SEBRAE/SC - Notícias para MPE's

 
  Data Inclusão: 04/02/2010
Autor: Noticenter
Fonte: Noticenter

Estudo mostra onde estão as principais fontes de financiamento para empresas

de SC e ensina como planejar investimentos

Uma verdadeira consultoria sobre como as empresas catarinenses podem se beneficiar de financiamentos oficiais, com informações atualizadas e orientações tecnicamente precisas. Assim é o estudo denominado Fontes Nacionais e Multilaterais de Financiamento ao Investimento de Empresas Privadas Catarinenses, elaborado por Valter Seiti Kiyan Junior em monografia submetida ao Curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em entrevista ao Noticenter, Valter destaca que as empresas catarinenses contam com boas fontes de financiamento, com taxas de juros acessíveis e variáveis. "As empresas que buscam financiamentos oficiais estão bem servidas de fontes de financiamento, principalmente as mais inovadoras. O fator estratégico que pode significar uma grande diferença entre o sucesso ou o fracasso de um financiamento é a informação e a capacidade de planejamento do empreendedor", destaca.

Em seu trabalho, Valter recomenda que os empresários procurem utilizar o Modelo de Precificação de Ativos CAPM (Capital Asset Pricing Model) na seleção das opções de investimento. Este modelo é muito utilizado na avaliação de ativos negociados no mercado de capitais, e pode ser aplicado também na avaliação de projetos de investimentos. "O CAPM associa riscos e retorno dos ativos comparando-os com um ativo financeiro livre de risco", explica.

"Logicamente, a maioria dos empresários não tem conhecimento técnico ou teórico sobre esses mecanismos de avaliação. Por isso, antes de investir, é importante recorrer ao auxílio de profissionais com conhecimento na elaboração de projetos e análises de riscos", complementa.

As decisões de investimento e financiamento das empresas são em sua maioria tomadas de acordo com determinados aspectos, como a taxa de juros, taxa de retorno do investimento (TIR) e a fonte financiadora.

Estas decisões são interdependentes, no caso da decisão de financiamento é necessário considerar as fontes de recursos que financiam estes investimentos, pois o custo deste capital influencia diretamente a rentabilidade do projeto de investimento e a estrutura de capital da empresa.

Fontes próprias ou de terceiros?
As fontes de financiamento têm duas origens: recursos próprios e de terceiros. O custo do capital próprio muitas vezes é superior ao de terceiros. A realização dos investimentos não requer poupança prévia, mas sim uma fonte financiadora viável.

As pequenas empresas, principalmente, nem sempre possuem recursos próprios suficientes para implementarem seus projetos de investimento, enquanto o custo de capital próprio das grandes tende a ser alto.

Dentre as fontes estudadas, as agências e bancos de desenvolvimento e fomento nacionais são as únicas opções às micro e pequenas empresas. Por outro lado, as médias e grandes empresas, além das nacionais, têm a sua disposição as fontes multilateriais ou internacionais de financiamento (e fomento).

No caso específico das instituições financeiras internacionais, o tomador de recursos deverá considerar o risco de variação de taxa de câmbio e de juros, já que os empréstimos em sua maioria são cotados em moedas estrangeiras, como o dólar norte-americano ou o euro, e corrigidos pela taxa de juros LIBOR. Instrumentos financeiros de proteção, os hedges de taxa de juros e câmbio, são disponibilizados pelas instituições financeiras nacionais e internacionais. Entretanto há um custo financeiro e econômico (custo de oportunidade).

Quanto às instituições financeiras não-monetárias nacionais, destacam-se o BNDES, Finep, BRDE e Badesc. Estas instituições possuem diversas linhas e instrumentos de financiamento ao investimento, direcionadas para diferentes tipos de empresas e projetos. As instituições multilaterais também possuem opções linhas de crédito viável para empreendimentos privados. No entanto, além do risco cambial e de taxa de juros mencionado, estas fontes financiadoras solicitam um maior valor de contrapartida da empresa do que os bancos e agências de desenvolvimento nacionais.

A empresa que realiza investimentos depara-se com três perguntas-chaves: a) investir ou não investir; b) financiar com recursos próprios ou de terceiros; e c) qual fonte de recursos de terceiros atende melhor a empresa.

A pesquisa de Valter Seiti Kiyan Junior buscou oferecer pistas para conduzir a empresa para escolher a melhor opção, levando em consideração fatores como necessidade de uso do recurso pela empresa, tipo de projeto, porte e segmento da empresa e outros.

No Brasil e em outros países em desenvolvimento ou em transição, os bancos de desenvolvimento são a principal fonte de recursos financeiros de longo prazo às MPMEs. As GEs têm à sua disposição outras fontes de recursos adicionais, como o mercado de capitais, por exemplo.

"A pesquisa mostra que as instituições financeiras não-monetárias estudadas, os bancos e agências de desenvolvimento nacionais e internacionais possuem diversas linhas, programas e instrumentos de apoio financeiro às empresas. As características técnicas destes produtos diferem entre si, o que dificulta a tomada de decisão", assinala Valter.

