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  Data Inclusão: 29/12/2006
Autor: Cristiano Eloi
Fonte: Panorama Brasil

Pet shops usam ração para vender serviços e acessórios

Os lojistas do setor de pet shop (de artigos para animais de estimação), que reúne mais de 8 mil empresários no País, das quais 5 mil no Estado de São Paulo, pretende faturar R$ 25,8 bilhões em 2007, incremento de até 20% na comparação com este ano, quando a estimativa é de R$ 21,6 bilhões de faturamento.

O grande salto será impulsionado pelo aumento nas vendas de acessórios e serviços. Segundo lojistas do setor, os acessórios são os produtos que trazem a maior margem de rentabilidade, entre 40% e 50%. As rações, carro-chefe do segmento, possuem uma margem de rentabilidade em torno de 36% e representam cerca de 60% das vendas totais. Por este motivo, os lojistas usam a ração, produto de primeira necessidade dos animais, como chamariz para a venda de produtos mais rentáveis.

Pet Center Marginal

"Todos os corredores que levam à ração possuem acessórios. Os alimentos ficam no fundo da loja de maneira proposital", diz Edison Andrades, diretor da loja Bicho Sem Grilos, de Campinas, e um dos porta-vozes da Pet Center Marginal, uma das maiores do segmento em São Paulo. Na Pet Center Marginal e na Bicho Sem Grilos, bandeira de franquia da rede, os acessórios correspondem a 27% do faturamento. A oferta de serviços representa em torno de 12%, percentual que pode chegar a 15% até o final do ano. A parte de ração é responsável por 52% das vendas e o setor farmacêutico por 10% da receita da rede.

Ampliação da variedade de serviços, como oferecimento de banho de ofurô e medicina alternativa para animais é, de acordo com Sérgio Zimerman, diretor do Pet Center Marginal, outra forma para aumentar a participação de serviços no faturamento. "Neste mês abriremos um laboratório de análises clínicas para que todos os exames veterinários sejam feitos durante 24 horas na loja", diz.

A Pet Shop Marginal, que tem uma loja em São Paulo e quatro com a bandeira Bicho Sem Grilos, não revela números de faturamento, mas estima crescer 10% em 2007 e abrir pelo menos mais uma unidade com mais de 2,5 mil metros quadrados.

Na Bicho Sem Grilos, maior pet center and garden (loja para animais e jardinagem) da América Latina, Daniel Alonso, diretor de Marketing, comenta que investe 20% do faturamento da empresa em marketing. A loja completou um ano de operação em agosto e seu tíquete médio gira em torno de R$ 50. "Queremos investir em eventos para divulgar mais a loja e trazer novos clientes".

Uma das táticas da rede para aumentar as vendas é o oferecimento de produtos de jardinagem aos clientes. "A idéia de garden é interessante, porque um chama o outro. Todo mundo que vem aqui gosta disso. Geralmente, temos clientes que vêm só pelo garden", afirma.

Cobasi

A Cobasi, com nove lojas em São Paulo, sendo duas unidades inauguradas recentemente, faz parcerias com grandes empresas, como Grupo Pão de Açúcar e Kalunga, para abertura de novas lojas em terrenos vizinhos ou em galerias nos espaços dessas grandes lojas. "Associamos a nossa marca a grupos conhecidos e utilizamos o mesmo espaço de compras formando um complexo, assim aproveitamos o tráfego de público para aumentar as vendas", explica Daniela Bochi, supervisora de Marketing.

Em 2007, a rede projeta abrir mais três novas unidades em locais de fácil acesso na região da Grande São Paulo.

Pequeno varejo

Além da venda de acessórios, tática já utilizada pelas grandes redes do setor, o atendimento personalizado e um trabalho de demonstração dos produtos que a loja oferece estão entre as táticas das pequenas pet shops. Este é o caso, por exemplo, de Gustavo Riedel, proprietário da Fórum Pet Shop , localizada em Diadema, na Grande São Paulo. Para alavancar as vendas, Riedel se utiliza de duas táticas criativas e de baixo custo. "Vou às casas das pessoas que moram próximas à loja e entrego amostras de ração com um panfleto contendo o telefone do estabelecimento. Se o cachorrinho come a ração, o cliente liga e compra. E isso normalmente acontece", conta.

A ração é, para Riedel, o grande chamariz para compra de outros produtos e o que salva o lucro é a venda de acessórios. "A margem de lucro é pelo menos 20% maior que a da ração", afirma.


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