SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 04/07/2005
Autor: Jornal da Tarde
Fonte: Jornal da Tarde

Franquia é negócio para quem quer reduzir riscos

Montada sobre uma idéia que já deu certo, a franquia é uma boa opção para quem pretende abrir um negócio próprio. Mas para isso é preciso ter uma reserva financeira, além de se identificar com o segmento da marca

Abrir uma empresa nova sem precisar se preocupar com a escolha do ponto comercial nem com a consolidação da marca do produto vendido. A idéia soa atraente para quem quer montar um negócio próprio, mas teme correr os riscos do mercado. E o caminho mais simples para isso é a abertura de uma franquia, tipo de negócio que envolve empresas de diversos setores, como escolas de idiomas, lanchonetes e lojas de cosméticos.

Investir numa franquia é apostar numa idéia que já deu certo. "Se a empresa pode ser franqueada, é porque ela já tem seu espaço no mercado", resume o diretor da consultoria Global Franchise Net, Fernando Guimarães. O risco baixo pode ser demonstrado em números: enquanto 55% das empresas convencionais fecham após dois anos de atividade, em igual período, só 4% das franquias têm o mesmo destino, como mostram dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Mas, se a franquia parece a saída certa para quem quer abrir um negócio próprio, nem todo mundo tem, de fato, condições de tocar uma empreitada como essa. "É preciso se identificar com o segmento em que se pretende atuar", alerta Guimarães. Ter uma reserva financeira que cubra os gastos iniciais - que incluem a chamada "taxa de franquia", uma espécie de licença que se compra para poder atuar com a marca - também é importante. "Alguns bancos possuem linhas de crédito para esse tipo de negócio, mas o ideal é ter todo o capital inicial e não fazer dívidas no começo."

Antes de se optar por determinada empresa, o candidato a franqueado deve também fazer uma pesquisa boca-a-boca com outras pessoas que já atuam com a marca. "Dessa forma, ele terá uma referência do tipo de orientação que a empresa franqueadora, dona da marca, oferece", diz o diretor-executivo da Associação Brasileira de Franchising ABF, Ricardo Toledo de Camargo.

Ele lembra, porém, que quem opta por esse tipo de negócio tem menor poder de decisão do que aquele abre uma empresa convencional, uma vez que é preciso seguir as regras da marca. Além disso, o êxito do negócio não depende apenas do esforço do franqueado. Os resultados estão atrelados ao desempenho do franqueador - e de outros franqueados também. Se a empresa não tiver critérios rígidos na escolha de seus franqueados, essa situação pode resultar em prejuízos para todos.


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