SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 25/01/2005
Autor: The New York Times
Fonte: O Estado de S. Paulo - SP

Relacionamento sob novos olhos

Nos EUA, casais vêem que negócios são teste para a relação

Eric Cohen e Joyce Shulman, um casal de Long Island, estavam comendo pizza com os amigos há muitos anos quando perceberam que nunca haviam visto anúncios independentes em caixas de pizza. Cohen tinha experiência em marketing e Shulman era advogada. Viram ali uma oportunidade de negócio e, por meio de um amigo, conseguiram um encontro com Gil Korine, o proprietário das Indústrias Avco, uma das maiores fabricantes de caixas de pizza dos Estados Unidos. Sugeriram a formação de uma joint venture para buscar anúncios para as caixas da Avco.

Ele concordou e, há quatro anos, nasceu a Mangia Media, em Water Mill. Após um primeiro ano frustrante, disse Cohen, a Mangia Media tem dois empregados em tempo integral, dois representantes de vendas na costa oeste e cerca de US$ 3 milhões negociados.

Cohen, de 41 anos, e Shulman, de 39, fazem parte de um pequeno porém destacado contingente de casais de carreiras díspares que se unem em pequenos negócios. Cansados de seus empregos ou apenas picados pela mosca do empreendedorismo, eles combinam seus talentos para perseguir um sonho. "Era muito cansativo lutar para realizar o sonho dos outros", disse Shulman. "Queria construir algo meu."

Ao montar um pequeno negócio, os casais enfrentam outros desafios além dos usuais (levantar capital, contratar funcionários e fornecedores). Eles têm de lidar com seu próprio relacionamento pessoal. "Você tem o stress de duas pessoas que moram juntas mais o stress de tentar fazer um negócio dar certo", diz James Lea, professor de medicina familiar da Universidade da Carolina do Norte.

Em alguns casos, a tensão ameaça os casais de se separarem. Se isso acontece, os especialistas em negócios dizem que o melhor é um dos sócios recuar. "As pessoas podem mudar de carreira ou de empregos, mas é muito mais complicado desistir de uma família", diz Ira Brick, chefe do Centro de Negócios Familiares de Massachusets. "Elas pensam que, se desistirem, o cônjuge pensará que os estão abandonando. Mas quando você sai e o perigo se afasta do negócio, ainda é possível ser um bom marido ou esposa."

Outro casal, Solomon e MaryEllen Auger, criaram a Homebase Abroad, em 1995, para alugar chalés italianos a turistas americanos, mas chegaram a um ponto em que o trabalho lhes tomava o dia inteiro. Decidiram então que MaryEllen se afastaria para passar mais tempo com os filhos gêmeos. Para Solomon, "foi uma bênção focar nos negócios do dia-a-dia e ter a opinião de MaryEllen olhando de fora."

Segundo ele, essa divisão refletia as características de cada um. "Ela tem melhores olhos para visualisar o horizonte, e eu, os detalhes do caminho." Com muita freqüência, os casais descobrem que um negócio pode enriquecer o casamento. "Você passa a conhecer o outro de novas maneiras e adiciona mais uma dimensão ao relacionamento", diz o consultor James Lea.


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