SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 01/02/2005
Autor: Ana Paula Lacerda
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO

Pequenas já recorrem a consultor

Microempresas contam com assessorias, principalmente para as áreas tributária e financeira.

Quando o negócio parece estar dando errado ou quando o empreendedor não sabe nem por onde começar, o que fazer? Consultorias, auditorias, softwares de gestão são palavras que deixaram de fazer parte apenas do vocabulário de grandes empresas. Hoje, há quem preste esses serviços especialmente para as micro e pequenas empresas.

"Em muitos sentidos, não existe diferença entre uma Volkswagen e uma lanchonete," comenta Raul Corrêa da Silva, da RCS Consultores, que há 30 anos trabalha com consultoria para pequenas empresas. "Ambas têm fluxo de caixa, custos fixos, folhas de pagamento e aspirações." Ele conta que, nos últimos dois anos, as pequenas empresas têm procurado mais o serviço de consultoria, principalmente para resolver problemas tributários e financeiros. O preço do serviço, segundo Silva, é proporcional ao tamanho do negócio. "Certamente, o valor para uma pequena empresa é muito menor do que para uma grande."

Silva acredita que, em alguns casos, a consultoria é fundamental. "O consultor é como um terno feito sob medida. O Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) também presta um serviço sensacional ao microempresário, mas quando é necessário ir mais a fundo nos problemas, uma consultoria é importante."

José Luiz Ricca, superintendente do Sebrae-SP, acredita ser importante buscar informações no Sebrae antes de contratar uma consultoria. "Conseguimos resolver mais de metade dos problemas dos empreendedores que nos procuram, e buscamos respostas para qualquer dúvida." Ele diz que, se mesmo após ir ao Sebrae o empresário precisar buscar outros serviços, o próprio consultor da entidade o orienta a que tipo de especialista buscar. "Até por questões éticas, não indicamos empresas de consultoria, mas sim a especialidade do profissional que o empreendedor deve buscar. Desta forma, ele economiza dinheiro e o trabalho do consultor será potencializado, porque o Sebrae já fará um diagnóstico prévio dos problemas daquela empresa."

No ano passado, só no Sebrae-SP foram realizados 400 mil atendimentos pessoais. Todos os serviços da instituição envolveram 1 milhão de empreendedores no Estado. "Queremos chegar a 4 milhões," diz Ricca. Para isso, a rede de atendimento está sendo ampliada. O Sebrae já tem 32 postos em São Paulo e 600 postos nos 26 Estados.

"Muitas pessoas não vêm ao Sebrae porque não sabem o que podemos fazer ou onde nos encontrar", diz o superintendente. "Aqui se atende tudo o que está relacionado a empreendedorismo." Todo o atendimento nos postos do Sebrae é gratuito, assim como vários cursos. "O empreendedor vai ao balcão do Sebrae com sua dúvida. Pode ser que ali mesmo ele já ache a resposta. Senão, é marcada a reunião com um consultor do Sebrae para uma análise mais personalizada."

Os empresários Walter e Fabiana Tichauer, proprietários da Bulle de Savon Cosméticos, buscaram o Sebrae para esclarecer dúvidas sobre exportações e formação de preço de venda. "Fiz os cursos básicos, nos quais me deram as orientações de que órgãos e serviços procurar," conta Walter Tichauer.

A Bulle de Savon trabalha com a linha Dr. Clean de sabonetes e géis antissépticos para hospitais e consultórios e agora também se voltou para a venda em farmácias e drogarias. Um dos clientes da Bulle de Savon é o Hospital do Coração, em São Paulo. "Distribuímos para o Brasil todo. Nesse setor há muita concorrência, e centavos fazem diferença. Mas preferimos ter um preço um pouco mais alto e ter qualidade acima da média," diz o empreendedor.

SOFTWARE

A Ifactus, empresa de soluções em tecnologia, atua exclusivamente com pequenas e médias empresas. "Havia empresas que necessitavam de softwares de gestão para organizar seus negócios mas não tinham dinheiro para comprar os pacotes mais conhecidos no mercado," conta Allan Pires, gerente geral da Ifactus. "Criamos então um pacote de tecnologia reconhecida em todo o mundo - o IFS Applications - e o disponibilizamos para aluguel, a um custo muito mais acessível." A Ifactus aluga o programa por R$ 250 ao mês, por usuário, enquanto a compra de implantação de um software de gestão custa cerca de R$ 50 mil.

Criada no ano passado, a Ifactus tem 10 clientes e pretende chegar a 50 este ano. Um deles é a Leagée, empresa do setor de cosméticos que começou a atuar em setembro e teve, em 2004, faturamento de empresa de médio porte, apesar de contar com apenas 7 pessoas na equipe. "Resolvemos utilizar o IFS porque o valor se encaixava em nosso orçamento e a implantação seria rápida. Queríamos estar com a empresa funcionando em setembro, para uma feira de cosméticos, e conseguimos", conta André Pimentel, um dos acionistas da Leagée.

Planejamento foi fundamental para sucesso no lançamento

RAPIDEZ: O início das atividades da Leagée foi uma corrida contra o tempo. "Apesar de nunca termos trabalhado com cosméticos, todos tínhamos experiência em outras empresas", conta André Pimentel, acionista da Leagée. "Montamos um plano de negócios forte e o seguimos com cautela." A escolha por trabalhar com cosméticos se deu, segundo Pimentel, porque este era um setor que apresenta crescimento constante no Brasil há anos. "A equipe, de sete pessoas, está focada no desenvolvimento da marca e compra de matéria-prima. Toda a produção é terceirizada." A criação da empresa e os contratos com produtores e fornecedores foram feitos entre março e setembro do ano passado. "Queríamos lançar os produtos na Feira de Cosméticos que acontece em setembro. Se não conseguíssemos, perderíamos muitas oportunidades." Instalaram um software de gestão para controlar pedidos, produção e o dinheiro da empresa e, no dia 1.º de setembro, tudo estava funcionando. "A empresa foi montada com capital próprio. Com uma reserva que tínhamos, pudemos contratar a Carolina Dieckmann para ser a garota-propaganda", lembra Pimentel. "Uma empresa tem que ter planejamento, não adianta sair em uma aventura desvairada." Hoje, a Leagée distribui sua linha de xampús e hidratantes para todo o Brasil, e pretende crescer bastante. "Nosso objetivo é, em 3 anos, alcançar o 6.º lugar em produtos para cabelos", diz Pimentel.


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