SEBRAE/SC - Artigos para MPE's

 
  Data Inclusão: 05/07/2005
Autor: Folha de Londrina
Fonte: Folha de Londrina

Crescimento rápido pode trazer problemas

Muitas empresas no Brasil quebram por causa da síndrome do crescimento rápido. Parece estranho, mas muitos empreendimentos acabam fechando as portas porque seus proprietários não conseguiram se adaptar à nova fase da empresa. O economista Antonio Lopes Sá, doutor em Ciências Contábeis pela Universidade do Brasil, afirma que, quando as empresas crescem, se desajustam naturalmente, sendo necessário mudar a forma de administração para o empreendimento se adaptar à nova realidade. ''É preciso que fique claro que nem tudo que o empresário fez até aquele momento é ruim e nem tudo é bom. Para a empresa sobreviver, ele precisa estar consciente disso'', afirma Lopes Sá.

Uma definição clássica diz que a empresa eficiente é aquela capaz de gerar resultados para os proprietários, funcionários, clientes, fornecedores e sociedade, exercendo a capacidade de mudança necessária à sua manutenção num mercado cada vez mais competitivo. O empresário inexperiente, porém, pode cair nas armadilhas do dia-a-dia e afetar o desempenho e a saúde do empreendimento. Uma destas armadilhas, talvez a mais perigosa, é o dinheiro que entra no caixa. ''Primeiro vem a receita, depois o pagamento das contas. Se o empresário não for cuidadoso pode ser atropelado pela dívida'', explica José Ribeiro, presidente do Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ld).

Segundo Ribeiro, muitas vezes o empresário vê o dinheiro no caixa e acha que pode dispor dele sem critério. ''É comum o empresário confundir o dinheiro que é da empresa com o da manutenção da própria casa. Sem organização, ele começa a retirar mais dinheiro do caixa do que a empresa pode suportar'', explica.

Outro risco é o crescimento sem critério. O empresário precisa ter organização administrativa para crescer sem sobressaltos. Segundo Ribeiro, uma indústria necessita de pelo menos quatro anos de funcionamento para começar a dar resultados. Já na atividade comercial, é preciso no mínimo dois anos. ''Quando uma empresa é aberta, melhora a clientela e começa a crescer, o empresário empolgado com o dinheiro que entra no caixa compra mais equipamentos e contrata funcionários, sem qualquer critério. O comum é ele fazer tudo isso sem um estudo de mercado, sem ter números confiáveis para tomar essa decisão'', diz.

Segundo ele, essa desorganização administrativa é uma das principais causas da mortalidade das empresas. ''Antes de tomar qualquer decisão é essencial que o empresário consulte seu contador, analise criteriosamente os números da empresa para decidir até onde ele pode ir. Esta atitude reduz muito a possibilidade de erro'', explica Ribeiro.

Segundo o Sebrae, a habilidade e a capacidade gerencial dos gestores é justamente fazer com que a empresa gere resultados suficientes para que ela sobreviva e cresça de forma contínua. A qualidade do resultado apresentado o lucro obtido , deverá ser suficiente não só para manter a empresa, mas também para fazê-la crescer, ser competitiva e trazer para seus investidores os resultados desejáveis.


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