SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 20/06/2005
Autor: Diário do Comércio & Indústria
Fonte: DCI

Empreendedoras devem acumular capital

Passado o período de busca por seu espaço no mercado de trabalho, a mulher brasileira começa a firmar sua posição como empreendedora. Atualmente, elas já são mais de seis milhões, representando 46% do total de empreendedores do Brasil.

Para aquelas que pretendem abrir ou ampliar um negócio, mas querem evitar o atual cenário de turbulência política, é bom fazer um planejamento financeiro que garanta, além de uma reserva de capital para o processo de abertura do empreendimento, para ter liquidez e usar os recursos em momentos de emergência.

Especialistas do setor financeiro ouvidos pelo DCI indicam quais as melhores opções de investimento para as interessadas em usar o capital acumulado a fim de abrir o próprio negócio até o final deste ano ou em 2006.

Como senso comum, a caderneta de poupança é considerada a pior opção de investimento, já que o retorno dado pela aplicação é de, em média, 0,5% ao mês. Assim, o caminho para um investimento com maior rentabilidade fica divido entre os fundos de investimentos, o mercado de ações, títulos públicos - por meio do tesouro direto - e a compra de certificados de depósito bancário (CDBs).

Para o professor da Fundação Getulio Vargas José Dutra Sobrinho, a melhor escolha para quem possui um capital de até R$ 30 mil, e não pode correr riscos com esse dinheiro, são os Fundos de Renda Fixa e os Fundos DI. Para quem possui um capital de até R$ 100 mil, podendo correr um pouco de risco, os fundos cambiais são uma alternativa de rentabilidade. "O dólar deverá entrar em um período de alta até o final deste ano. Acredito que o câmbio ficará estabilizado na casa dos R$ 2,90 até o primeiro semestre de 2006. Esses fundos, se bem utilizados, são uma boa oportunidade de ganho neste momento e isso ajudará no capital do futuro empreendimento", avaliou.

Dutra oferece outras duas opções: a compra de CDBs e de títulos da dívida pública por meio do tesouro direito (www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/). "Com cerca de R$ 50 mil, o aplicador compra um CBD de um ano. A liquidez é diária, o que é melhor para o momento em que ela precisar do dinheiro a fim de o colocar no negócio", explicou. Fábio Colombo, consultor de investimentos, indica o Fundo DI como a melhor opção de investimento para quem pretende utilizar o capital em um prazo, por exemplo, de 12 meses. Colombo o avalia como uma aplicação segura, que garantirá um rendimento positivo até o momento da utilização do capital para o projeto desejado. "Com valor acima dos R$ 200 mil, a investidora terá taxas de administração de 0,50% - uma boa alternativa para acumular capital", informou o consultor.

Colombo aconselha, se o objetivo é ter uma liquidez rápida, a não comprar fundos imobiliários. "A venda das cotas pode demorar, o que poderá atrapalhar os projetos da aplicadora", disse o consultor financeiro.

Carlos Ayres, professor e Coordenador de Finanças da FAAP-MBA, avalia o CDB pós-fixado como uma boa opção de investimento para as interessadas em ter o capital em mãos no futuro empreendimento. Ayres indica a compra de títulos com prazo de um ano ou, caso seja possível, um ano e meio. "A aplicadora poderá negociar uma taxa de juros vinculada ao Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI). Muitos bancos oferecem até 100% do CDI. Neste período de taxas de juros altas, essa é uma boa alternativa para conseguir um rendimento para o futuro negócio", explica o professor.

O produto, segundo o professor, ainda tem a vantagem de deduzir o Imposto de Renda retido na fonte somente no momento do saque. "Enquanto em um fundo seria descontado o Imposto de Renda sobre o rendimento, o CDB terá dedução somente na hora do saque. Além disso, a liquidez diária, após os trinta primeiros dias, ajudará na hora de captar o dinheiro e destiná-lo ao empreendimento", informou.

Busca de crédito

Para as que ainda não possuem todo crédito necessário para o projeto desejado, o Sebrae disponibiliza uma relação de instituições que oferecem créditos para micro, pequenos e médios empreendedores (www.sebrae.com.br).

Entre as instituições cadastradas estão o Banco da Mulher, o Banco do Povo, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Linhas de crédito como o Finame para compra de máquinas e equipamentos, a Producard, para compra de insumos, e o Proger Turismo, destinado ao setor de turismo, podem ser consultadas com auxílio do Sebrae.


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