SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 13/05/2005
Autor: Falando de Qualidade
Fonte: Falando de Qualidade

As tendências mundiais de emprego

O crescimento econômico registrado no ano passado não conseguiu estimular uma melhora significativa no mercado de trabalho mundial, onde se registraram variações positivas marginais nos níveis de emprego e desemprego, disse hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em seu informe anual 'Tendências Mundiais de Emprego'.

O desemprego mundial baixou de 6,3% para 6,1%, passando de 185,2 milhões de pessoas em 2003 para 184,7 milhões em 2004. A OIT destacou que, apesar de ser leve, essa é a primeira redução no desemprego mundial desde o ano 2000, e a segunda vez que a tendência se manifesta desde 1994.

A importante taxa de crescimento econômico mundial de 5% alcançada em 2004 influiu nestes resultados. Mas, o aumento no número de postos de trabalho criados no mundo foi pequeno, alcançando 47,7 milhões ou 1,7%, e não houve mudanças no percentual de 61,8% da população em idade de trabalhar que está no mercado de trabalho.

'Qualquer redução no desemprego é positiva, mas não devemos perder de vista que a criação de emprego continua sendo um grande desafio para quem participa na definição de políticas', disse o Diretor Geral da OIT, Juan Somavia. 'Em outras palavras, precisamos contar com políticas focadas na criação de emprego', agregou.

Nas 'Tendências Mundiais de Emprego' da OIT se destaca que além de criar novos empregos é importante enfrentar o desafio de eliminar o 'déficit de trabalho decente' onde quer que este exista. Uma redução no desemprego não é necessariamente um indicador de que estes déficits estão sendo superados, e para tanto o relatório destaca que também é necessário contar com políticas para melhorar as condições de vida de quem está empregado.

O documento também faz menção aos desafios de melhorar as condições de vida de quem trabalha no setor informal (cada vez maior nos países em desenvolvimento), de colocar em prática mecanismos que permitam uma globalização mais justa, e de resolver o problema do alto desemprego juvenil. Também destaca a necessidade urgente de canalizar recursos de ajuda internacional para recuperar os mercados de trabalho, a infraestrutura, os equipamentos e a saúde dos trabalhadores nas zonas afetadas pelo recente maremoto e terremoto no Oceano Índico. O estudo também pede a aplicação de políticas eficientes para enfrentar a perda de participantes da força de trabalho causada pelo HIV/Aids.

As tendências de emprego por região mostraram que a redução mais forte na taxa de desemprego aconteceu na América Latina e Caribe, onde passou de 9,3% em 2003 para 8,6% em 2004. A variação foi menor em outras áreas do mundo.

Nas economias do mundo desenvolvido (incluindo a União Européia - 25) houve uma diminuição leve de 7,4 para 7,2%. No Sudoeste da Ásia e no Pacífico a taxa de desemprego passou de 6,5% em 2003 para 6,4% em 2004, enquanto na Ásia Meridional a variação foi de 4,8 para 4,7%. A taxa não registrou mudanças na Asia Oriental, onde se manteve em 3,3%, e na zona do Oriente Médio e África do Norte, onde foi de 11,7%. Na África Sub-Saariana houve um pequeno aumento de 10,0 para 10,1% no desemprego, apesar de ter registrado uma taxa de crescimento em 2004 de 4,4%. Para mais informações sobre o relatório, consulte www.ilo.org/trends


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