SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 05/07/2005
Autor: Sebrae
Fonte: Sebrae

O que deve ser levado em conta ao solicitar um financiamento

Unidade de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae preparou roteiro com principais regras que devem ser seguidas para evitar problemas

Brasília - Para facilitar a obtenção de crédito por empreendedores de micro e pequenas empresas, o consultor da Unidade de Acesso a Serviços Financeiros (UASF) do Sebrae, Alexandre Guerra, organizou um roteiro. Segundo ele, ¿são regras simples que, seguidas à risca, podem evitar grandes dores de cabeça¿ para quem quer ampliar o negócio ou desafogar o fluxo de caixa.

Confira as dicas:

Crédito viabiliza oportunidades, não as cria.

Empréstimo precisa ser pago. Se não for pago, a dívida aumenta e torna-se um problema grave.

Planejar bem a abertura e a expansão do negócio contribui para identificar e administrar riscos e a capacidade de pagamento.

Na abertura de um negócio, deve ser sempre aplicada uma boa parcela de recursos próprios.

Um empréstimo deve ser sempre aplicado com a finalidade para a qual foi obtido: para giro, investimento ou misto (giro associado a investimento).

Muitas vezes, a necessidade de capital de giro vem de problemas de gestão e do descasamento entre contas a pagar e a receber. Você pode gerar uma reserva financeira, se administrar bem níveis de estoques e fluxo de caixa.

Em geral, os bancos oferecem um pacote de produtos que complementam o relacionamento bancário com o cliente, como a compra de seguros e outros serviços financeiros. Apesar de importantes, não estão condicionados à concessão do empréstimo.

O conhecimento prévio das opções e condições das linhas e serviços financeiros reduz as dificuldades na negociação do empréstimo, permite a comparação entre alternativas e resulta na contratação de um empréstimo que melhor atenda a suas necessidades.

Fique atento aos custos representados por tarifas e tributos que incidem direta ou indiretamente sobre o empréstimo.

O que pode atrapalhar

Alguns fatores podem impedir o sucesso da sua solicitação. São eles: desatualização da situação jurídica da empresa ou dos sócios; insuficiência de garantias; falta de capital próprio; incapacidade de pagamento; inconsistência do plano de negócio.

Modalidades de financiamento

Crédito para investimento e/ou investimento fixo - destina-se à aquisição de
máquinas/equipamentos e obras civis indispensáveis à implantação, à modernização, à expansão e à melhoria do processo produtivo.

Crédito para capital de giro - destina-se à compra de mercadorias, à reposição de estoques, a despesas administrativas, ou seja, para o giro operacional das empresas.

Crédito misto - trata-se de capital de giro associado ao investimento. Por exemplo, a empresa financiou uma máquina e poderá necessitar de capital de giro para a matéria-prima.

Antecipação de receita

Os recebíveis de sua empresa, ou seja, os valores a receber das vendas a prazo, podem se transformar em garantias ou recursos à vista por meio das seguintes formas de financiamento: desconto de duplicatas e promissórias; desconto de cheques; faturas de cartões de crédito.

Outros tipos de financiamentos

Vendor - a empresa pode obter empréstimo direto do banco para seus compradores e, assim, receber suas vendas à vista.

Compror - permite que a empresa compre à vista de seus fornecedores, com redução de custos. O banco deposita o valor da compra na conta do fornecedor e a empresa paga ao banco a prazo.

Cartão de crédito - pode ser utilizado para aquisição de bens e produtos em estabelecimentos comerciais afiliados à Visanet e à Redecard.

Leasing - opção de médio e longo prazo para aquisição de veículos, máquinas e equipamentos novos ou usados. O pagamento ao fornecedor é feito à vista, permitindo que o cliente negocie o preço.

Conta garantida - linha de crédito rotativo vinculada à conta corrente da empresa. Os recursos são disponibilizados a qualquer momento, por solicitação do cliente. A garantia pode ser constituída por cheques pré-datados, duplicatas ou notas promissórias. As taxas são, geralmente, superiores às das modalidades anteriores.

Fundos Garantidores

"A grande maioria das micro e pequenas empresas, mesmo as formalizadas e os clientes com bom histórico em instituições financeiras, não consegue apresentar todas as garantias como condição ao recebimento de empréstimos", explica o consultor da UASF, José de Alencar Souza e Silva. Para facilitar a vida dessas empresas, alguns fundos foram constituídos. São eles:

Fundo de Aval para a Geração de Emprego e Renda (Funproger) - garante em até 80% as operações de crédito feitas por pessoas físicas e jurídicas no âmbito do Programa de Geração de Emprego e Renda - Proger/Setor Urbano. Tem como gestor o Banco do Brasil e os recursos são provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Fundo do Sebrae de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) - garante em até 50% as operações de crédito realizadas por micro e pequenas empresas, empresários individuais, dos ramos industrial, comercial ou de prestação de serviços, que visem ao desenvolvimento de novos empreendimentos e/ou ao aperfeiçoamento dos empreendimentos já existentes.

Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade (FGPC) - avaliza micro, pequenas e médias empresas exportadoras que venham a utilizar as linhas de financiamento do
BNDES.

Fiança bancária

É a garantia prestada pelas instituições financeiras para que a micro e ou pequena empresa possa assumir compromissos com terceiros, em operações como pagamento a fornecedores, empréstimos e financiamentos, habilitação em concorrência pública, locação, etc. Os custos e prazos variam de acordo com a característica da operação.


Destaques da Loja Virtual
O EMPREENDEDOR DE VISÃO

Este livro tem uma característica fundamental que foi considerada desde o início de sua elaboração, que é a complementaridade dos temas com a necessid...

R$49,00