SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 29/06/2005
Autor: Heron Domingues e Ricardo Duarte
Fonte: JORNAL DO BRASIL - RJ

Além do Fato. Pequenas organizações superam limitações

O governo brasileiro, através de diversos órgãos da administração direta e indireta, vem incentivando o modelo de desenvolvimento denominado APL (Arranjo Produtivo Local), como forma de promover a melhoria de produtividade e qualificação das pequenas empresas e cooperativas, recolocando-as no cenário competitivo da economia brasileira. Iniciativas de desenvolvimento bem-sucedidas deste modelo têm se multiplicado em áreas econômicas diversas, como petróleo e gás, produção de leite e agrícola, somente para citar algumas. As empresas, para adaptarem-se às mudanças em seus ambientes e manterem-se competitivas no mundo globalizado de mega-corporações, têm que buscar soluções criativas para não sucumbirem em um cenário de incertezas e de extrema competitividade. Organizações de vários setores no cenário nacional enfrentam dificuldades em se manter competitivas, principalmente as micros e pequenas empresas, com sua escassez de recursos, sufocadas por alta carga tributária, encargos trabalhistas, falta de qualificação profissional da mão de obra técnica e gerencial.

Com a abertura do mercado brasileiro, no início da década de 90, as diferenças gerenciais e tecnológicas refletidas na produtividade das empresas sucatearam grande parte das empresas nacionais. As grandes empresas se aliaram a outros capitais, alienígenas ou não, através de fusões e aquisições, para adaptarem-se a esta nova realidade. As pequenas empresas buscam a saída para esta situação aparentemente insolúvel.

Neste contexto é que os arranjos produtivos locais surgem como a oportunidade de gerar valor e permitir que as pequenas empresas consigam superar as dificuldades tecnológicas e de qualificação, fazendo a ponte para o futuro. Arranjo produtivo local é definido como um conjunto de empresas que atuam em torno de uma atividade econômica comum, com apoio de outras empresas correlatas e complementares em uma região específica. Está focado em compartilhar as necessidades e funções comuns de um grupo de empresas, apoiadas por outras empresas complementares, com o intuito de ganho de escala, poder de negociação e qualificação técnica em todos os elos da cadeia produtiva. O APL pode ser considerado uma estrutura de organizações voltadas para otimização de processos, redução de custos e aumento de qualidade, uma vez que despesas como transporte, serviço especializado, consultoria, treinamento, insumos, matéria-prima, são compartilhados e, com isso, aumentam as condições de competição dentro de um mercado.

É fundamental a instituição de estrutura adequada de governança para o equilíbrio do modelo. Os princípios fundamentais da governança corporativa são premissas para o sucesso duradouro das associações. A transparência e a eqüidade das decisões permitem construir o modelo em base sólida.

Ainda é cedo, no entanto, para as comemorações. O papel do governo como catalisador deste processo, fornecendo capital para alimentar a melhoria de produtividade das empresas associadas, é premissa para que estas trilhem os primeiros passos na espiral de desenvolvimento. Capital é fundamental, porém a capacidade de gestão na implementação destes modelos é a maior barreira para o sucesso destas iniciativas. Sem o envolvimento de instituições sérias e capacitadas para apoiar o desenvolvimento destes modelos, o capital será desperdiçado e mais uma iniciativa de grande valor se perderá em ações sem resultados para a sociedade.


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