SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 11/05/2005
Autor: Colleen DeBaise
Fonte: Gazeta Mercantil - SP

Mulheres na briga para entrar no clube do milhão de dólares

Programa bancado pela American Express oferece empréstimo de US$ 45 mil e conta com um "dream team" de técnicos em negócios

Associação dos EUA quer estimular êxito das empresas com criação e comando feminino. Denise Houseberg está perto de conquistar um marco histórico, que poucas empresárias conseguiram: sua empresa sediada em Frisco, Texas, poderá ultrapassar a marca de US$ 1 milhão em receitas.

As mulheres abrem pequenas empresas duas vezes mais rapidamente do que os homens, segundo as estatísticas nacionais. Mas não são muitas as que conseguem superar a chamada barreira do milhão de dólares, e este fato, segundo Denise, "chega a pôr fogo em meus cabelos".

"Você vê a disparidade", diz Denise, cuja loja on-line, MarketExpo.com, de artigos para casa e acessórios para jardinagem, apresentou receita de US$ 775 mil em 2004. "Precisamos da lista dos `Dez Mais¿ de David Letterman dos motivos pelos quais as mulheres não têm empresas de um milhão de dólares". Para as empresárias e, também para empresas de serviços financeiros que trabalham para ensiná-las a serem clientes, esta se tornou a pergunta: o que as segura?

Uma organização nacional que inclui empresárias, a Count Me In (Quero ser incluída), lançou o programa-piloto `Make Mine A US$ Million Business¿ (Quero me tornar uma empresa de um milhão de dólares) para explorar esta questão e colocar um seleto grupo de empresárias no caminho acelerado do crescimento. "Somos as primeiras a organizar um programa assim", orgulha-se a fundadora Nell Merlino.

Nell especula se as mulheres têm menos acesso ao capital do que os homens ou menos ímpeto para montar empresas de um milhão. "Ficamos impressionadas com o fato de que há um número cada vez maior de mulheres querendo fazer isto, se pudessem entender como", conta Nell. O programa, que oferece empréstimos de até US$ 45 mil e um "dream team" de técnicos em negócios, é patrocinado pela American Express e pela entidade educacional novaiorquina Womens¿s Leadership Exchange.

As proprietárias de empresas são escolhidas em concursos em cinco capitais: Denise foi uma das três primeiras colocadas em abril, em Dallas. Outras três vencedoras serão anunciadas terça-feira em Chicago.

Apenas 279 mil de 10,1 milhões de empresas comandadas por mulheres conseguem uma receita bruta maior de US$ 1 milhão, segundo os dados mais recentes, do ano de 2002, colhidos pelo Center for Womens¿s Business Research.

Estudos anteriores mostram que há oito vezes esta cifra de empresas de seus congêneres masculinos com receita de mais de US$ 1 milhão. "Queremos que um número muito maior de mulheres consiga ultrapassar esta barreira", afirma Lexi Brownell, diretor da iniciativa para as empresas criadas por mulheres na divisão de pequenas empresas da American Express.

"As mulheres são o segmento que mais cresce na economia. Queremos participar de seu crescimento."

Cresce o número de bancos que começam a mirar as empresas de mulheres, que geram vendas de US$ 2,5 trilhões/ano e gastam US$ 103 bilhões em serviços empresariais importantes, como RH e TI, segundo dados do Center for Women¿s Business Research.

Notadamente, a meta de empréstimos da Wells Fargo & Co., iniciada em 2003, é de US$ 20 bilhões em 10 anos para empresas de mulheres. O KeyBank anunciou que emprestaria um mínimo de US$ 1 bilhão em três anos a empresas de mulheres.

Talvez o financiamento não seja a solução mágica. Leslie Grossman, co-fundadora da Women¿s Leadership Exchange, diz que as mulheres tendem a considerar o fato de levantar um empréstimo a algo equivalente a assumir problemas financeiros. O programa-piloto terá a seguinte mensagem: "Você faz um empréstimo porque está indo bem e tentará ir melhor ainda", destaca Leslie.

Outro obstáculo para muitas mulheres é a dificuldade de conciliar trabalho e vida familiar.

Elas julgam, equivocadamente, que se sua empresa crescer, isso tomará seu tempo mais ainda. "Se você souber como administrar e delegar, contratará as pessoas certas, fará sua empresa crescer estrategicamente e ainda terá mais tempo", diz Leslie. "Este é um dos temores que impediram as mulheres de fazer crescer seus empreendimentos".

Denise, que recebeu o prêmio Make Mine a US$ Million Business, diz que fez prosperar sua empresa on-line aplicando as mesmas capacidades que usou para criar seus filhos. "Quando tirei a cabeça da análise e comecei a confiar nos meus instintos primordiais, comecei a ter sucesso", ela garante. Desenhista gráfica, Denise criou o site em 1999, vendendo uma grande linha de placas de parede decorativas de um cliente. Rapidamente encontrou outros clientes cujas volumosas linhas de produtos para o lar e jardinagem não cabiam nas prateleiras dos comerciantes tradicionais.

Com a nova linha de crédito e algum acompanhamento especializado, espera atingir a meta de US$ 1 milhão de receita no terceiro trimestre deste ano. Ela acredita que as mulheres tendem naturalmente a correr menos riscos do que os colegas do sexo masculino. "Os homens fazem isto - eles criam, perdem e fazem novamente a mesma coisa sem piscar", ela diz. "As mulheres precisam saber que nós também podemos fazê-lo".


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