"Meu objetivo foi demonstrar o padrão de inversão de cada instituição financeira, suas linhas e instrumentos de apoio ao investimento produtivo privado, o desenvolvimento de ferramentas de auxílio à escolha da melhor fonte de financiamento oriunda destas instituições e a reunião destas informações em um único meio de informação".

Guia de fontes
Abaixo, as principais fontes Nacionais e Multilaterais de Financiamento
ao Investimento de Empresas Privadas Catarinenses
Fonte: Valter Seiti Kiyan Junior

BADESC
As linhas de financiamento próprias atendem as Micro e Pequenas Empresas, enquanto as Médias e Grandes Empresas têm a sua disposição os produtos do BNDES e o Prodec do Governo Estadual. Os projetos passíveis de apoio são aqueles destinados para investimentos em ativos fixos, isolados ou associados - tradicionais.

BRDE
Opera os produtos do BNDES. Atende empresas de todos os portes, com grande participação das Micro, Pequenas e Médias Empresas na quantidade de projetos apoiados. As empresas rurais (agrícolas), inclusive o produtor rural individual, têm destaque na quantidade de operações de crédito realizadas. Os projetos apoiáveis são investimentos em ativos fixos tangíveis e/ou intangíveis associados ao projeto e ativos fixos (bens de capital) isolados.

BNDES
Tem linhas e instrumentos de financiamento para todas as empresas. Geralmente as microempresas são apoiadas indiretamente pelo banco, com o auxílio de instituiçõs financeiras credenciadas, dado o valor mínimo de operação exigido pelo BNDES. Investimentos em ativos fixos tangíveis e/ou intangíveis associados ou isolados do projeto são apoiáveis. Realiza investimentos na modalidade Private Equity (aquisição de participação acionária) em empresas-alvo, de acordo com a política de investimento da instituição e interesses do país.

Finep
Apoia empresas de todos os portes e segmento econômico. Os projetos apoiáveis têm que ter foco na inovação. Investimentos em ativos fixos intangíveis isolados (Projeto de Inovação Tecnológica) e em ativos fixos intangíveis e tangíveis (Estratégia de Inovação) são passíveis de apoio da instituição. O Private Equity, por meio dos Fundos de Capital de Risco que a instituição possui participação acionária, é outra modalidade de investimento
utilizada.

IFC
São apoiáveis às Médias e Grandes Empresas. Investimentos em ativos fixos tangíveis associados ou isolados (BKs) são apoiáveis. A instituição participa de alguns Fundos de Investimento de Venture Capital e pode realizar operações de Private Equity.

FONPLATA
Médias e Grandes Empresas podem buscar recursos reembolsáveis na instituição. Investimentos em ativos fixos tangíveis e /ou intangíveis associados ou não ao projeto de investimento são passíveis de apoio.

CAF
Apoia as Médias e Grandes Empresas. Projetos de investimento em ativos fixos tangíveis associados ou isolados ao projeto são apoiáveis. Os investimentos em ativos fixos intangíveis podem ser financiados, desde que associados ao projeto de investimento em ativos fixos tangíveis. Realiza operações de investimento na modalidade Private Equity, com os Fundos de Venture Capital que integra.

BID CII e DFEC
O BID CII tem foco nas Médias e Grandes Empresas cujo faturamento é inferior a US$ 100 milhões. Enquanto o BID DFEC apóia as Grandes Empresas cujo faturamento supera os US$ 100 milhões. Apoia investimentos em ativos fixos tangíveis e intangíveis associados ou não ao projeto de investimento. Possui participação acionária em Fundos de Investimento Private Equity e pode realizar inversões nesta modalidade também.

KfW DEG
Médias e Grandes Empresas. Projetos de investimento em ativos fixos tangíveis associados ou isolados do projeto. Inversões em ativos fixos intangíveis são realizadas se estiverem associadas a um projeto de investimento em ativos fixos tangíveis. O Private Equity também é uma opção. A Instituição participa de Fundos de Investimento de Capital de Risco.

A decisão de investir
A decisão de investir é determinante para a vida da empresa. Se os investimentos falharem, podem causar prejuízos de difícil reversibilidade. O estudo de Valter Seiti Kiyan Junior enumera alguns fatores que o empresário deve estudar antes de decidir:

1. Determinação do fluxo de caixa do investimento.

2. Avaliação econômica dos fluxos de caixa do investimento - Taxa Interna de Retorno (TIR) e payback.

3. Definição da taxa de retorno mínima exigida pelos acionistas e sua consideração para o aceite ou não do projeto.

4. Aceitação do risco no processo de avaliação de investimentos.

5. Análise de mercado, clientes, fornecedores e concorrentes.

6. Localização do empreendimento.

7. Levantamento de custos diretos e indiretos, necessidades de recursos físicos e humanos.

8. Planejamento tributário.

*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo às fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.


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