Data Inclusão: 04/04/2006
Autor: Diário Catarinense
Fonte: Diário Catarinense
Pequeno diz que acesso ao crédito é complicado
A dificuldade de acesso a linhas de crédito é considerada um dos principais incentivadores da informalidade. Para atenuar esse problema, a Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc) aumentou o orçamento previsto para atender a rede de microcrédito no Estado.
No ano passado foram repassados R$ 5,2 milhões às 19 Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip's), entidades que fornecem crédito a micro e pequenos empreendedores. Neste ano os recursos para atender essa demanda chegam a R$ 6,3 milhões.
Os empréstimos variam de R$ 200 a R$ 10 mil, com juros de 2,7% a 4% ao mês. Das 1,6 mil operações feitas todo o mês pela rede, pelo menos a metade vai para empresas informais, assegura o Mário Cesar Livramento, gerente de microcrédito do Badesc.
- O Badesc libera o recurso para os núcleos, que incentivam a legalização das empresas - afirma Livramento.
Ambulante sonha em abrir casa de chás
O alagoano Sérgio Mendonça gostaria de ter acesso a um financiamento para realizar o sonho de abrir um pequeno negócio. Ele vende ervas medicinais no Centro de Florianópolis há 16 anos, mas em dias de chuva ou vento não pode trabalhar.
Mendonça conhece 500 tipos diferentes de ervas. Aprendeu a identificar as plantas com os índios e vende os produtos a R$ 3 por embalagem. Se tivesse recursos abriria uma casa de chás.
- O que ganho mal dá para comer - lamenta Mendonça.
A diretora do Departamento de Micro, Pequenas e Médias Empresas do Ministério do Desenvolvimento, Cândida Cervieri, destaca que o sistema financeiro não consegue atender a demanda dos empresários.
- Se conseguirmos passar essas empresas para a formalidade teremos um aumento de desenvolvimento e inclusão social.
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