como gerente financeiro da Itagrês, em Tubarão, onde permaneceu até 1993, chegando ao posto de diretor comercial.

Nas duas empresas que havia atuado tinha sentido a falta de pessoal especializado em realizar estudos e, sobretudo, projetos que viabilizassem recursos de organismos governamentais ou financiadores da iniciativa privada e decidiu dedicar-se a essa atividade. Fundou a Planecol Planejamentos e Projetos Econômicos e passou a prestar serviços, administrada em conjunto com sua mulher e filhos.
"Desde então trabalho, em média, para cinco ou seis empresas ao mesmo tempo, sempre havendo um rodízio", explica. Desenvolvendo planejamentos e estudos para empresas, Edilando acabou se tornando sócio da Luper Química, indústria de pequeno porte, que produz basicamente dois produtos, fornece para grandes empresas e que tem não mais que cinco concorrentes no Brasil.

Um dos produtos é a celulose em pó, que tem mais de 50 aplicações, entre elas a composição de sabão em pó, argamassa e até eletrodos de solda elétrica. Outro produto é o carboxi metil celulose, empregado na indústria cerâmica e até em sondas de prospecção de petróleo, que a Petrobrás adquire.
Mercado

Em 1999, fundou com um sócio a Remo Invest, para atuar no mercado de capitais. "É um negócio rendoso, mas exigia a permanência durante todo o dia diante de um computador e minha natureza não permitia isso. Vendi minha parte e segui adiante", conta. O adiante significou associar-se e promover a reengenharia do Colégio Energia, que tem 4,5 mil alunos e 260 colaboradores e em 2002 a fundar a Corretora de Seguros Criciúma, que só atua em áreas diferenciadas.
"Estamos lançado, agora, o seguro de imóvel adquirido na planta. Se a construtora não cumprir o prazo de entrega, o seguro cobre o valor do apartamento", explica, com o mesmo entusiasmo que mantinha nos tempos em que trabalhava para pagar os estudos na marcenaria do avô, presidindo ainda a Credisol Crédito Solidário e sendo conselheiro da Acicred, uma cooperativa de crédito que funciona como um banco e que tem mais de 800 cooperados.

Entrevista - Edilando de Moraes
"Todos ganham com cooperativismo e o lucro fica aqui"

A Notícia - Uma de suas metas como presidente da Acic, anunciada quando assumiu o cargo, é construir a nova sede da entidade. Como está esse projeto?
Edilando de Moraes - Estamos na fase final de elaboração de projetos técnicos. Antes de julho começamos a construir. É uma área central, com 10 mil metros quadrados e que vai ter uma área construída de 5 mil metros quadrados, a um custo estimado de R$ 4 milhões. Vai abrigar mais de 30 entidades, entre sindicatos patronais, Badesc, Junta Comercial, Sebrae, CIEE, Acicred, 20 salas de reuniões e debates e um auditório com mil lugares, algo que Criciúma não tem. A construção se dará por meio de um consórcio entre as entidades que vão se instalar e em três anos vamos concluir a obra.

A Notícia - O cooperativismo tem sido uma prática incentivada pela Acic. Que resultados estão sendo conseguidos?
Moraes - Conseguimos provar que todo mundo pode ganhar junto, cada um contribuindo da forma que lhe for possível. Esses recursos circulam nas mãos dessas mesmas pessoas e o lucro fica aqui mesmo para ser dividido entre todos.

A Notícia - Na prática, o que tem significado esse processo?
Moraes - Na Credisol e na Acicred, estamos tendo um crescimento de 20% a 30% ao ano. Na Credisol, há seis anos, saímos do zero e temos hoje aplicados R$ 6 milhões, com mais de 1.500 operações realizadas e na Acicred iniciamos com 30 cooperados e temos atualmente mais de 800 cooperados e o cartão de crédito Acicred já conta com oito mil usuários, movimentando cerca de R$ 550 mil ao mês, valor que pretendemos dobrar até o final deste ano.


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