SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 30/03/2005
Autor: Diário do Comércio
Fonte: Diário do Comércio

Comportamento: mulheres decidem as compras

As mulheres são as manda-chuvas das residências brasileiras, pelo menos no que diz respeito às compras de supermercado. Pesquisa realizada pelo instituto LatinPanel, em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), revelou que elas são responsáveis por 80% das decisões de compra nos super e hipermercados. "Mesmo que a renda não seja delas, as mulheres são as responsáveis por dizer o que entra ou não no carrinho", diz o presidente da Abras, João Carlos de Oliveira.

Os resultados da pesquisa partiram de duas bases de dados: o Painel Nacional de Consumidores, baseado em 25 mil entrevistas/mês e que avalia 64 categorias de produtos; e uma sondagem de hábitos e comportamento, feita em novembro e dezembro de 2004.

Perfil das consumidoras - Das mulheres brasileiras que fazem suas compras, 35% trabalham fora e 25% são chefes de família. A pesquisa também revelou que 34% das consumidoras têm mais de 50 anos, confirmando o alerta dos institutos de pesquisa para o envelhecimento da população brasileira.

As mulheres mais velhas respondem por 33% das vendas dos supermercados, mas as faixas intermediárias mantêm um consumo expressivo: de 30 a 39 anos, 25% do total; de 40 a 49 anos 25%; e com até 29 anos 17%.

"É importante saber quem freqüenta o mercado para que as ações de marketing possam ser direcionadas para o público adequado", afirmou Oliveira.

Outro dado importante no que diz respeito ao marketing é que, dependendo da classe social, os produtos são escolhidos por diferentes fatores. Para aquelas de classe A e B, o preço é o item mais importante, seguido pela variedade de produtos e marcas. Já para as mulheres de classe C, a variedade de marcas tem peso maior que o preço, seguido pela qualidade dos produtos. Finalmente, para as consumidoras de classe D e E, o desejo principal é pelo frescor dos alimentos, seguido por não ter filas demoradas e a variedade de marcas e produtos. O preço sequer aparece na pesquisa nessas categorias.

"As classes menos favorecidas consideram que preço baixo é o mínimo que se pode esperar do supermercado que freqüentam. Além disso, as cestas de produtos para cada faixa social são diferentes. Dentre aqueles que têm mais poder aquisitivo e compram produtos de alto valor agregado, o preço torna-se o fator de escolha da marca", explicou Oliveira.

Segundo ele, esse comportamento das consumidoras valida um movimento que começa a surgir na indústria, o de oferecer muitos produtos e diferentes marcas para consumidores de baixa renda. "Se as consumidoras só podem comprar pacotes de biscoito de R$ 1, não significa que elas não queiram optar por recheados, salgados, wafer ou outros tipos", exemplificou.

Gasto - Em relação aos gastos médios, as mulheres entre 30 a 39 anos são as que gastam mais, cerca de R$ 15,60 a cada ida ao supermercado. O valor pode parecer baixo, mas segundo Oliveira, desde a criação do Plano Real, os consumidores pararam de fazer "compras de mês" e estocar alimentos em casa. "Agora, as pessoas vão mais vezes ao mercado por mês e compram as coisas em pequena quantidade", afirmou. A maior média mensal de idas ao ponto-de-venda é das mulheres entre 40 e 49 anos: 6,4 vezes/mês.


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